Copa do Brasil

O Palmeiras completa a temporada histórica: vence de novo o Grêmio e, pela quarta vez, é campeão da Copa do Brasil

A conquista tinha se desenhado desde Porto Alegre. Neste domingo, de qualquer maneira, o Palmeiras tratou de não deixar dúvidas sobre seus méritos e ratificou a conquista da Copa do Brasil, a quarta de sua história. Precisando do resultado depois da derrota por 1 a 0 em casa, o Grêmio tomou a iniciativa no Allianz Parque. Contudo, esbarrou numa marcação excepcional dos palmeirenses e também num contra-ataque certeiro. No segundo tempo, Wesley e Gabriel Menino foram os agraciados da vez, definindo a vitória por 2 a 0. Fecham uma temporada de 2020 inesquecível aos palestrinos, com os troféus anteriores na Libertadores e no Paulistão.

O Palmeiras entrou em campo sem grandes novidades. Na ausência do suspenso Luan, Alan Empereur formou a zaga ao lado de Gustavo Gómez. Felipe Melo e Zé Rafael surgiam cabeça de área, com um trio mais à frente alinhado com Rony, Raphael Veiga e Wesley. Já no ataque, Luiz Adriano era o homem de referência. O Grêmio, por sua vez, tinha mudanças. Vanderson foi o escolhido na lateral direita. Já no meio-campo, Renato confiou em Thaciano na ponta direita. Pepê vinha na esquerda, com Diego Souza e Alisson mais à frente.

Precisando do resultado, o Grêmio começou a partida mais aceso. Pepê quase conseguiria completar o cruzamento de Vanderson logo nos primeiros minutos e pouco depois Alisson chutou para fora. Os tricolores tomavam o controle das ações e trabalhavam mais no campo de ataque. O Palmeiras protegia sua área e tentava encaixar algum ataque mais rápido. E isso quase aconteceu com Rony. No momento exato, Paulo Miranda apareceu para travar o atacante e evitar o lance de perigo dos alviverdes.

O começo da partida era mais intenso e o Palmeiras ainda veria um gol ser anulado aos 19 minutos. Rony passou para Raphael Veiga definir, mas o atacante estava impedido. Com o passar do tempo, os alviverdes equilibraram o duelo. O Grêmio responderia logo depois, com Maicon travado e Weverton pegando uma cabeçada de Diego Souza com segurança. Todavia, com o passar dos minutos, o jogo perdeu o ritmo. Os palmeirenses eram melhores em sua proposta, travando a saída de bola gremista. As chances diminuíram, até que Paulo Victor buscasse no canto um chute de Zé Rafael. Wesley também arriscaria para fora pouco antes do intervalo.

O segundo tempo voltou com o Grêmio tentando retomar o protagonismo, adiantado em campo, mas o Palmeiras mais agressivo. Raphael Veiga seria decisivo neste sentido. O meia já começou testando Paulo Victor. E teria participação importante no gol, aos oito minutos. Em contra-ataque iniciado por Marcos Rocha, Veiga avançou por toda a intermediária e concentrou as atenções da marcação, escapando de dois adversários. Com isso, Wesley conseguiria o espaço pela esquerda, recebendo o passe livremente. O jovem mirou o canto de Paulo Victor, que, mal posicionado, não conseguiu pegar. A situação dos alviverdes era ainda mais confortável.

O Grêmio logo mexeria no time, com Ferreirinha e Guilherme Azevedo nos lugares de Pepê e Alisson. Os tricolores retomavam a iniciativa, mas apresentando pouco para a necessária virada. A atuação do Palmeiras era muito segura defensivamente, sem permitir grande pressão dos adversários. Pouco depois, seria a vez de Jean Pyerre entrar na vaga de Thaciano. A zaga travou, quando Diego Souza e o próprio Jean Pyerre tentaram. Weverton, sempre que solicitado, realizava intervenções firmes. Felipe Melo era outro em grande noite, trancando a cabeça de área, assim como Marcos Rocha na direita.

Abel Ferreira, que já tinha mandado Patrick de Paula a campo, renovou as energias do time com uma troca tripla: Mayke, Gabriel Menino e Willian. Renato também partiria para o tudo ou nada com Churín no lugar de Kannemann, além de Victor Ferraz. O Grêmio só rondava e o Palmeiras quase anotou o segundo, num cruzamento de Mayke que Willian não completou por pouco. Por fim, o tento que confirmaria o título saiu aos 39. Em mais um contragolpe, Rony foi ótimo ao dominar pressionado e lançar. Willian recebeu e ligou rápido com Gabriel Menino. O garoto cortou a marcação e bateu por baixo de Paulo Victor, em falha do arqueiro. Ainda sobrava tempo no relógio, mas sem que o Tricolor tivesse pique aos três gols. Os palestrinos apenas esperaram o tempo passar, até iniciar a comemoração.

O Palmeiras conquista seu quarto título na Copa do Brasil. Depois do troféu de 1998, que antecipou a primeira Libertadores, esse complementa o bicampeonato continental. Além disso, o troféu fecha uma década imponente do alviverde nos torneios nacionais. São três taças na Copa do Brasil desde 2012, máximo de um clube nos anos 2010, colocando os palmeirenses em terceiro na lista de maiores campeões do torneio – atrás de Cruzeiro e Grêmio. O momento é de festa e de recompensa ao bom trabalho realizado no Palestra, com um time muito competitivo nos mata-matas.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo