Copa do Brasil

O moral segue elevadíssimo, e o Grêmio voltou com gás para detonar o Atlético Paranaense

Não foi um mal resultado que abalaria a confiança do Grêmio. Os tricolores permanecem entre os favoritos nas três competições que disputam. A derrota para o Corinthians pode ter negado a chance de assumir a liderança do Brasileirão. No entanto, o time de Renato Gaúcho precisou de apenas alguns dias para provar que seu moral continua elevadíssimo, graças a uma vitória categórica. Dentro da Arena, os gremistas não tomaram conhecimento do Atlético Paranaense. Goleada por 4 a 0, que até poderia ter sido maior, e deixa os gaúchos em uma situação bastante confortável para seguir em frente na Copa do Brasil, rumo às semifinais. As chances de bicampeonato parecem cada vez mais concretas.

Desde os primeiros minutos, o Grêmio demonstrou que queria resolver logo o jogo em Porto Alegre. Pressionando no campo de ataque, começou forçando o Atlético contra a sua própria área e, na melhor chance, parou em boa defesa de Weverton. Os rubro-negros no máximo descolavam um contra-ataque, até realmente ameaçarem aos 20 minutos. A arbitragem marcou recuo de bola para Marcelo Grohe, com uma falta perigosíssima em dois lances para o Furacão. Todavia, os visitantes não aproveitaram, carimbando a zaga. Apenas um susto aos tricolores, logo suplantado pela alegria do primeiro gol.

Aos 22, Lucas Barrios apareceu para resolver pela primeira vez. O atacante ressaltou que está totalmente recuperado da lesão recente com um lindo gol, acertando um chutaço após boa jogada de Pedro Rocha. Foi quando começou a blitz do Grêmio, que abriria o caminho à goleada. A pressão se intensificou e o segundo tento saiu sete minutos depois, mais uma vez a partir de Pedro Rocha. E mais uma vez anotado por Barrios, aproveitando a sobra de bola dentro da área. Por fim, depois de grande intervenção de Weverton, o choque de realidade ao Furacão se completaria aos 32. Após cobrança de escanteio, Kannemann desviou de cabeça.

A vantagem permitiu que o Grêmio administrasse um pouco mais o resultado até o intervalo. Era o dono do jogo, especialmente pelo trabalho de seus meio-campistas e pelas infiltrações. Faltava proteção ao Atlético Paranaense, mesmo entrincheirado. Para o segundo tempo, Eduardo Baptista entrou com Lucho González e os rubro-negros passaram a ter um pouco mais a posse de bola. Logo depois, mandou a campo Carlos Alberto. Mas os planos de ao menos descontarem caíram por terra aos 18 minutos, quando Nikão recebeu o segundo amarelo. Então, os anfitriões não tiveram problemas para terminar de fazer o serviço.

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Mesmo que o Atlético tentasse vez por outra atacar, estava totalmente exposto às investidas do Grêmio. O time de Renato Gaúcho acuava os oponentes, quando não aproveitava a velocidade de seus homens de frente para rasgar a defesa adversária. Pouco a pouco, as chances do quarto iam sendo negadas. Ramiro chegou mesmo a acertar a trave. O placar se consumou apenas aos 42, a partir de dois substitutos. Ótima arrancada de Fernandinho, passando para Everton fuzilar. Por fim, haveria tempo para mais uma defesaça de Weverton, ainda assim herói em uma noite deplorável para o Furacão.

O segundo jogo acontecerá em apenas um mês, mas fica difícil de imaginar a virada do Atlético Paranaense na Arena da Baixada. Muita coisa precisa acontecer até lá. O desgaste no período será grande para ambos os times, com uma maratona no Brasileiro e o retorno da Copa Libertadores. Contudo, o favoritismo é do Grêmio em todos os sentidos possíveis – pela vantagem, pelo elenco e pela postura. Se os tricolores exibem, hoje, o futebol mais ofensivo do país, a maneira como destroçaram o Furacão deixa isso bem claro. Triunfo também em um momento importante, para que os gremistas sigam o ritmo em todas as frentes possíveis.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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