O Flamengo apático da ida se transformou numa máquina de gols na volta e estraçalhou o Maringá
O Flamengo contou com uma postura totalmente diferente no reencontro com o Maringá e emplacou sonoros 8 a 2 no Maracanã
Quem viu a partida no Paraná nem podia acreditar que era o mesmo Flamengo no Maracanã. O time apático que perdeu do Maringá por 2 a 0 na ida da Copa do Brasil se tornou uma máquina de fazer gols nos 8 a 2 da volta. Uma senhora diferença na postura da equipe e também em seus mecanismos de construção de jogadas, num início animador sob as ordens de Jorge Sampaoli. Os paranaenses ainda foram valentes em muitos momentos da noite, mas eram mesmo adversários mais frágeis. De qualquer maneira, em comparação à atuação desastrosa contra o mesmíssimo adversário, o resultado é bastante contundente para os cariocas. A equipe cresce taticamente e também em confiança.
A postura do Flamengo durante os primeiros minutos foi decisiva. O goleiro Dheimison foi testado por Everton Cebolinha logo no primeiro minuto. E o escanteio permitiu que Thiago Maia abrisse o placar aos dois. Já era um gol que tirava um peso das costas, mas o time não perdeu a concentração. Voltou rápido para a reposição e continuou amassando. Gérson, solto na ligação, conduzia muito bem os rubro-negros. A pressão era muito grande, com participação ativa de Wesley pelo lado direito. O placar da ida estava devolvido aos 18, em outro escanteio, agora para Pedro guardar.
Levar a disputa para os pênaltis não era bem o que o Flamengo queria. Por isso mesmo, a blitz se mantinha. Wesley fez uma jogadaça, com direito a chapéu, mas chutou em cima de Dheimison na finalização. O terceiro surgiu num pênalti, nascido em grande lance individual. Gerson sofreu e Gabigol converteu aos 29. O Maringá era um mero sparring, mas não que se entregasse a essa altura. Dheimison operou um milagre numa batida de Everton Ribeiro. Foi um lance essencial para os paranaenses voltarem ao jogo.
Aos 38, numa bola parada, veio o desconto do Maringá que, neste momento, forçaria de novo os pênaltis. Num escanteio, Fabrício Bruno desviou contra as próprias redes. Os visitantes cresceram na sequência. Fizeram Santos trabalhar num chute de longe e subiram suas linhas. O Flamengo até recuou um pouco. Talvez o gol mais importante dos rubro-negros tenha sido mesmo o quarto, que esfriou essa reação já nos acréscimos, aos 48. Ayrton Lucas conectou com Gerson, que chutou forte e tranquilizou a situação aos rubro-negros antes da segunda etapa.
O Flamengo encontrava até mais espaços no segundo tempo. O quinto gol não saiu no primeiro bom ataque porque Max Miller travou Wesley num lance em que o goleiro já estava batido. E não que desse para relaxar, com um chute rasteiro de Gustavo Ramos que dificultou a Santos. Mais uma vez, a resposta do Fla foi instantânea: o quinto gol seria anotado aos 12, num contra-ataque. Cebolinha arrancou, tabelou com Gabigol e driblou o goleiro antes de arrematar às redes vazias. Logo Sampaoli faria as primeiras trocas. Botou Marinho, Léo Pereira e Arturo Vidal, armando o time com três zagueiros.
O Maringá conseguiu marcar outro gol logo depois, aos 19. Foi um lance de sorte, em que Bruno Lopes chutou e contou com o desvio nas costas de Serginho para encobrir o goleiro Santos. Mas, como sempre, o Flamengo não deixaria barato. O sexto gol foi imediato, aos 21 minutos. Foi uma jogada de muita qualidade e toque de bola, que envolveu vários jogadores da frente. Gabigol, Cebolinha e Gerson participaram, até que o passe chegasse limpo na pequena área para Pedro anotar. Os minutos finais, então, guardaram o recital do centroavante.
Gérson deixou o campo aplaudido. A partida se tornava mais aberta, feito uma pelada. O Maringá ainda queria tirar uma casquinha e avançava, mas as chances claras seguiam com o Flamengo. O goleiro Dheimison trabalhava bastante, com boas defesas contra Ayrton Lucas e Victor Hugo. E sem que os rubro-negros se saciassem, Pedro desandou a balançar as redes. O centroavante completou sua tripleta aos 39, numa bola ajeitada por Vidal para a cabeçada do artilheiro. E Pedro ainda chegaria ao seu quarto gol, o oitavo do Fla, pouco depois. Na sobra de um lance de Gabigol, Vidal seria novamente o garçom para a definição do atacante, num chute colocado. Festa completa.
A maneira como o Flamengo jogou com intensidade é a maior diferença em relação ao que se viu no Paraná. O time pressiona bem mais, se entende na movimentação e vê muitos jogadores famintos por participar. Há sinais positivos que se notam a cada duelo a partir da chegada de Sampaoli, com uma boa dose de variação e combinações a partir do toque de bola. É verdade que a equipe perdeu para o Internacional e que o Maringá não serve muito de parâmetro. Mas o Flamengo de semanas atrás serve e é inegável a diferença. Ao Maringá, fica o orgulho do resultado histórico no jogo de ida. Os paranaenses fizeram por merecer aqueles 2 a 0. Contudo, fica muito mais difícil de segurar um elenco com a qualidade do Fla e, especialmente, com essa fome de bola.
https://youtu.be/dZyRreVDx-w



