Copa do Brasil

Hulk fez mais uma partida decisiva e o Atlético Mineiro sai em vantagem no duelo com o Fluminense

Hulk marcou o gol da vitória e criou outros bons lances ao lado de Nacho, na vitória por 2 a 1 no Rio de Janeiro

Quatro dias depois do empate pelo Brasileirão, Fluminense e Atlético Mineiro voltaram a se enfrentar no Rio de Janeiro. O duelo no Estádio Nilton Santos, entretanto, tinha mais peso decisivo pelas quartas de final da Copa do Brasil. E se o Galo não conseguiu levar a melhor no encontro anterior, desta vez carregará a vantagem para Belo Horizonte. Os atleticanos de novo contaram com uma grande noite de Hulk, que comandou a vitória por 2 a 1 e reforçou as expectativas de título dos mineiros em mais uma frente. Nacho Fernández foi outro decisivo.

Num começo de jogo mais equilibrado, as duas equipes criaram chances nos primeiros dez minutos. Hulk isolou da entrada da área após arrastar a defesa na força, antes que Everson fizesse intervenção segura em tiro de Luiz Henrique. No entanto, a qualidade do Galo logo pesaria e renderia o primeiro gol aos 13 minutos. Depois do cruzamento de Vargas, Luccas Claro desviou e Nacho Fernández ainda aproveitou a sequência para bater cruzado. Nino acabou se enroscando com a bola e mandou para dentro. O zagueiro ainda tentou consertar e surgiram dúvidas se a bola tinha entrado, mas a arbitragem confirmou o tento após a revisão.

Mesmo com o gol, o Atlético Mineiro permaneceu mais perigoso. Controlava o jogo e não permitia que o Fluminense produzisse muito. Demorou para que os tricolores começassem a se soltar e a buscar o ataque. Aos 30, Everson faria sua primeira defesa difícil, num cruzamento de Lucca que Nino desviou. Nesta crescente, o Flu teve um pênalti marcado a seu favor, num lance bobo de Guilherme Arana contra Nino. Depois da revisão do VAR, Fred converteu a cobrança e deixou tudo igual aos 42. Com o tento, o veterano igualou Romário como maior artilheiro da Copa do Brasil, ambos com 36 gols.

O Fluminense até ensaiou uma pressão na reta final do primeiro tempo. Porém, com os longos acréscimos, deu tempo de Hulk aparecer mais uma vez. E o atacante apresentaria suas virtudes num contra-ataque atleticano. O artilheiro tabelou com Nacho e rasgou a defesa adversária na velocidade, até receber de volta diante de Marcos Felipe e fuzilar às redes. A reação tricolor não durou muito e o segundo gol mineiro complicaria a situação da equipe para o segundo tempo.

O Atlético Mineiro voltou melhor do intervalo, apertando a marcação e levando mais perigo quando atacava. Nacho perdoaria no primeiro bom lance da equipe, mandando para fora. O Galo conseguia exercer uma pressão e a impressão era de que o placar poderia ser mais elástico. Com o passar dos minutos, o jogo ficou mais pegado e os atleticanos recuaram mais suas linhas. O Fluminense ficaria com a posse de bola a partir dos 20 minutos, mas com claras dificuldades de criar e romper a marcação adversária.

O Atlético Mineiro permanecia ameaçando mais quando contra-atacava. Marcos Felipe faria boa defesa contra Arana aos 27. O Fluminense, ainda assim, teve a oportunidade do empate aos 32. Após uma cobrança de escanteio, Fred desviou de cabeça e mandou no travessão. Todavia, do outro lado Marcos Felipe precisou aparecer de novo, com uma defesaça num lance em que Nacho estava impedido. Por mais que o Flu passasse mais tempo com a bola, não era incisivo e esbarrava na marcação. O Galo se continha mais, ficando no limite no placar, mas ciente de que poderia ter sido mais letal no ataque.

A partida de volta está marcada para o dia 15 de setembro, no Mineirão. O Atlético Mineiro não volta com o melhor resultado possível, mas parece claramente em melhores condições para se classificar, por ter um time mais bem servido e mais estabilidade com Cuca. Após a compreensível demissão de Roger Machado, o Flu terá bem mais trabalho para se acertar com Marcão antes do reencontro.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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