Coletiva de Cuca indica que ciclo dele no Atlético já deveria ter acabado
Visivelmente cansado, treinador deu poucas respostas claras após derrota do Galo para o rival Cruzeiro
Após perder para o maior rival Cruzeiro por 2 a 0 em plena Arena MRV, Cuca deu uma entrevista coletiva abatida e de poucas respostas ao revés do Atlético Mineiro nesta quarta-feira (27). Cabisbaixo, com o tom de voz baixo, o treinador não conseguiu explicar com exatidão o que tem dado errado no trabalho e mandou “indiretas” a jogadores, provando que seu ciclo parece desgastado no Galo.
O comandante atleticano não conseguiu nem garantir que sua equipe irá evoluir no futuro.
— Não tenho um prazo para te dizer, eu faço meu melhor. Eu não tenho um prazo e nem uma certeza de que as coisas vão melhorar. Eu tenho vontade de trabalhar e de fazer com que as coisas melhorem — assumiu.
Em diferentes momentos, o técnico defendeu que o time fez um bom primeiro tempo, poderia ter aberto o placar e só piorou no segundo graças a um gol definido como “uma bola despretensiosa e atípica” — o golaço de Fabrício Bruno de fora da área. Após isso, o mandante deu uma “bagunçada” e por isso saiu derrotado.
Um das maiores críticas da torcida sobre a derrota de hoje veio pela substituição de Gustavo Scarpa, um dos melhores em campo do lado alvinegro na ida das quartas de final da Copa do Brasil. Cuca justificou sua escolha, mas não sem “cutucar” o jogador.
— Scarpa saiu porque colocamos um armador que tem mais chegada na área. A gente precisava de uma companhia para o Hulk. Foi assim que vencemos o Bragantino, com a entrada de Reinier [no Brasileirão]. Não vejo que o Scarpa estava tão bem assim. Se estivesse bem, não teria saído. É uma coisa lógica — explicou.
— Algumas peças poderiam ter rendido mais. Não é crítica. Isso acontece. Não rendemos — disse, em outra resposta.
🔻 A solução virou a chave para a derrota?
— Trivela (@trivela) August 28, 2025
Decisão do Galo para tentar parar Kaio Jorge e Matheus Pereira acabou dando o espaço para o golaço de Fabrício Bruno
🐓 O lado alvinegro do clássico mineiro, por @ocarlosvini https://t.co/Vn9QScARgQ
Novamente ao alfinetar seus atletas, Cuca criticou a postura da defesa e cobrou atitude no momento da segundo gol do Cruzeiro, vindo a partir de um escanteio que terminou em bola na rede de Kaio Jorge.
— Ali dentro da área, quem participa da segunda bola tem que ter uma intuição de onde a bola vai cair e ter esse posicionamento para cortar, ter atitude para participar da jogada. Todas as críticas que tiveram que fazer hoje estão com toda razão — afirmou.
Cuca assume que coisas ‘não estão acontecendo’ no Atlético
Pior time desde o retorno do Brasileirão após o fim do Mundial, o Atlético pode melhorar a partir da evolução do desempenho individual, como argumentou Cuca, que se culpou ao falar que precisa tirar o melhor de um elenco que deveria jogar mais.
— Hoje tiveram peças que não renderam o que podem. A gente não precisa nominar. Mas eles jogam muito mais do que jogaram. Aí, cabe ao treinador tirar o máximo de cada um deles. Eu tenho que melhorar nesse aspecto — expôs.
— Podemos jogar muito mais, temos jogadores importantes que podem jogar muito mais. E não estamos conseguindo tirar a essência de cada um. Não é falta de trabalho ou dedicação dos jogadores. Simplesmente não está acontecendo — justificou, em outro momento.

As respostas breves do técnico atleticano contrastam com as boas coletivas de Leonardo Jardim, do Cruzeiro, que explicou com maior clareza suas opções na partida.
Após o duelo pelo Brasileirão no próximo domingo (31), o Atlético descansa até a volta da Copa do Brasil, em 11 de setembro, quando precisará mostrar muito mais do que vem fazendo em oito meses com Cuca. Será a prova para, com tempo, o treinador tentar mudar a equipe.



