Corinthians usa lição de Abel Ferreira para eliminar o Palmeiras na Copa do Brasil
Após se preparar para os clássicos com coração quente, Timão teve cabeça fria para avançar às quartas de final da Copa do Brasil
Foi com cabeça fria e coração quente que o Corinthians bateu o Palmeiras por 2 a 0 e se classificou às quartas de final da Copa do Brasil.
O Timão não se sentou em cima da vantagem de um gol criada no jogo de ida, na Neo Química Arena, e fez barba e bigode contra o maior rival.
A vitória em plena casa palmeirense no confronto de volta fez com que o placar agregado ficasse em 3 a 0 para o clube alvinegro, que teve o jogo nas mãos e controlou ele até mesmo quando parecia se deixar envolver pelo adversário.
A tranquilidade corintiana, sobretudo nos minutos iniciais, contrastou com a pilha que o Palmeiras estava. Tanto que Aníbal Moreno foi expulso aos 14 minutos simplesmente por acertar uma cabeçada em José Martínez.
O Corinthians não abdicou do seu plano de jogo em momento algum. Nem mesmo quando perdeu Memphis Depay e André Carrillo por lesões.
O prêmio disso foi a manutenção de uma atuação consistente que a equipe já havia apresentado no jogo de ida, em Itaquera. E o reflexo do desempenho foi a vitória nos dois jogos, sem sofrer um gol sequer.
O Timão teve coração quente para tratar o Dérbi com a importância que ele merece e cabeça fria para colocar todo o planejamento em prática.
Dorival sempre teve um plano. E ele foi muito bem-sucedido. Além de se classificar e, por consequência, eliminar o Palmeiras, o Corinthians também instaurou uma crise no maior rival.
Tranquilo, Corinthians começa melhor
Mesmo com o Palmeiras precisando do resultado, foi o Corinthians que começou melhor.
Os primeiros 15 minutos foram de total domínio corintiano, que segurava bem o jogo na parte defensiva e criava oportunidades na frente.
Em uma delas, o goleiro palmeirense Weverton fez dois milagres no mesmo lance. A primeira, defendendo uma bomba de Rodrigo Garro. Já a segunda, um chute à queima-roupa de Matheus Bidu, na pequena área. O lateral corintiano teria papel importante minutos depois.
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Expulsão de palmeirense não ajuda e ainda atrapalha o Corinthians

Aos 14 minutos do primeiro tempo, o volante palmeirense Aníbal Moreno foi expulso por dar uma cabeçada em José Martínez.
O cenário com um jogador a mais, em tese, seria impecável para o Corinthians. Na prática, porém, aconteceu o contrário.
O Palmeiras ficou menos pilhado do que no início da partida, encaixou o seu jogo e começou a encurralar o Timão no seu campo.
A pressão do Alviverde também resultou em uma série de oportunidades criadas. Sorte do Corinthians que a pontaria palmeirense não estava em dia e todas essas chances não foram aproveitadas.
Em contrapartida, o contra-ataque corintiano sempre esteve encaixado, com Garro distribuindo, Memphis puxando e Yuri Alberto na última linha.
Corinthians abre o placar no momento certo
O termo “gol no momento certo” até soa um pouco contraditório, mas a circunstância em que o Timão abriu o placar é uma daquelas que a máxima se encaixa com perfeição.
O Palmeiras era melhor, crescia cada vez mais no jogo e, para piorar, perdia Memphis Depay com uma lesão na coxa ao puxar um contra-ataque.
Foi quando em um lance de bola parada o Timão abriu o placar.
Matheus Bidu, que já havia aparecido como elemento surpresa e perdido um gol incrível na pequena área, marcou em um lance bastante parecido.
A bola foi cruzada aberta, Gustavo Henrique escorou de cabeça e a bola sobrou para o lateral-esquerdo corintiano ter tempo de dominar e encher o pé.

Golpe de misericórida do Corinthians mata o jogo e acende crise no Palmeiras
Com um a mais em campo e 1 a 0 no placar, não demorou para o Corinthians deferir o golpe de misericórdia que não só mataria o jogo como elevaria o rival a uma crise ainda com a bola rolando.
Em uma ótima leitura, o meia Rodrigo Garro buscou uma bola perdida e cavou uma falta, cometida pelo zagueiro Micael.
Na cobrança alçada à área, Gustavo Henrique ganhou no alto e ampliou o marcador.
Em campo, o jogo acabou. Mas seguiu na arquibancada.
Os minutos finais foram de enormes protestos da torcida palmeirense nas arquibancadas do Allianz Parque, que não poupou sequer o técnico Abel Ferreira.
Além do treinador português, todos os jogadores e a diretoria também foram xingados.



