Atlético-GO abre ótima vantagem contra o Corinthians e Athletico-PR sai muito satisfeito com o empate contra o Flamengo
No Maracanã, o Flamengo criou muito, mas não saiu do 0 a 0; já em Goiânia, o Atlético fez por merecer a vantagem contra o Corinthians
Não foi apenas que o Atlético Goianiense arrancou uma ótima vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, mas a mereceu completamente com uma atuação superior à do vice-líder do Campeonato Brasileiro, que terá muito trabalho pela frente em Itaquera se quiser seguir na competição. Léo Pereira, em campo há apenas cinco minutos, marcou um golaço para confirmar o placar, quase no fim do jogo no Castelo do Dragão. Enquanto isso, no Maracanã, o Flamengo criou muitas chances, mas parou na trave, em Bento, na defesa, não conseguiu botar uma bola na rede e ficou em um 0 a 0 com o Athletico Paranaense.
Dragão ruge mais alto
A forma recente do Atlético Goianiense não indicava que faria um jogo tão sólido contra o Corinthians. Vem de cinco derrotas no Campeonato Brasileiro e tinha pela frente o vice-líder, que ganhou três das últimas quatro rodadas. Com um meio-campo mais pegador, formado por Du Queiroz, Victor Cantillo e Maycon, Pereira apostou na velocidade de Willian e Róger Guedes pelas pontas. E perdeu a aposta.
O Corinthians teve pouca criação e tentou esticar demais quando precisava criar. Deu quase o mesmo número de lançamentos do que o Atlético Goianiense e acertou apenas uma finalização no alvo. O Dragão era geralmente mais perigoso e teve a primeira boa chance com Wellington Rato batendo forte da entrada da área. Mesmo com desvio, Cássio espalmou por cima do travessão.
Aos 22 minutos, o Atlético Goianiense acertou a bola longa. De Marlon Freitas para Dudu, que dominou bem na ponta direita e cruzou rasteiro. Jorginho chegou batendo rasteiro e contou com um desvio em Raul para matar Cássio. Willian chutou em cima de Ronaldo, sem muito perigo, e o Corinthians chegou ao intervalo com pouca coisa do que se orgulhar.
E o Atlético Goianiense seguiu perigoso. Aos sete minutos do segundo tempo, Peglow tabelou pela esquerda, invadiu a área e tocou para Jorginho. Chegou novamente batendo de primeira, de perna esquerda, mas não pegou em cheio e mandou para fora. Esperto, Willian cobrou uma falta rápida para Giuliano, que invadiu a área e bateu colocado, para fora.
Aos 42 minutos, Léo Pereira recebeu de Luiz Fernando pela esquerda da entrada da área e, com muita liberdade, mandou a bola onde Cássio não alcançaria para levar uma boa vantagem para Itaquera.
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Um ótimo 0 x 0 para o Athletico Paranaense
O zero prevaleceu no placar do Maracanã, mas as impressões ao redor do resultado foram bastante distintas. O Athletico Paranaense pode se dizer vencedor com o 0 a 0, pela maneira como o Flamengo amassou os visitantes ao longo da noite. Os cariocas fizeram uma partida muito intensa neste primeiro duelo pelas quartas de final da Copa do Brasil. Movimentaram-se bem, criaram chances, arriscaram muito mais. Porém, não teve jeito de ver a bola entrar. Quando não era o goleiro Bento com o corpo fechado, a zaga e até a trave salvavam o Furacão. Por futebol, as chances do Fla na Arena da Baixada seguem vivas. Mas os athleticanos sabem que a realidade costuma ser outra dentro de sua casa.
O Flamengo tratou de impor seu jogo desde os primeiros movimentos da partida. Postava-se no campo de ataque e rodava a bola com segurança, empurrando o Athletico para trás. As chances logo começaram a surgir, com dois personagens principais: Pedro esbanjava categoria a cada toque na bola, mas Bento era muito seguro na meta do Furacão. E o goleiro se deu melhor no primeiro embate, aos 11. Pedro deu um lindo toque de calcanhar para desviar o cruzamento de Filipe Luís, mas Bento salvou. Os paranaenses erravam bastante e não tinham saída. Bento chegou a levar cartão amarelo por cera aos 22.
Outro personagem da primeira etapa era Gabigol. O atacante também fez Bento trabalhar num chute de longe. Porém, os erros do atacante chamavam mais atenção. Num ótimo ataque, ele desperdiçou ao pegar torto de direita. Logo depois, Pedro deu um drible maravilhoso e abriu com João Gomes, que cruzou para Gabigol. Agora de canhota ele isolou. A partida ficaria pegada, com Fernandinho chegando firme e acertando uma cotovelada em Filipe Luís que não rendeu punição. Gabigol já tinha se desentendido com o veterano e, num encontrão, tentou chutá-lo. Ficou barato o amarelo para o atacante. Na bola, o Furacão oferecia pouco, com a primeira finalização já depois dos 45. O time sobrevivia graças a Bento, diante da movimentação intensa do Flamengo e da postura agressiva.
O desenho da partida seguiu igual no segundo tempo. O Flamengo continuava no campo de ataque e era mais perigoso. Num cruzamento de Arrascaeta aos cinco minutos, Pedro acertou a cabeçada e a bola triscou a trave. Pouco depois, Arrascaeta surgiu na área e não pegou em cheio na bola, mandando para fora em boas condições. Os riscos se tornavam maiores ao Athletico, que também passou a responder um pouco mais e a encaixar os contragolpes. Mas ainda era uma partida favorável ao Fla. Logo entrariam Everton Cebolinha e Arturo Vidal, nos lugares de Everton Ribeiro e João Gomes, aos 15 minutos. Já Felipão acionava Marcelo Cirino e Vitinho, com as saídas de Terans e Cuello.
As alterações do Flamengo eram passíveis de discussão, em especial pelo jogo que fazia Everton Ribeiro. Mesmo assim, a equipe ganhou um gás e intensificou a pressão. O Athletico se salvava no limite. Quando Bento estava batido, num rebote, Gabigol deu um tapa colocado e Khellven tirou a bola do caminho das redes com uma cabeçada salvadora na pequena área. Já aos 25, Gabigol mandou uma pancada e parou no travessão. Vidal fazia bom papel na organização, com passes que clareavam as jogadas. O Fla ainda teria uma reclamação de pênalti, de Fernandinho em Léo Pereira, ignorada pela arbitragem – em mais uma decisão contestável.
O Flamengo passou a dar sinais de nervosismo com o passar dos minutos. A equipe não tomava a melhor decisão na hora de finalizar e acabava queimando a bola para fora. O time buscava o jogo pelo meio e não encontrava espaços. Já o Athletico vislumbrava o lucro que o empate oferecia. Os paranaenses até conseguiram alguns lances de bola parada e Matheus Felipe assustou num cruzamento em que não desviou em cheio, acertando o lado de fora das redes. Depois, seria a vez de Erick cabecear por cima. Os seis minutos de acréscimos davam uma sobrevida ao Fla, mas a impaciência se ouvia também nas arquibancadas. Os athleticanos até incomodavam mais nesse fim, com Arrascaeta dando uma solada em Erick que merecia vermelho, mas valeu só amarelo. Quem foi expulso no último minuto foi David Luiz, por xingar Luiz Flávio de Oliveira, numa decisão agora exagerada. Seria o ato final de um duelo que saía ainda mais no lucro aos paranaenses.



