Ancelotti acerta com ‘fato novo’ diante do Vasco, mas vê feitiço voltar contra o Botafogo
Alvinegro empata em São Januário no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil
Davide Ancelotti viveu um ‘sentimento misto’ na noite desta quarta-feira (27), em São Januário. O técnico do Botafogo surpreendeu ao escalar a dupla de centroavantes Arthur Cabral e Chris Ramos diante do Vasco. E foi feliz com esse ‘fato novo’.
Uma felicidade, porém, que teve prazo de validade. E o empate por 1 a 1 na casa do adversário ilustrou bem isso.
Se aproveitando da baixa estatura dos zagueiros cruzmaltinos, além da improvisação de Hugo Moura no setor e a deficiência de Lucas Freitas na bola aérea, o técnico italiano apostou em suas duas torres para levar vantagem nos cruzamentos. E levou. Cabral, logo nos primeiros minutos, abriu o placar de cabeça.
Por que a escolha de Ancelotti fez sentido?
Atacantes do Botafogo:
- Arthur Cabral — 1,86 m
- Chris Ramos — 1,90 m
Defesa do Vasco:
- Hugo Moura — 1,77 m
- Lucas Freitas — 1,84 m
- Paulo Henrique — 1,75 m
- Lucas Piton — 1,76 m
Mas o feitiço virou contra o feiticeiro. O Vasco reagiu, e chegou ao seu gol de maneira bem semelhante: em bola alçada na área, Jair completou de carrinho no segundo pau e deu números finais à partida de ida das quartas da Copa do Brasil.
Valeu a estratégia no ataque. Todavia, o velho problema do Botafogo na bola aérea defensiva apareceu mais uma vez. No final das contas, o empate foi bom negócio para Ancelotti e seus comandados.
Fim de jogo: Vasco 1 x 1 Botafogo. Arthur Cabral, no primeiro tempo, marcou para o Glorioso. #VamosBOTAFOGO
— Botafogo F.R. (@Botafogo) August 28, 2025
📸 Vítor Silva/ BFR pic.twitter.com/ogF2twfJXq
Os gols de Vasco 1 x 1 Botafogo
O que se viu no início do primeiro tempo foi um Botafogo ligado, atento dos dois lados do campo e letal no ataque. Se com cinco minutos de bola rolando, Arthur Cabral concluiu o cruzamento de Alex Telles para fora, na segunda assistência do lateral-esquerdo (dois minutos depois), o centroavante não perdoou. Passe preciso do camisa 13, e cabeçada para o chão, como manda o figurino. Léo Jardim nada pôde fazer.
A empolgação alvinegra, entretanto, não durou muito tempo. O Vasco reagiu, e fez o Botafogo provar do próprio veneno: a bola aérea. Com 16′ no relógio, após escanteio de Coutinho, Nuno pegou a sobra e fez novo levantamento. Marlon Freitas desviou de casquinha para trás e, sem querer, serviu Jair, que empurrou para o gol vazio e deixou tudo igual em São Januário.
A partir daí, os donos da casa entraram de vez no jogo e passaram a dominar as ações no decorrer da etapa inicial. Na volta do intervalo, isso se manteve por alguns minutos. Pressão vascaína, profusão de chances criadas e Alvinegro nas cordas.
A equipe de Ancelotti resistiu, retomou as rédeas da partida e levou para casa um resultado honesto.

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E agora, Botafogo?
O jogo de volta contra o Vasco, no Nilton Santos, está marcado para o dia 11 de setembro. Antes disso, no entanto, o Botafogo tem compromisso pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (30), a partir das 18h30 (de Brasília), o Alvinegro recebe o Red Bull Bragantino.
Próximos jogos do Botafogo
- Botafogo x Red Bull Bragantino — Campeonato Brasileiro — sábado, 30 de agosto, às 18h30
- Botafogo x Vasco — Copa do Brasil — quinta-feira, 11 de setembro, às 21h30
- São Paulo x Botafogo — Campeonato Brasileiro — domingo, 14 de setembro, às 17h30



