Por que Atlético-MG não saiu satisfeito mesmo abrindo vantagem contra o Vasco?
Atlético saiu na frente nas semis da Copa do Brasil, mas ficou com uma clara sensação de que podia (e merecia) mais
O Atlético-MG saiu em vantagem nas semifinais da Copa do Brasil ao vencer o Vasco por 2 a 1 nesta quarta-feira (2), na Arena MRV. No entanto, o Galo não saiu 100% satisfeito com o resultado, e todos que falaram após o jogo transparecem isso.
O Galo saiu atrás do placar, mas fez uma ótima partida de recuperação. Antes mesmo de virar o jogo, obrigou Léo Jardim a fazer duas grandes defesas. Depois do 2 a 1, chegou com perigo inúmeras vezes no segundo tempo, mas não definiu da melhor maneira.
Só de lances mais claros no segundo tempo, o Atlético teve uma bola interceptada por Léo Jardim antes dela chegar em Paulinho na pequena área, um chute de Alan Franco após grande jogada de Lyanco, uma finalização do próprio zagueiro (que podia ter sido um passe para Hulk, livre, na área) e uma cabeçada de Battaglia completamente sozinho para fora.
Além disso, o Atlético ainda teve outros lances em que chegou e podia ter gerado perigo, mas pecou no último toque, desperdiçando a chance de criar alguma chance clara.
Diante disso, ficou uma clara sensação no Atlético de que o resultado poderia ter sido maior, o que faz total diferença em jogos de Copa. Todos que falaram após o jogo citaram essa questão. Inclusive, em conversa com membros da diretoria, a Trivela ouviu o mesmo.
— Eu acho que o jogo, do início ao fim, nossa intenção estava clara: ganhar pela maior quantidade de gols possíveis. Acho que podíamos ter feito mais um gol no primeiro tempo. No segundo, tivemos situações claras para isso. Nos minutos finais, apareceu o cansaço. É normal que os jogadores sintam isso. É muito difícil jogar 90/100 minutos em uma intensidade tão alta — disse o técnico Gabriel Milito
Atlético merecia mais, mas físico pesou
O discurso de Milito e o que a Trivela ouviu da diretoria também se estende aos jogadores do Atlético. A maioria deles indicou a falta de efetividade do time por conta do cansaço diante de um calendário tão exaustivo.
— Acho que a gente cansou um pouco. A sequência de jogos pesa. Não foi estratégia. Merecíamos mais um gol, pelo menos, pelo jogo que fizemos — disse Rubens
O lateral Guilherme Arana, personagem central do jogo com um gol e uma assistência, deixou o campo no início do segundo tempo justamente por cansaço, mas também ficou com o gostinho de que o Galo merecia mais.
— Merecíamos fazer mais um gol. Normal (a queda física) pela sequência do calendário. Geralmente não temos nem tempo para treinar, só na conversa. Acredito que fisicamente caiu. Ninguém é super-herói aqui, apesar de me chamaram de Homem-Aranha e termos o Hulk — destacou o jogador.
Arana explica porque saiu logo no início do segundo tempo: “Apesar de me chamarem de Homem-Aranha, não sou super-herói. Não foi nada grave”.
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— Alecsander Heinrick (@alecshms.bsky.social) 2 de outubro de 2024 às 22:29
Para Hulk, faltou, também, inteligência
Principal jogador do Atlético, Hulk também destacou que o time podia e merecia ter feito mais um gol. No entanto, afirmou que o Galo acabou entrando em um tipo de jogo que não é dele, e por isso se perdeu na etapa final.
— Poderíamos e tivemos oportunidade de fazer o terceiro, mas entramos em um jogo que não é o nosso, de trocação. Somos um time físico também, mas hoje, se tivéssemos a paciência de ter a posse de bola com mais qualidade, como contra o Fluminense, de colocar intensidade e qualidade. Hoje tivemos intensidade, mas acima da qualidade colocamos ansiedade, vontade de definir logo, o que causou erros nosso — afirmou o atacante.
Se tivéssemos mais inteligencia de ter mais a bola, poderíamos ter definido melhor — Hulk
Atlético e Vasco se enfrentam novamente no próximo dia 19, sábado, em São Januário. Com o 2 a 1 na Arena, o Atlético se classifica com nova vitória ou empate. Se o Vasco vencer por um gol de diferença, a disputa será nos pênaltis. Dois ou mais gols, dá a vaga na final ao time Cruz-Maltino.



