Copa do Brasil

América Mineiro continua em campanha histórica na Copa do Brasil, agora com vitória no Beira-Rio

Independentemente do que acontecer daqui para a frente, a campanha do América Mineiro na Copa do Brasil já é histórica. Não apenas porque disputou, nesta quarta-feira, as quartas de final pela primeira vez. Também porque foi a Itaquera e ganhou do Corinthians. E agora, foi ao Beira-Rio e derrotou o Internacional, por 1 a 0, ficando a um empate, em casa, da próxima fase.

A estratégia de Lisca, aliás, foi bem parecida. Com a diferença de que desta vez o gol saiu no começo e não no final. Mas o América Mineiro deixou a bola com o adversário e rapidamente percebeu que o Internacional não saberia muito bem o que fazer com ela. Deu 11 chutes a gol com 72% de posse, apenas dois no alvo, e quase nenhum muito perigoso.

Abel Braga fez sua estreia no comando do Colorado e não mudou a estrutura da equipe. A escalação foi quase a mesma da despedida de Eduardo Coudet, contra o Coritiba. Tiago Galhardo entrou no lugar de Yuri Alberto, Uendel no de Moisés. Foi, porém, uma equipe menos intensa, sem tanta urgência, com dificuldades enormes para criar diante de um América Mineiro muito bem montado.

E as dificuldades ficaram maiores porque o América não demorou a abrir o placar. Foi o melhor time também ofensivamente em partes da partida, como nos primeiros 10 minutos. Felipe Azevedo exigiu defesa de Marcelo Lomba, depois Geovanne arriscou de média distância. Aos 12, Diego Ferreira chegou à linha de fundo e cruzou bem para Rodolfo cabecear às redes. O Internacional respondeu pouco depois com uma cabeça de Abel Hernández para fora e passou o resto da etapa girando a bola sem fazer nada.

Peglow, que havia entrado no lugar de Patrick, machucado, no primeiro tempo, escapou logo no primeiro minuto do segundo tempo, mas pegou muito mal e mandou por cima. Era um indicativo – aos otimistas – de que o Internacional talvez estivesse mais incisivo. Contudo, quem quase marcou foi o América. Ademir recebeu o passe dentro da área, Lomba saiu para fechar o ângulo. O passe saiu para a pequena área, o corte não foi dos melhores, e Rodolfo apareceu para cabecear o rebote. Zé Gabriel cortou em cima da linha com o peito.

E, não, o Internacional não ficou mais incisivo. Melhorou, só um pouco, com a entrada de D’Alessandro, aos 27 minutos. Tiago Galhardo, quase o jogo inteiro longe da área, apareceu livre na pequena área para cabecear um cruzamento da esquerda, para fora. Já no fim, Galhardo girou na entrada da área e bateu fraco de perna direita, mas bem perto da trave de Matheus Cavichioli. A última chance de tentar arrancar o empate.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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