Copa do Brasil

A estratégia do Cruzeiro funcionou no Morumbi: defender e aproveitar os erros do São Paulo

O Cruzeiro está invicto na temporada. Não perdeu um jogo sequer, pela Primeira Liga, pela Copa do Brasil ou pelo Campeonato Mineiro. Retrospecto que dá confiança para Mano Menezes e seus jogadores acharem que estão no caminho certo. A vitória desta quinta-feira também: foi ao Morumbi enfrentar o São Paulo, um desafio em que a Raposa costuma se complicar, e venceu, por 2 a 0, com uma proposta bem definida e bem executada.

LEIA MAIS: Com Corinthians x Inter e Cruzeiro x São Paulo, a próxima fase da Copa do Brasil será pesada

Mano Menezes é bom de mata-mata. Tem suas derrotas, como qualquer treinador, mas tem também alguns feitos destacáveis: levou um Grêmio sem grandes estrelas à final da Libertadores e chegou a duas finais da Copa do Brasil com o Corinthians – uma delas com a equipe na segunda divisão -, conquistando um título. O pragmatismo e a solidez defensiva que são marcas características de suas equipes funcionam bem nesse tipo de competição. A estratégia no Morumbi, portanto, foi correr poucos riscos.

O Cruzeiro defendeu-se muito bem contra o São Paulo. Recuado, bem organizado, aplicado no que deveria fazer, com os jogadores de ataque participando da marcação. Como deve ser. Faltou trabalhar melhor a bola quando a recuperasse, mas um gol seria lucro. Dois, então, motivaram até o sempre sisudo Mano Menezes a fazer piada na entrevista coletiva. Saíram em duas jogadas de bola parada: Lucas Pratto, contra, e Hudson.

Rogério Ceni e alguns de seus jogadores disseram que o São Paulo fez uma boa partida e que a diferença foi apenas essas duas jogadas de bola parada. No entanto, a proposta dos donos da casa, como o próprio treinador tricolor confirmou, é ter a bola, atuar no campo de ataque e ficar próximo do gol do adversário. Obviamente, também é criar e colocar a bola na rede, e essas duas últimas propostas não funcionaram. O São Paulo criou pouco. Rafael fez duas defesas dignas de nota: uma para parar Luis Araújo, outra – muita bonita, por sinal – em cabeçada de Lucas Pratto.

Sem Cueva, ainda em fase final de recuperação, o São Paulo insistiu em cruzamentos. Segundo dados da Footstats, foram 35 bolas cruzadas. Parecia o único plano do time da casa para furar a defesa adversária, favorecido pela escalação de Rogério Ceni, que começou o jogo com Jucilei, Cícero e Thiago Mendes no meio-campo e Thomaz, o único armador disponível, no banco de reservas. Ele acabou entrando, aos 16 minutos do segundo tempo, mas também não forneceu muito mais criatividade para a equipe.

No embate entre as propostas dos dois times, a do Cruzeiro venceu de lavada. Defendeu-se muito bem e construiu o placar em jogadas de bola parada. A defesa do São Paulo, que vinha melhorando, invicta há quatro jogos, não foi impecável nesta quinta-feira. E o ataque tricolor, que começou o ano como o grande trunfo da equipe, foi ainda pior.

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo