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Começou a festa: Palmeiras cumpriu expectativa de Cuca para largar como favorito no Brasileirão

No Truco, a primeira vale um caminhão. No Campeonato Brasileirão não dá para dizer que é a mesma coisa, mas a primeira vale muito. Tanto quanto a última. E o Palmeiras tratou de mostrar muita força na partida deste sábado contra o Atlético Paranaense. A vitória foi 4 a 0 teve muitos destaques. O campeão do Paraná acabou sucumbindo a um organizado e com dois grandes destaques. O garoto Gabriel Jesus participou de três gols, enquanto Claiton Xavier, de volta ao time, foi um dos principais jogadores da partida.

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O discurso do técnico Cuca antes do início do Campeonato Brasileiro era de otimismo. Falou abertamente em título. “Seremos campeões brasileiros”, ele disse, mais de uma vez, em entrevistas. A razão dada por ele era o bom elenco palmeirense, além do tempo de trabalho que o time ganhou a contragosto pelas eliminações na Libertadores e no Campeonato Paulista. Depois de duas semanas e meia recluso, o time mostrou muito mais futebol do que vinha jogando antes.

O Palmeiras foi organizado em campo, algo que faltava ao time. Teve jogadas trabalhada se até troca de posições, especialmente entre Jean e Tchê Tchê, o estreante, que inicialmente era lateral direito, mas aparecia pelo meio muito bem. O meio-campo palmeirense foi muito bem. Matheus Sales mostrou mais uma vez porque é um dos melhores volantes do elenco. Jean ajudou o time a ter equilíbrio defensivo, cobrindo o lado direito muito bem. Mas o destaque desse setor foi Cleiton Xavier.

O camisa 10 voltou a ser titular depois de meses com problemas físicos. Desta vez, ele não só foi titular, como foi destaque. Participou do primeiro gol e foi quem deu o passe para o segundo e o terceiro gols, um deles em bola parada. Distribuiu bons passes, foi participativo no jogo e ajudou a organizar o time. Exatamente o que se esperava dele.

Gabriel Jesus não ficou atrás. Foi, aliás, o melhor jogador do jogo. Assim como Cleiton Xavier, participou de três gols. Dois deles o próprio atacante marcou. Ele também fez o passe para o primeiro gol, de Roger Guedes. Foi o atacante mais perigoso, rápidos pelos lados e bom finalizador pelo meio. O garoto, de 19 anos, já vinha sendo destaque no time do Palmeiras. Tem tudo para ser, cada vez mais, o grande jogador do Palmeiras. E um Palmeiras muito forte.

Vale dizer também que o Atlético Paranaense tem motivos para reclamar, especialmente na expulsão de Léo, lateral direito, no início do segundo tempo. A falta em Gabriel Jesus talvez nem tenha acontecido, mas certamente não merecia o cartão. E a expulsão, claro, prejudicou o time.

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No primeiro tempo, houve um lance controverso que o árbitro Bruno Arleu de Araújo se enrolou: não marcou uma falta de Paulo André em Barrios e deu amarelo por simulação ao paraguaio. Alertado pelo assistente, mudou a decisão, inverteu a falta e deu amarelo ao zagueiro do Furacão. Dois lances que merecem ser discutidos. O lance do primeiro tempo parece que o árbitro acertou, ainda que de forma confusa; no segundo, porém, na nossa avaliação, ele errou e prejudicou o Furacão. Certamente ajudou o placar virar goleada, embora não tenha sido a atuação do árbitro que decidiu o jogo. O Palmeiras jogou mais bola e mereceu vencer, do início ao fim.

As 33.629 pessoas que estiveram no Allianz Parque tiveram motivos para se animar. Viram um Palmeiras que ainda não tinha visto em 2016, mesmo nos melhores momentos. O time é forte. Não dá para saber até onde pode ir o Palmeiras de Cuca, nem se será o campeão, como o próprio técnico disse. O que deu para ver é que o Palmeiras tem potencial para ser dos melhores times do campeonato.

Já ao Furacão, ainda que a goleada tenha parecido um pouco demais, é preciso ter calma. A goleada parece mais um acidente de percurso. Ainda assim, é preciso trabalhar para ter menos espaço no campo de defesa, onde o Palmeiras aproveitou para fazer tabelas sem muito incômodo.

Finalmente começou o Brasileirão. Preparem-se, porque a festa está só começando.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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