Brasileirão Série A

Irritação de Payet foi o que chamou atenção no empate entre Vasco e Botafogo

Voltando de lesão, meia Dimitri Payet entrou precocemente no primeiro tempo e foi substituído no segundo tempo

Vasco e Botafogo fizeram um jogo morno e ficaram no empate em 1 a 1, em São Januário, neste sábado (29), pelo Campeonato Brasileiro. Bastos, para o Glorioso, e Vegetti, para o Cruz-Maltino, marcaram os gols da partida. Mas, se com a bola rolando a partida não teve muitas emoções, fora de campo o meio-campista Dimitri Payet não escondeu a sua irritação com uma situação que aconteceu durante o segundo tempo do duelo válido pela 13⁠ª rodada do Brasileirão.

Depois de cinco jogos e quase um mês fora por uma lesão muscular na coxa direita, Payet voltou a ser relacionado neste sábado e começou a partida no banco de reservas. No entanto, a lesão de Estrella, que precisou deixar o campo logo aos 11′ do primeiro tempo, obrigou Rafael Paiva a colocar o francês no time logo no começo da partida.

Mesmo aparentemente sem ritmo, o camisa 10 foi muito bem. Payet distribuiu o jogo, deu um lindo passe para Paulo Henrique e teve uma boa troca de passes com Adson pelo lado direito do campo durante o primeiro tempo. Mas a falta de companheiros qualificados dificultou o trabalho do francês em São Januário.

Depois do intervalo, Payet caiu um pouco de produção, mas continuava sendo o principal articulador do Vasco em campo. No entanto, foi substituído aos 14′. O jovem Sforza entrou no seu lugar. E o camisa 10 deixou o campo irritado, chutando cadeiras do banco de reservas. Payet ainda ficou isolado em um dos cantos do banco e pouco comemorou o gol de empate de Vegetti no fim do jogo. Segundo o Sportv, o francês, é claro, não pediu para ser substituído e não sentiu nenhuma lesão.

Interino fala sobre situação de Payet

Depois da partida, o técnico interino Rafael Paiva explicou a situação de Payet. De acordo com o treinador, como o francês voltava de lesão, a ideia era utilizar o jogador apenas no segundo tempo do jogo. No entanto, a lesão de Estrella acabou forçando a entrada do camisa 10.

– Payet é um jogador muito diferente tecnicamente e com inteligência de jogo, experiência. A gente só não contava que o Estrella fosse sair tão no início do jogo. A ideia era o Payet entrar no segundo tempo, a gente ia colocar. Acabou que, com as circunstâncias de jogo, que a gente não controla, a gente teve que colocar antes. A gente quis correr risco zero de perdê-lo em qualquer situação. Tínhamos uma minutagem interna que a gente já tinha programado – afirmou Rafael Paiva.

– A gente tirou para não correr nenhum risco. Tecnicamente e taticamente, o Payet desequilibra. Estava muito bem, mas a gente principal contar com ele para as próximas rodadas porque ele faz muita diferença – completou o treinador.

Rafael Paiva também comentou sobre a irritação de Payet ao deixar o campo. Até mesmo no telão de São Januário foi possível ver o francês com cara de poucos amigos e isolado no banco de reservas. Mas, é claro, o interino minimizou a situação.

– O Payet tem respondido bem nos treinos, a gente tem aumentado a carga gradativamente. Já conseguimos colocá-lo nesse jogo, por circunstância entrou um pouco antes. A gente fica feliz pela insatisfação dele porque ele é muito competitivo. Ele quer jogar, sabe que pode fazer a diferença. Então, a gente tem que controlar essa ansiedade dele, mas a partir do momento que ele entra em campo é um jogador muito diferente. Muito diferente. Claro que contamos com ele, vamos tentar aumentar o volume dele, ou entrando jogando ou entrando no decorrer das partidas. É dia a dia tentando condicioná-lo mais. Ele até tinha para jogar um pouco mais, mas estamos indo devagar para tê-lo mais por mais tempo e por mais sequência – disse Rafael Paiva.

Como foi o empate entre Vasco e Botafogo

Vasco e Botafogo fizeram um jogo equilibrado e, apesar do gol no fim, de poucas emoções e fraco tecnicamente. O clássico foi de poucas chances de gols. Principalmente no primeiro tempo. Mesmo fora de casa, o Glorioso começou melhor, buscando mais a bola e tentando criar mais jogadas, mas sem sucesso. E, se o Vasco tinha alguma estratégia para a partida, logo precisou ser mudada com a lesão de Estrella aos 11′, que obrigado Rafael Paiva a fazer a substituição que colocou Payet em campo.

Com o francês, o Vasco, é claro, ganhou mais qualidade. O camisa 10 distribuiu bem o jogo, mas a falta de companheiros qualificados impediu o Cruz-Maltino de dar prosseguimento nas jogadas.

Dessa forma, a primeira etapa em São Januário terminou com apenas uma finalização na direção do gol – um chute fraco de Marlon Freitas facilmente defendido por Léo Jardim. O Vasco nem sequer conseguiu fazer o goleiro John trabalhar.

Depois do intervalo, o jogo ganhou em emoção, mas seguiu abaixo tecnicamente – o que é compreensível, por ser um clássico brigado e pelo momento do Vasco. O Botafogo, com elenco mais qualificado, conseguiu se sobressair nas substituições. E foi uma delas ajudou a abrir o placar. Óscar Romero, que havia acabo de entrar, cobrou o escanteio em que Bastos marcou de cabeça, aos 28′. O angolano marcou o seu terceiro gol – todos de cabeça – neste Campeonato Brasileiro.

Quando o jogo já parecia se encaminhar para a vitória do Botafogo, que assumiria a liderança do Campeonato Brasileiro, o Vasco passou a pressionar o Glorioso. E, dessa vez, as mexidas de Artur Jorge chamaram o time da casa para cima. Assim, o Vasco conseguiu o empate aos 40′, com Vegetti, também de cabeça, em cruzamento de Lucas Piton. Apesar de São Januário ter virado um Caldeirão nos minutos finais, com a empolgada torcida do Vasco, a partida terminou mesmo no empate em 1 a 1.

Como ficam as situações de Vasco e Botafogo no Brasileiro?

Com o empate em 1 a 1 neste sábado, o Vasco foi aos 11 pontos e segue na 16ª colocação. O Cruz-Maltino pode entrar na zona do rebaixamento a depender dos resultados até o fim da rodada. Já o Botafogo foi aos 24 pontos e subiu para a vice-liderança, mas também pode ser ultrapassado.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.
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