Brasileirão Série A

Malas prontas? Vasco de Álvaro Pacheco segue com ‘peneira’ na defesa e voa rumo à zona de rebaixamento

Derrota de 2 a 0 para Juventude representa ao Cruz-Maltino mais um revés com o novo técnico

Questionado sobre as vaias da torcida após o empate com o Cruzeiro, Álvaro Pacheco, do Vasco, relembrou a expressão “nós treinadores temos que estar sempre com as malas prontas”.

Bom, a situação não melhorou muito para o jogo seguinte. Nesta quarta-feira (19), pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Gigante da Colina sucumbiu para o Juventude no Alfredo Jaconi com a derrota por 2 a 0.

A derrota, somada ao temporário empate do Corinthians com o Internacional, derrubou a equipe do treinador português para a zona de rebaixamento do Brasileirão, com apenas sete pontos – pode perder mais uma posição se o Fluminense ganhar.

Mais do que isso, a equipe acumula um número terrível nos quatro jogos com Pacheco: sofreu 79 finalizações, sendo 30 do Flamengo (perdeu por 6 x 1), 28 do Palmeiras (2 x 0), 8 do Cruzeiro (0 x 0) e 13 do Ju hoje (2 x 0).

Juventude contou com ex-Santos ditando ritmo

O ponta direita Lucas Barboza, emprestado pelo Santos ao Ju, fez o que quis hoje. Mesmo como esse atacante pelo lado, fez de tudo: circulou no campo, assistiu companheiros e até apoiou a saída de bola.

A atuação proativa do rápido jogador de 1,94m foi recompensada aos 11 minutos do segundo tempo, quando a bola sobrou redondinha na entrada da área e Barboza mandou uma bomba de canhota.

O Papão foi muito melhor no jogo. Teve boas chances, especialmente com Gilberto, e fechou o bom placar com um golaço de falta de Jean Carlos no último minuto.

Os três pontos de hoje subiram os gaúchos para 10ª colocação, agora com 13 de pontuação.

Vasco até que não foi tão mal na defesa, mas ataque ainda é muito ruim

Mesmo com o alto número de finalizações sofridas, a defesa do Vasco vem evoluindo. Hoje, em vários momentos, mostrou segurança no 4-1-4-1 bem compacto e com interessantes movimentos de pressão no portador da bola.

Porém, falhou e feio no gol dos donos da casa, deixando Lucas Barboza completamente sozinho em momento que tinha três meio-campistas para fechar o funil da entrada da área.

A defesa não foi o problema de hoje, mesmo com a expulsão de Victor Luiz nos minutos finais, quando já estava lançado ao ataque, rendendo a falta do segundo gol. A questão está no outro extremo do campo.

Sem Pablo Vegetti e Payet, o ataque vascaíno é muito fraco, e previsível. Entrou com Adson, Clayton e Rossi, trio de participação quase nula no primeiro tempo e de dois chutes se somados.

Rayan até deu uma dinâmica interessante ao sair do banco no intervalo, mas não durou muito esse fator novo.

O desastre ofensivo foi tamanho que a primeira finalização certa só veio aos 40 minutos do segundo tempo, quando Juan Sforza pegou de fora e exigiu que Gabriel Vasconcelos espalmasse para Léo, impedido, empurrasse para o gol.

Até esse chute de Sforza, a melhor chance do clube carioca tinha sido quase um gol contra de Jadsom, ainda na etapa inicial.

Há muito trabalho para Álvaro Pacheco.

Os jogos sob comando de Álvaro Pacheco

  • Vasco 1 x 6 Flamengo – 30 finalizações do Rubro-Negro
  • Palmeiras 2 x 0 Vasco – 28 finalizações do Alviverde
  • Vasco 0 x 0 Cruzeiro – 8 finalizações da Raposa
  • Juventude 2 x 0 Vasco – 13 finalizações do Ju
Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
Botão Voltar ao topo