Seabra tenta explicar novo vexame do Cruzeiro, mas não consegue convencer ninguém
Fernando Seabra deu explicações controversas para a derrota do Cruzeiro, que perdeu de 3 a 0 para o rival Atlético-MG na Arena MRV
O Cruzeiro sofreu pesada derrota para o grande rival Atlético-MG, na noite desse sábado (20), na Arena MRV. O time celeste foi totalmente dominado pelos atleticanos, sofrendo os gols do 3 a 0 ainda no primeiro tempo. A atuação coletiva e as escolhas do treinador Fernando Seabra — que começou a partida com dez titulares remanescentes da equipe que quase foi rebaixada no Campeonato Brasileiro de 2023 —, foram muito criticadas.
Seabra concedeu entrevista coletiva após a partida, onde tentou explicar o que aconteceu para que o Cruzeiro fosse totalmente dominado, mas suas longas falas lembraram a de seu chefe, o diretor de futebol Pedro Martins, por não convencer ninguém. Gestão de elenco ou contenção de danos podem ser as explicações para uma coletiva tão fora da realidade, mas levando-se em conta as escolhas do treinador, não podemos descartar a hipótese dele realmente acreditar no que disse.
O treinador começou explicando a escolha do volante Filipe Machado para a posição do suspenso Lucas Romero. Depois disso, afirmou que a defesa vinha melhorando segundo as análises da comissão técnica da Raposa, mas ressaltou que a atuação de hoje terá peso para as próximas partidas.
— O Machado vinha treinando no lugar do Romero e teve a oportunidade de iniciar o jogo. A gente tem nossa avaliação e análise de desempenho dos jogadores. Na defesa, havia uma melhora de coordenação e desempenho individual. Hoje a gente teve algumas dificuldades e que entram nessa análise para as próximas situações — explicou Seabra.
Os erros do Cruzeiro sob a ótica de Fernando Seabra
Segundo Seabra, a pouca agressividade do Cruzeiro no primeiro tempo custou o resultado negativo. Ele chegou a elogiar o crescimento da equipe no segundo tempo, mas sem levar em conta o fato de o Atlético claramente ter “tirado o pé”, visando a sequência de jogos.
— Foi um primeiro tempo muito abaixo, sobretudo nas questões de agressividade. Tanto em diminuir as construções do Atlético por trás, algo que não fugiu do que a gente esperava do que fosse acontecer em relação a posicionamento. Principalmente, nas abordagens de lado de campo — começou o treinador do Cruzeiro.
— A gente esteve mais lento mentalmente, menos agressivo, e proporcionamos ao Atlético algumas jogadas que eles têm forte e são de qualidade. Cruzamento de pé trocado do Scarpa, ruptura pelo lado contrário. Coisas que estávamos preparados, mas que, infelizmente na situação do jogo, não agimos da melhor forma possível — analisou Seabra.
— Trouxemos uma resposta para o segundo tempo para ter mais agressividade e ajuste nas abordagens dos passes que iam para o corredor lateral. Para conseguir competir mais com o adversário. A gente conseguiu tirar mais cruzamentos, roubar bolas no ataque. Infelizmente, precipitamos algumas escolhas em bolas roubadas que poderiam gerar mais chances de gol — apontou.
— Tivemos um primeiro tempo muito abaixo. Precisamos aprender com esses erros para que esse comportamento do primeiro tempo não se repita. O comportamento, a atitude e o caráter do segundo tempo foram louváveis, mas precisamos iniciar dessa forma quando a gente tem uma chance mais concreta de vencer o jogo. Independentemente de jogar em casa ou fora — finalizou a análise, Fernando Seabra.
🎙️| RESUMO DA COLETIVA DE FERNANDO SEABRA
Acompanhe aqui as explicações do treinador do Cruzeiro.
📸Staff Images/Cruzeiro pic.twitter.com/SDCZihvikJ
— Maic Costa (@omaiccosta) April 21, 2024
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Zé Ivaldo no banco do Cruzeiro
Fernando Seabra justificou o fato do zagueiro Zé Ivaldo ser reserva no Cruzeiro afirmando que o jogador tem trabalhado para melhorar alguns aspectos de seu jogo. Ele utilizou o lateral-direito Palacios, um dos jogadores mais questionados do elenco, que voltou a ser relacionado, como exemplo de sua metodologia de trabalho.
— A gente tem um momento pós jogo que é estudar e debater. Mas alguns movimentos já estão sendo feitos. O momento em que o Zé (Ivaldo) sai, é pra trabalhar alguns aspectos pra voltar mais forte. Com esse calendário, ou o jogador tem a oportunidade de jogar, ou ele vai pra jogo, não joga e não treina. A gente sabe das dificuldades que tivemos contra o Botafogo e não estava tudo certo, assim como depois de hoje não está tudo errado — explicou.
— O Palácios vem treinando muito bem, fez um coletivo muito bem, por mérito entrou na lista e o Gasolina saiu da lista desse jogo para ter oportunidade de treinar coisas que eu identifiquei que ele precisaria melhorar. Com esse calendário, ou o jogador tem oportunidade de jogar, ou ele vai para jogo e eventualmente joga pouco, não joga e não treina. Então, quando a gente tira um jogador da relação, a gente está dando a oportunidade de treinar ele — apontou Seabra.
Confiança para Anderson e chegada de Gabriel Grando
Seabra ainda comentou a falha do goleiro Anderson e a chegada de Gabriel Grando, arqueiro de 24 anos, que veio do Grêmio, e é uma nova opção para a meta celeste.
— A princípio, o Anderson vem jogando e ganhando ritmo. E o ritmo de jogo para o goleiro demora mais do que para o jogador de linha. O jogador joga dois jogos e tem um volume de deslocamento e uma quantidade de ações que já o coloca em ritmo de jogo. Para o goleiro, isso é muito mais difícil, demora muito mais tempo — afirmou.
— É importante não negligenciar erros e atacar essas situações, mas precisamos, dentro do equilíbrio, entender o contexto do goleiro que está há muito tempo sem jogo. A conversa minha com ele no vestiário foi muito simples. Bati no peito e falei: ‘Não muda nada, vamos para cima’. Ele falou: “Vamos para cima”. E é assim que tem que ser — explicou Seabra.
— A gente está muito feliz com a chegada do Grando, é um jogador de alto nível, ainda jovem e de grande potencial. E isso é uma resposta que eu vou ter que avaliar no dia a dia, no andamento da dinâmica de trabalho, junto com a comissão técnica. Ainda é muito cedo para definir – finalizou o treinador do Cruzeiro.



