Brasileirão Série A

São Paulo mostra que há vida sem Alisson, mas solução é sustentável?

Tricolor sai na frente, sofre virada e busca empate em 2 a 2 com o Botafogo no MorumBIS

São dois jogos desde a lesão de Alisson. Apenas 180 minutos de futebol suficientes para o São Paulo ter uma certeza absoluta: a vida é muito mais difícil sem o volante.

Mas ao menos, o Tricolor mostrou que há soluções para suprir a ausência daquele que é o jogador mais importante da equipe de Luis Zubeldía.

Nesta quarta-feira (24), o São Paulo voltou a sofrer sem Alisson. Mas contou com o talento individual de Lucas Moura e Ferreira para arrancar um empate em 2 a 2 do Botafogo, líder do Brasileirão, no MorumBIS.

Uma solução imediata. Resta saber se é sustentável contar apenas com as individualidades para vencer partidas — e campeonatos.

Ferreira, em ação contra o Botafogo
São Paulo dependeu dos talentos individuais de Lucas e Ferreira contra o Botafogo (IconSport)

São Paulo faz melhor 1º turno desde 2020

Com o empate, o São Paulo encerra o primeiro turno com 32 pontos e faz sua melhor campanha no turno desde 2020, quando foi líder com 37 pontos. A equipe ocupa a sexta colocação, mas ainda pode ser ultrapassada pelo Bahia.

> Os primeiros turnos do São Paulo

  • 2024: 32 pontos e 6ª colocação*
  • 2023: 27 pontos e 9ª colocação
  • 2022: 26 pontos e 10ª colocação
  • 2021: 23 pontos e 14ª colocação
  • 2020: 37 pontos e 1ª colocação

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São Paulo é um deserto sem Alisson no meio-campo

O São Paulo acaba de anunciar a chegada de Marcos Antônio e negocia a contratação de Pol Fernández. Dois volantes. E o desempenho nos últimos dois jogos evidencia porque a posição é tão urgente assim.

Pois aconteceu no empate em 0 a 0 com o Juventude e se repetiu nesta quarta-feira (24): o meio-campo do São Paulo é um deserto sem Alisson.

Contra o Botafogo, a equipe até abriu o placar cedo, com Lucas em cobrança de pênalti sofrido por Ferreira logo aos 3 minutos.

O gol poderia fazer o São Paulo se impor em campo. Mas teve efeito reverso. E muito por conta do funcionamento do meio-campo.

Luiz Gustavo e Boadilla não conseguiram ditar o ritmo da equipe. Faltava um jogador — leia-se Alisson — para levar a bola do campo de ataque.

E o Botafogo se aproveitou disso para construir a virada no primeiro tempo. Superior, o líder do Brasileirão controlou o meio-campo (e o jogo) no primeiro tempo. Empatou com Tiquinho Soares, de pênalti, e depois virou com Cuiabano após roubada de bola na intermediária.

Individualidades de Lucas e Ferreira resolvem

Sem criação, o Tricolor ficou limitado a um único tipo de jogada: a individualidade de seus extremas, Lucas e Ferreira.

Como nada acontecia pelo centro, ambos eram acionados a todo o instante pelos lados. E para a sorte do São Paulo, os dois resolveram.

No segundo tempo, Lucas e Ferreira foram os responsáveis por trazer o São Paulo de volta para o jogo. Carregada pela dupla, a equipe saiu com sensação de que poderia até ter conquistado a vitória.

Tudo começou no gol de empate. Lucas fez as vezes de armador e deu um passe perfeito para Ferreira sair livre na cara do goleiro. O atacante teve o trabalho apenas de deslocar John, que ainda tocou na bola, antes do gol.

E a partir daí, só deu São Paulo.

O Tricolor empilhou finalizações e teve duas chances claras de marcar. Numa delas, Ferreira finalizou para fora com o gol livre. Na outra, Luciano desperdiçou uma oportunidade dentro da área.

> Os próximos jogos do São Paulo:

  • Fortaleza x São Paulo — Brasileirão — sábado (27), às 21h30 (horário de Brasília);
  • São Paulo x Goiás — Copa do Brasil — terça-feira 30), às 20h (horário de Brasília);
  • São Paulo x Flamengo — Brasileirão — sábado (3 de agosto), às 21h30 (horário de Brasília).
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.

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