Brasileirão Série A

São Paulo evolui com Crespo, mas fantasma da Era Zubeldía não deixa o time

Em jogo de quatro gols, Tricolor sai na frente, cede virada, mas busca empate em 2 a 2 com o Red Bull Bragantino

O São Paulo até encerrou a série de quatro derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, mas isso não significa que o clube tenha lá muitos motivos a comemorar.

Nesta quarta-feira (16), o Tricolor saiu na frente, cedeu a virada e depois buscou o empate em 2 a 2 com o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista, pela 14ª rodada do Brasileirão.

A equipe, aliás, mostrou evolução sob o comando de Hernán Crespo. Mas os erros que são heranças do trabalho de Luis Zubeldía não só impediram a vitória, como mantêm o São Paulo perigosamente próximo do Z4.

São Paulo evolui com Crespo, mas sofre com herança de Zubeldía

Após armar uma escalação pontual com três volantes na estreia com derrota por 2 a 0 para o Flamengo, Crespo decidiu escalar uma equipe mais próxima de sua ideia de jogo.

O técnico armou o São Paulo novamente com três zagueiros, mas com apenas dois volantes. Luciano formou dupla com André Silva no ataque, com Bobadilla no lugar de Alisson e Ferraresi na vaga de Sabino.

As mudanças, de fato, fizeram o Tricolor jogar melhor. A equipe teve mais posse de bola do que o adversário (55% a 45%) e teve a “coragem” pedida pelo treinador para ser “protagonista” do jogo.

Foi assim que este São Paulo mais “corajoso” não só criou chances e dominou o adversário, como também abriu o placar. Luciano fez ótimo cruzamento na cabeça do artilheiro André Silva para marcar o primeiro gol do jogo.

Hernán Crespo, técnico do São Paulo
Hernán Crespo, técnico do São Paulo (Foto: IconSport)

O problema é que a boa atuação durou pouco. A exemplo do que ocorria jogo sim, jogo também com Luis Zubeldía, o São Paulo “parou” depois de abrir o placar.

O Tricolor segue vivendo de momentos nas partidas e não consegue emplacar uma atuação consistente do início ao fim.

A equipe recuou com a vantagem no placar e virou presa fácil para o Bragantino assumir o controle das ações e ainda construir uma virada com gols de Andrés Hurtado e Guzmán Rodríguez.

Foi só em desvantagem que o São Paulo voltou a pressionar e ser mais agressivo, como tanto pretende Hernán Crespo. E aí, veio o empate, novamente com André Silva.

O ponto somado faz o Tricolor respirar fora do Z4. Mas a evolução mostrada com Crespo (apesar dos erros herdados de Zubeldía) é a esperança que a equipe precisa para o clássico com o Corinthians, no próximo sábado (19).

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

São Paulo não se livra de tabu

O São Paulo até evitou aquela que seria a quinta derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro. Mas ele não se livrou de um tabu (ainda mais) indigesto: o Tricolor segue sem conseguir vencer o Bragantino em Bragança Paulista desde que a Red Bull assumiu o Massa Bruta.

Em nove jogos até agora, foram cinco derrotas e quatro empates. Ao todo, no confronto com o Red Bull Bragantino (desde 2020), são sete derrotas, seis empates e apenas quatro vitórias tricolores — todas como mandante.

Na tabela

O ponto arrancado fora de casa faz o São Paulo ainda respirar fora da zona de rebaixamento. Mas no limite. O Tricolor é o 16º colocado, com 13 pontos. Um a mais que o Vitória, que tem 12 e é o primeiro time no Z4.

O Red Bull Bragantino, por sua vez, perde a chance de assumir a liderança do Brasileirão. A equipe ocupa a terceira colocação, com os mesmos 27 pontos do líder, Flamengo, e do vice-líder, o Cruzeiro.

Os próximos jogos do São Paulo:

  • São Paulo x Corinthians — Brasileirão — sábado, 29 de julho, às 21h
  • Juventude x São Paulo — Brasileirão — quinta-feira, 24 de julho, às 19h
  • São Paulo x Fluminense — Brasileirão — domingo, 27 de julho, às 16h
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo