Brasileirão Série A

São Paulo perde para o Flamengo, e demissão de Carpini parece apenas questão de tempo

Tricolor joga pouco, perde por 2 a 1 no Maracanã e vê pressão sobre técnico chegar ao limite

Minutos após acompanhar o sorteio da terceira fase da Copa do Brasil ainda na tarde desta quarta-feira (17), o presidente Julio Casares afirmou com todas as letras que “futebol sempre é resultado”. A fala do mandatário resumiu em poucas palavras o peso que Thiago Carpini levaria à beira do campo do Maracanã horas mais tarde. Isolado no comando da equipe e obrigado a conviver com pressão de todos os lados, o treinador precisava conduzir o São Paulo a uma vitória sobre o Flamengo no Maracanã para salvar seu emprego e aplacar um pouco das críticas. Pois o Tricolor não só amargou uma derrota por 2 a 1, como teve uma atuação tão apática, que parecia mesmo um time destinado a perder seu técnico.

Luiz Araújo e De La Cruz marcaram os gols dos donos da casa, e Ferreira descontou para o São Paulo na partida válida pelo Campeonato Brasileiro. E a demissão de Thiago Carpini agora parece apenas questão de tempo.

São Paulo se limita a defender (mal) no primeiro tempo

Thiago Carpini deveria dar a sua última cartada para ganhar sobrevida no cargo, mas o que se viu em campo no Maracanã foi um São Paulo destinado a sofrer. O gol do Flamengo parecia muito mais uma questão de “quando” do que de “se”. E nem tanto pela imposição de uma equipe que além de ser superior, vive um 2024 impecável sob o comando de Tite. Mas muito pela postura de um Tricolor que pisou o gramado apenas para se defender — e até isso não conseguiu fazer direito.

O treinador repetiu a escalação no 3-5-2 dos últimos dois jogos, mas com Welington como ala e Michel Araújo em função mais centralizada. Sem um meia criador para organizar as jogadas, o São Paulo não teve repertório algum para transformar a superioridade na posse de bola (54%) em chances de gol — prova disso é que o Flamengo teve o dobro de finalizações na primeira etapa (6 a 3). A equipe limitava as suas investidas a cruzamentos, e foram oito nos 45 minutos iniciais. Em vão.

E o pior é que mesmo com três zagueiros e dois volantes na contenção, o Tricolor dava espaços no entorno da área. Foi assim na derrota para o Fortaleza, e se repetiu no Maracanã. Não foi surpresa alguma quando Luiz Araújo dominou com liberdade pela direita e teve todo o espaço do mundo para enquadrar o corpo e chutar colocado no ângulo para abrir o placar com um golaço para o Flamengo.

Carpini até tenta, mas São Paulo não consegue reagir

Atrás no placar e dependendo de uma vitória para salvar o seu emprego, Carpini fez a única coisa que lhe restava para o segundo tempo: se lançou ao ataque — ou ao menos, tentou. O técnico desmanchou o sistema com três zagueiros com as entradas de Ferreira e Erick nas vagas de Ferraresi e Michel Araújo. A ideia era deixar a equipe mais agressiva. E até surtiu efeito. De volta após se recuperar de lesão, Ferreirinha marcou o gol de honra de cabeça, já aos 33 do segundo tempo. Em vão.

O problema é que com mais espaços, foi o Flamengo que conseguiu aumentar o seu poder de fogo. Tanto que logo aos sete minutos, Bruno Henrique avançou pela esquerda e chutou forte. Rafael fez grande defesa, mas De La Cruz aproveitou o rebote para ampliar a vantagem flamenguista no Maracanã. A partir daí, o Rubro-Negro tomou conta do jogo contra um São Paulo que pouco incomodou ou apresentou riscos antes de Ferreira marcar. Os donos da casa, aliás, estiveram oportunidades de transformar a vitória em uma goleada do que de sofrer o gol.

> Os próximos jogos do São Paulo

  • Atlético-GO x São Paulo — Brasileirão — domingo, 21 de abril, às 18h30 (horário de Brasília) — Transmissão: Premiere (TV por assinatura)
  • Barcelona-EQU x São Paulo — Libertadores — quinta-feira, 25 de abril, às 21h (horário de Brasília) — Transmissão: ESPN (TV fechada)
  • São Paulo x Palmeiras — Brasileirão — segunda-feira, 29 de abril, às 20h (horário de Brasília) — Transmissão: Premiere (TV por assinatura)
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo Deconto

Eduardo Deconto nasceu em Porto Alegre (RS) e se formou em Jornalismo na PUCRS. Antes de escrever para a Trivela, passou por ge.globo e RBS TV.
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