Brasileirão Série A

Confirmado como técnico do Santos, Marcelo Fernandes, o ‘Presuntinho’, agradece o carinho da torcida

Marcelo Fernandes explicou as mudanças de capitão e comportamento da equipe

Peça importante na recuperação do Santos no Campeonato Brasileiro, Marcelo Fernandes confirmou, em entrevista coletiva, após a goleada sobre o Vasco, por 4 a 1, que é o novo técnico da equipe. Leve com os três pontos que tiraram o Peixe da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, ‘Presuntinho’, como é carinhosamente chamado pelo torcedor, ele explicou que foi informado da efetivação no cargo pelo coordenador técnico do clube Alexandre Gallo.

Ainda de acordo com o treinador, ele soube que era o novo comandante do Santos depois da vitória sobre o Bahia.

– Internamente o Gallo conversou comigo a respeito disso e sou o treinador do Santos atualmente. Tive a felicidade de trabalhar com ele como jogador, joguei anos e anos e temos uma amizade muito grande. O Gallo chegou em um momento difícil, abraçou a ideia e faz grande trabalho. A minha conversa com ele foi tranquila e não estipulamos prazos. A minha preocupação neste momento é com dia a dia. Até quanto vai ser ou não, não me interessa. O foco agora é ajudar ao máximo o Santos – disse o treinador.

Santos tem um novo capitão?

Ainda durante a entrevista coletiva, Fernandes explicou os motivos que fizeram mudar o dono da braçadeira de capitão do Santos. Diferente do vinha acontecendo nas últimas temporadas, João Paulo não ostentou o Z (em homenagem a Zito), que foi parar no braço do experiente meio-campista Tomás Rincón.

E, de acordo com o treinador, essa mudança ocorreu a pedido do próprio goleiro do Santos.

– Antes do jogo com o Bahia, o João Paulo nos procurou e pediu para dar um tempo da faixa. Ele se viu um pouco pressionado e queria oxigenar o grupo. Falei para ele segurar contra o Bahia, porque era um jogo arriscado. Ele entendeu, conversamos que íamos trocar para esse jogo. Rincón dispensa comentários, veio da Europa, com condição de jogo espetacular e liderança nata. Não é qualquer um que joga na Juventus e é capitão da sua seleção. E, na minha opinião, é importante ter um capitão no meio-campo, que é uma posição estratégica – detalhou Fernandes, que está nos braços da torcida e viu o seu apelido ser cantado pelos mais de 13 mil torcedores que compareceram à Vila Belmiro.

– Eu levo pelo lado carinhoso, mas tenho um nome, né? Na verdade, quero ganhar. Se Deus quiser com essa molecada que é muito boa. Só de ver a felicidade depois de momentos que nada aconteciam. O que importa é ganhar jogo. Só agradeço o carinho do torcedor e não tem problema nenhum o apelido que eles me deram – falou.

Outras respostas de Marcelo Fernandes

  • Desfalques contra o Palmeiras
  • Mudança de comportamento do elenco
  • Equipe fora da Zona de rebaixamento

Dodô, Lucas Lima Soteldo fora contra o Palmeiras

– Temos que dançar a música conforme ela toca. Montamos a equipe para o Bahia e ela encaixou bem. A primeira aspiração, além de jogar, era ter cinco homens protegendo bem a zaga pois temos jogadores de alto nível no ataque. O Lucas Braga, eu tenho que falar dele, atuou nessa função com o Carille e arrebentou nessa função. Estava na minha cabeça fazer isso. O Kevyson também. Hoje mantivemos o esquema, o Vasco nos permitia fazer isso. Estávamos preocupados com Gabriel Pec e Marlon Gomes pelos pés trocados. Soubemos neutralizar. Sobre o Palmeiras, vamos estudar. eles jogam na quinta. Vamos trabalhar e o importante é que está dando certo.

Psicológico da equipe completamente diferente

– Nós temos uma psicologa no time que trabalha muito, a Juliane é eficaz e nos ajuda muito. No jogo contra o Bahia tomamos um a zero e viramos o jogo. No vestiário eu falei, desde o primeiro dia, que iríamos virar a situação. Não sou mãe Dinah, mas temos condições! O que eu peço é para não aceitar pressão do adversário, ter coragem e ímpeto. Competir o tempo todo. Se os adversários acertarem uma bola na gaveta, que seja por mérito deles, mas não por passividade nossa. Se não competir, não ganha. O futebol brasileiro é difícil.

Sensação após tirar o Santos do Z4

– É uma motivação a mais. Os jogadores ficam aliviados, mas já deixei claro antes da reza que não chegamos em lugar nenhum. Só vamos continuar fora se nos dedicarmos, com afinco, como nesta tarde. Não podemos achar que está bom. Sou o número 1 para pegar no pé. Sou chato no dia a dia, falo o que é errado ou certo, sempre fiz isso e isso me ajuda agora que estou tomando conta do time. Situação não é nada cômoda. Vamos trabalhar duro para continuar fora dessa zona.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Jornalista pela UniSantos com passagem pelo Jornal A Tribuna de Santos. Já trabalhou na cobertura de jogos da Libertadores e das Eliminatórias Sul-Americanas no Brasil e no Exterior. Na Trivela, é setorista do Santos.
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