Afastados por Aguirre, Meninos da Vila treinam na academia com sentimento de injustiça
Jogadores do Santos que foram colocados para trabalhar separadamente pelo treinador iniciaram os trabalhos nesta quinta-feira (17)
Afastados pelo técnico Diego Aguirre, o zagueiro Robson Reis, o lateral-direito Cadu, o lateral-esquerdo Pedrinho Scaramussa e o meio-campista Ed Carlos começaram, na manhã desta quinta-feira (17), a treinar separadamente no CT Rei Pelé. Sem entender com clareza o motivo para a decisão do treinador, os atletas se apresentaram no clube com o sentimento de injustiça.
Conforme antecipado pela Trivela, o afastamento do quarteto ocorreu após o treinamento do Santos da última quarta-feira (16). E, ainda de acordo com as informações obtidas pelo site, a única justificativa de Aguirre para os jogadores foi o desejo dele de enxugar o elenco.
A sensação de injustiça dos Meninos da Vila começa justamente na justificativa do treinador. Segundo pessoas próximas aos jogadores, Aguirre não teve tempo de avaliá-los para tomar tal decisão. Foi exatamente uma semana de trabalho com um jogo e uma folga no meio. Ou seja, cinco dias de atividades.
Diante disso, o questionamento na academia do CT Rei Pelé na manhã desta quinta-feira entre os garotos foi: “Se não cometemos atos de indisciplina e o treinador não teve tempo de nos avaliar minimamente, por qual motivo fomos afastados?”
O treinador não deu a eles essa resposta.
Assim como o coordenador técnico Alexandre Gallo ou qualquer um dos membros do Comitê de Gestão (CG), que até o momento não conversaram com esses jogadores.
Afastamento após o fechamento da janela
Um outro fator que faz o quarteto amargar o sentimento de injustiça está no atual momento do futebol brasileiro. Com o fechamento da janela de transferências há pouco mais de duas semanas, nenhum deles pode mais buscar uma negociação para clubes das séries A e B do futebol brasileiro.
Desta forma, afastados do elenco profissional do Santos, eles sabem que provavelmente ficarão sem jogar pelos próximos quatro meses.
No primeiro treino! @TomasRincon5 ⚪️⚫️ pic.twitter.com/xCVAeFhMDZ
— Santos FC (@SantosFC) August 17, 2023
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Quatro meses na academia do CT?
Junto à sensação de injustiça, vem também a preocupação. Fora dos planos de Aguirre, Cadu, Robson, Pedrinho Scaramussa e Ed Carlos, assim como ocorre com todos os atletas afastados no Santos, fizeram apenas trabalho na academia do CT Rei Pelé.
Realizaram exercícios de força e potência muscular nos aparelhos, core e aeróbico nas esteiras.
O receio dos jovens é de que essa rotina se mantenha até o final da temporada, sem qualquer atividade com bola no gramado do CT Rei Pelé.
Por isso, o grupo já pediu ao preparador físico designado pelo clube para ver a possibilidade de eles trabalharem alguns dias em alguns dos campos do complexo alvinegro.
O preparador físico se comprometeu em conversar com pessoas do Departamento de Futebol do Santos sobre o assunto, mas já adiantou que não sabe se será possível.
Frustrações distintas entre os afastados
A notícia recebida da boca de Diego Aguirre causou frustrações distintas entre os quatro jogadores. Cadu e Pedrinho Scaramussa, por exemplo, foram relacionados e viajaram com a delegação para o confronto contra o Fortaleza, domingo (13), na Arena Castelão. Do banco de reservas assistiram ao time ser goleado por 4 a 0.
Apesar do resultado, os dois, com a mudança de treinador e a presença na primeira lista de relacionados do uruguaio, vislumbravam uma oportunidade de brigar por mais minutos em campo.
Já Robson e Ed Carlos tinham acabado de ser reintegrados ao elenco profissional após a saída de Paulo Turra e também acreditavam que receberiam alguma espécie de chance.
Essas expectativas caíram por terra e se transformaram em tristeza e desvalorização.
Dentro desse contexto, o grupo retorna, às 16 horas (horário de Brasília) desta quinta-feira, para mais um dia de trabalho.



