Por que desempenho ruim como mandante não preocupa Palmeiras no Campeonato Brasileiro?
Time de Abel Ferreira patinou em casa, mas desempenho se enquadra no esperado; entenda os cálculos da comissão alviverde
O Palmeiras começou mal o Campeonato Brasileiro como mandante. Em quatro jogos, perdeu dois (0 a 1 para o Internacional; 0 a 2 para o Athletico-PR), empatou um (Flamengo, 0 a 0) e bateu apenas o Vasco, por 2 a 0, na última quinta-feira (13). Mas não há sinal de alerta aceso na Academia de Futebol.
A razão, muitos podem concluir, poderia ser o fato de o clube ainda ter mais 15 jogos como mandante para recuperar os pontos perdidos, o que até é verdade. Mas o principal motivo é outra conta, instituída pela comissão técnica desde o Brasileirão de 2021 — o primeiro disputado de ponta a ponta com os portugueses no comando.
Dois potes
O Palmeiras divide seus adversários no Campeonato Brasileiro em dois potes, segundo a dificuldade histórica do Alviverde em confrontos com cada um deles. A definição independe da projeção de classificação dos adversários no torneio.
Uma boa maneira de explicar como é pensada tal divisão é pegar o Corinthians como exemplo. Dada as turbulências internas e o fraco desempenho no campo, o arquirrival não está entre os postulantes ao título deste ano. Mas está no pote dos adversários mais complicados.
Tomando por base o que foi explicado no livro “Cabeça fria, coração quente”, os times se dividem em G11 e G8. No primeiro e maior grupo, estão os adversários menos complicados historicamente. No G8, estão os mais difíceis.
G8
- Flamengo
- Fluminense
- São Paulo
- Atlético-MG
- Botafogo
- Grêmio
- Internacional
- Corinthians
G11
- Athletico-PR
- Red Bull Bragantino
- Bahia
- Vitória
- Criciúma
- Cuiabá
- Vasco
- Cruzeiro
- Juventude
- Atlético-GO
- Fortaleza
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Metas de pontuação
A meta de pontos a conquistar contra as equipes do G11 é audaciosa: 90,9% dos pontos (60 de 66). Já contra os adversários mais tradicionais, apenas 41,6% (20 de 48).
É a administração desse balanço que, nas contas da comissão técnica, pode possibilitar ao Palmeiras chegar a 80 pontos, pontuação-alvo do clube pensando no título. Cada ponto fora da curva perdido contra uma equipe do G11 obriga o Palmeiras a tentar tirar a diferença contra o G8.
Fácil de corrigir
Até o momento, o Palmeiras enfrentou cinco equipes do G11: Vitória, Cuiabá, Athletico-PR, Criciúma e Vasco. Venceu todos, exceto o Athletico-PR, em jogo na Arena Barueri (81,3% de pontos conquistados).
Já contra o G8 foram três confrontos, com dois empates (São Paulo e Flamengo) e a derrota diante do Internacional, também em Barueri, totalizando 22,15% de aproveitamento.
Desse modo, mesmo tendo perdido para o Inter em casa, o Palmeiras está no caminho certo para o desempenho que precisa contra os times mais difíceis. Se vencer o Atlético-MG na Arena MRV na segunda-feira, o Verdão já chega aos exatos 41,6% que precisa ter contra o G8.
Crescer em casa
Também há uma meta para a conquista de pontos em casa (85%) e outra como visitante (57%). Até o momento, o Palmeiras tem apenas 41,6% de aproveitamento como mandante. Por outro lado, soma 83,3% jogando fora de seus domínios — melhor marca do torneio até agora.
Considerando que o Alviverde encarou três times do G8 e apenas um do G11 em casa, o desempenho ainda está bastante dentro do esperado para o primeiro terço do campeonato — em especial considerando a curta distância para o líder Flamengo, que tem 17 pontos contra 14 do Verdão.
Palmeiras x G8 - 22,15% - 2 de 9 pontos
- Palmeiras 0 x 1 Internacional
- Palmeiras 0 x 0 Flamengo
- São Paulo 0 x 0 Palmeiras
Palmeiras x G11 - 81,3% - 12 de 15 pontos
- Vitória 0 x 1 Palmeiras
- Cuiabá 0 x 2 Palmeiras
- Palmeiras 0 x 2 Athletico-PR
- Criciúma 1 x 2 Palmeiras
- Palmeiras 2 x 0 Vasco



