Brasileirão Série A

É importante variar, mas o melhor esquema para o Palmeiras é esse que bateu Vasco

Time de Abel Ferreira mostrou segurança e conforto em sua melhor atuação pelo Campeonato Brasileiro

Todo time precisa ter mais de uma forma de jogar, é claro. Mas a melhor forma para o Palmeiras é essa que bateu o Vasco, por 2 a 0, nesta quinta-feira (13), no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro.

Parecia que o Palmeiras tinha voltado no tempo. Talvez, desde 27 de agosto do ano passado, quando Dudu se lesionou, o Palmeiras não tivesse funcionado tão bem no esquema com dois pontas abertos e um centroavante para atacar espaços que o consagrou, o famoso 4-2-3-1.

E, embora o camisa 7 tenha ficado no banco, em mais um anticlímax que só Abel Ferreira é capaz de proporcionar, a tentação de dizer que sua simples presença entre os relacionados melhorou o time é quase irresistível.

Sim, vale a ressalva sobre a fragilidade do Vasco, que não é a pior defesa do Campeonato Brasileiro à toa. Vale também mencionar que Estêvão fez uma partida excelente do ponto de vista individual. Mas foi alentador perceber como o Palmeiras se portou conjuntamente bem na transição ao ataque.

Também foi visível, a melhora de Raphael Veiga como elemento central de uma linha de criação com três jogadores. Menos sobrecarregado e com colegas ao redor para tabelar — tanto Zé Rafael quanto Lázaro e Estêvão –, o camisa 23 fez sua melhor partida em muito tempo.

A verdade é que o time como um todo pareceu muito mais à vontade em campo do que nas últimas rodadas. Como se todos estivessem nos lugares em que se sentem mais confortáveis.

Melhor sem Endrick?

Não há time que melhore sem um jogador como Endrick, é bom deixar claro. Mas, no 4-2-3-1, um centroavante com as características de Rony tende a funcionar melhor, já que faz com que a última linha do adversário tenha de se preocupar com arranques do homem mais adiantado.

De fato, com Estêvão e Lázaro, o Palmeiras ganha demais em poder de fogo. No lance do primeiro gol, por exemplo, aos 26 de 1º tempo, Estêvão deu uma assistência perfeita tanto do ponto de vista técnico quanto tático.

No segundo, aos 11 do 2º, o camisa 41 mostrou muita disposição para apertar a defesa do Vasco após uma tabela malsucedida, roubar a bola e cruzar para Rony completar para a rede.

O Palmeiras ainda faria um terceiro, aos 34, em mais uma tabela que colocou Marcos Rocha na linha de fundo para cruzar para trás e encontrar Zé Rafael livre para encher o pé, na marca do pênalti — a análise do VAR mostrou falta na origem do lance e anulou o gol.

O resultado é importantíssimo para o Verdão, que conquista sua primeira vitória como mandante no campeonato, chega a 14 pontos e segue razoavelmente próximo ao líder Flamengo, que soma 17 pontos.

Mas mais importante do que a pontuação é ver o Palmeiras jogar melhor na mesma semana em que disse adeus a jogadores importantes como Endrick, Luis Guilherme e Luan.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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