Brasileirão Série A

Palmeiras encara Inter com marcas do Barradão, e pode ter estreia em campo

Tendência é que o Palmeiras dê descanso para outro grupo de jogadores -- que inclui Raphael Veiga

Abel Ferreira foi bem direto, após a vitória por 1 a 0, sobre o Vitória, no último domingo (14), ao falar sobre as condições do campo de jogo do Estádio Barradão:

— Gramado duro, difícil, alto. Prefiro sintético, sinceramente (…) É um gramado que nos vai deixar marcas para o próximo jogo. Vocês viram a dificuldade de quem entrou, quem iniciou. Os jogadores chegaram no vestiário e nem força tinham para tirar a roupa — disse o português na sua entrevista coletiva.

Pelo discurso do treinador, ficou bem claro que uma nova escalação deve aparecer diante do Internacional, nesta quarta-feira (17), pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

Pelo segundo ano seguido, o Internacional não visitará o Allianz Parque. Devido ao show da banda Jonas Brothers, na terça-feira (16), o confronto entre alviverdes e colorados será na Arena Barueri.

Em meio a uma maratona neste mês, com Flamengo (21), Independiente del Valle (24) e São Paulo (29) pela frente, na sequência, Abel vem tentando administrar a minutagem dos seus jogadores.

Para o jogo na Bahia, Gustavo Gómez, Piquerez, Aníbal Moreno, Zé Rafael e Flaco López descansaram. Tudo leva a crer que uma nova turma deve receber o benefício do repouso diante do Inter.

A vez de Rômulo?

Abel, como de costume, não deu pistas sobre quem vai escalar. Mas considerando o modo de trabalhar do treinador e os números de alguns jogadores, dá para imaginar que um dos poupados será Raphael Veiga. O meia vem sendo titular há três rodadas seguidas e vem dando claros sinais de desgaste.

Atualmente, o Palmeiras tem apenas Jhon Jhon e Rômulo para o setor de criação no meio — a partir de julho, terá também Felipe Anderson.

Jhon, no entanto, parece cada vez mais fora dos planos do português. Embora tenha sido muito elogiado por Abel após a vitória sobre o São Bernardo pelo Campeonato Paulista (15/2), o jogador jogou pela última vez na partida seguinte, contra o Corinthians, três dias depois. Ou seja: o camisa 40 não entra em campo há dois meses.

Deste modo, a estreia de Rômulo, contratado junto ao Novorizontino, parece inevitável. A outra opção seria dar chance a Luis Guilherme. Brilhante como meia na base, o camisa 31 é sempre usado por Abel como ponta, posição em que não se sente tão confortável — embora venha evoluindo.

Escalação 19

Com as mudanças, Abel Ferreira deve chegar à sua 19ª escalação em 21 partidas do Palmeiras na temporada. Das 20 já jogadas, 16 partidas foram pelo Campeonato Paulista, competição na qual o Palmeiras se sagrou tricampeão. Uma foi pela Supercopa Rei, na qual a equipe foi derrotada nos pênaltis.

Dois jogos foram pela Copa Libertadores, contra San Lorenzo e Liverpool. E no Campeonato Brasileiro, que vai demandar 38 datas do Palmeiras, uma já foi, contra o Vitória.

Mas engana-se quem pensa que as variações demonstram indecisão ou falta de coerência de Abel. Ao contrário. Abel Ferreira é um técnico que gosta muito de testar formações e trabalhar com todo grupo. E isso não é mero discurso. Prova disso é que, nesses 20 jogos disputados, o português testou 18 formações distintas.

Algumas mudanças aconteceram por questões médicas e/ou físicas. Mas a maioria delas se deu mesmo por conta de escolhas baseadas em adaptações táticas necessárias de acordo com o adversário, bem como oportunidades concedidas a alguns jogadores.

O único time escalado três vezes pelo técnico alviverde jogou junto em três partidas decisivas: quartas de final (Ponte Preta), semifinal (Novorizontino) e primeiro jogo da final do Estadual (Santos).

Portanto, essa equipe repetida obteve duas vitórias e classificações. Mas também esteve em campo na única derrota do time nesta temporada:

Weverton; Marcos Rocha, Luan e Murilo; Mayke, Aníbal Moreno, Zé Rafael, Raphael Veiga e Piquerez; Endrick e Flaco López

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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