Indiscreta, entrevista de João Martins reafirma filosofia do Palmeiras
Substituindo um suspenso Abel Ferreira, auxiliar-técnico revelou questões internas do clube
João Martins comandou o Palmeiras na irretocável goleada por 4 a 1 sobre o Internacional, na noite deste sábado (13). E, após a partida, na entrevista coletiva, foi uma metralhadora giratória de revelações — mais ou menos indiscretas.
Martins explicou, por exemplo, que a folga esticada de Abel Ferreira não incomodou em nada. Inclusive, porque faz parte de um rodízio que concede dois dias de folga a mais a cada Data Fifa:
— Foi merecido. Só quem não sabe é que vê problema. Um dia em 365 dias não faz falta. O grupo entende, percebe. Os jogadores também têm sem vocês saberem. Essa parte mental e familiar é importante. Foi muito bem feito e espero que ele tenha conseguido fazer tudo que teve para fazer – disse João.
Flaco e as suas melhorias
João também revelou que a melhora de Flaco López, destaque na goleada, veio acompanhada de melhorias em aspectos comportamentais.
— Chegar num clube que quer vencer o tempo todo é difícil ter paciência, porque vai ter erros. E Flaco errou muito nesse tempo. Ele conseguiu não tomar mais multas. Há pessoa que é mais diurna e noturna. Ele tinha problema de chegar no CT de manhã. Eu gosto de estudar de manhã, outras não. Ele aprendeu, doeu no bolso. A gente falava que era só mais dez minutos e ele falava com era difícil.
— É um exemplo claro da paciência de um clube formador. Ele chegou com 21 anos, teve problemas familiares, chegou em um elenco vencedor. Com 21 anos apareceu aqui com muita coisa para aprender — completou o português.
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Falou muito, mas reafirmou filosofia
Nos dois episódios, em que revelou o esquema de folgas escalonadas e as multas de Flaco — que o estafe do jogador nega –, João, além de indiscreto, foi didático. Deu duas informações que o Palmeiras tratava como assuntos internos. Mas que reafirmam a filosofia de trabalho do clube.
As folgas escalonadas demonstram que a sintonia entre comissão e elenco é sólida. E que a ideia de que todos têm suas necessidades pessoais segue sendo lei no dia a dia de trabalho.
Se o Palmeiras tivesse sido transparente quanto ao sistema de rodízio de folgas, que contempla a todos, pouco barulho teria sido feito no que diz respeito à ausência de Abel.
Já sobre a falta de pontualidade de Flaco, além da anedota, fica mais um exemplo de como o Palmeiras não apenas contrata os jogadores e os coloca para jogar, mas também tem a paciência de lapidá-los para extrair o melhor daqueles que quiserem entrar no esquema do clube.



