Brasileirão Série A

Palmeiras empata com Bragantino e confusão pós-jogo reflete frustração alviverde

O nervosismo após o apito final, com direito a dedo de João Martins, auxiliar de Abel Ferreira, na cara de Pedro Caixinha, técnico do Red Bull Bragantino, reflete o estado de ânimo do Palmeiras. Bem como o que foram os minutos finais do empate em 0 a 0 entre Palmeiras e o time da casa, no Estádio Nabi Abi Chedid.

Por conta até da entrada de uma ambulância para retirada de Guilherme Lopes, do Bragantino, que caiu desacordado após se chocar com o companheiro Eduardo Santos, Bráulio Machado, inicialmente deu 11 minutos de acréscimo.

bragantino x palmeiras
Atendimento a Guilherme Lopes durante Bragantino x Palmeiras (Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Press)

Inconformado com a cera do goleiro Cleiton, Abel Ferreira gritou com o juiz, que deu mais dois minutos. As reclamações de Abel geraram resposta de Pedro Caixinha. E, no melhor estilo “te pego na saída”, o português do time da casa foi para cima do palmeirense, assim que veio o apito final.

Após bastante empurra-empurra, quando tudo parecia quieto, Gabriel Menino, que apenas escoltava João Martins para o vestiário, falou algo para Lucas Cunha, que nem entrara na partida. Ambos acabaram expulsos. Mas o placar ficou mesmo no zero.

confusao palmeiras x bragantino
Confusão em Bragantino x Palmeiras (Foto: JOISEL R Do AMARAL/Agência F8/Gazeta Press)

Com o resultado, o Botafogo, que bateu o Athletico-PR, abriu dois pontos de vantagem para o Verdão. Por conta do confronto direto com o Alvinegro Carioca, no entanto, o Palmeiras segue dependendo só de si para ser campeão.

Palmeiras brilhou mais quando teve Dudu e Estêvão ao mesmo tempo

Voltando de lesão, Estêvão entrou aos 20 do 2º tempo. Já Dudu, aos 32. Foi com os dois em campo que o Palmeiras criou mais perigo.

Toda vez que Estêvão pegava na bola, a torcida da casa o vaiava incessantemente, sabendo que era ele quem poderia decidir o jogo. E quase foi assim. Chutou uma vez travado, acionou chutes da entrada da área e colocou uma bola na cabeça de Maurício, que cabeceou perto do pé da trave, aos 36.

Dudu teve uma ótima chance aos 49. O lance que começou com uma furada  dele, terminou com uma boa jogada em que ele carregou a bola da pequena área para a meia-lua, limpou um jogador e bateu rasteiro. Cleiton salvou.   A bola não entraria mesmo.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Frustração do Palmeiras é inevitável

Dos jogos que faltam para o Palmeiras na tabela, o Red Bull Bragantino, mesmo em Bragança Paulista, era um daqueles em que o Alviverde não previa perder pontos.

E é mais por conta disso, do que pelas circunstâncias do jogo, que o empate sem resultado deste sábado (5) é tão frustrante.

Com o time praticamente completo, Palmeiras entrou em campo para ser um “reloginho” no 1º tempo. Todos os movimentos pareciam estar coordenados, desde o primeiro lance, que foi um lançamento para Felipe Ânderson na área. O 9 não dominou, mas Raphael Veiga pegou a sobra e deu o primeiro chute, com dez segundos de jogo.

Enquanto os movimentos se encaixaram, o Palmeiras foi superior, por cerca de 15 minutos. Veiga, Felipe e Flaco pareciam brincar de ciranda frente, a cada vez que a bola saía do campo de defesa, trocando de posição para serem alvos de lançamentos.

Quando o Bragantino tentava sair, o Verdão também era rápido para roubar a bola. Só Felipe Anderson roubou umas quatro. Caio Paulista também apareceu como boa opção pela esquerda, assim como Maurício.

E isso foi o que deu certo. Porque o Bragantino equilibrou o jogo e foi até melhor depois dos 15. Mosquera, pela esquerda,  sobrecarregava Giay. E, mais de uma vez, Ríos e Aníbal tiveram de dar entradas duras para evitar lances de perigo.

Antes do apito final, o Palmeiras voltou a se encontrar. Mas não suficientemente. Tendência que seguiu na segunda etapa.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo