Brasileirão Série A

Palmeiras detectou mudança no grupo, que espera ver refletida no Dérbi

Em vitória contra o Sport, clássico contra o Corinthians no próximo domingo já foi assunto contra o Alviverde

Os gritos reafirmando que ganhar o Derby de domingo (31), na Neo Química Arena, “não é mais do que obrigação” não ecoaram apenas nas arquibancadas do Allianz Parque nessa segunda (25).

Dentro da Academia de Futebol, não se fala necessariamente em obrigatoriedade. Mas a necessidade de um bom resultado contra o Corinthians está mais do que compreendida pelo elenco.

A Trivela apurou que os jogadores têm a clara percepção de que um revés diante do arquirrival será catastrófico para a evolução do time. Percepção que Abel Ferreira confirmou na entrevista coletiva após o 3 a 0 sobre o Sport:

— Esses jogadores, há bem pouco tempo, entenderam o que é representar o Palmeiras. Bastou ser eliminado para o Corinthians para criarem uma confusão parecendo que tudo estava mal quando estamos fazendo o melhor arranque da história de pontos corridos do Palmeiras. Quando as narrativas são construídas e suportadas fica difícil.

E, embora demonstre certo rancor, Abel deixa transparecer que compreende que é assim que o Palmeiras funciona. Que entende a importância de o time ganhar jogos grandes, eliminatórias difíceis e clássicos para receber a chancela da torcida.

Mesmo assim, meio como uma defesa prévia, em caso de derrota em Itaquera, o treinador deixa o aviso:

— Se me perguntarem se eu prefiro ganhar do Corinthians ou ganhar títulos, eu prefiro ganhar títulos.

O que mais Abel disse

Sobre o jogo

— Cumprimos com a nossa obrigação perante um adversário que somos mais fortes. Pena que não resolvemos o jogo nos primeiros minutos em função das oportunidades que criamos e não convertemos. Nossa torcida compareceu em número e desfrutou.

Flaco López e Vitor Roque comemoram gol sobre o Sport
Flaco López e Vitor Roque comemoram gol sobre o Sport

Remontagem do elenco

— Os nossos jogadores, que nós tínhamos aqui, os nossos melhores jogadores foram vendidos. É isso que nós temos que entender, não é? Estevão foi vendido, né? O Endrick foi vendido. O Vítor Reis, um zagueiro com 20, 19 anos, no ano passado, jogou ida e volta da Copa Libertadores. E, no final, vendemos por essa cifra que vocês sabem. Mas foi preciso metê-lo lá dentro (…) É o processo do clube e nós estamos sempre a bater na mesma tecla para que, realmente, todas as pessoas do clube e os nossos torcedores entendam que são processos diferentes, que é possível chegar no mesmo objetivo final.

— Me sinto orgulhoso de poder ir ao mercado e contratar jogadores de valor. Há 2 ou 3 anos, eu falei que o clube tinha crocodilos no bolso. Gestão responsável e fomos muito criticados. Hoje é o dia que podemos aproveitar oportunidades do mercado de forma séria, honesta e profissional, com credibilidade e gestão financeira.

Pressão nos jogadores

— Só que aqui parece que tem que ser primeiro amassados pela torcida. Claro que eu fico triste. Estes 500 ou os 50 kg que eu dizia que o (Vitor) Roque tinha nas costas tinha a ver com quê? Tem a ver com a crítica da imprensa que destrói fisica e mentalmente os os atletas, dos nossos torcedores. Eu não falo só de um, falo de vários.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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