Brasileirão Série A

Abel acredita que fator psicológico vai pautar Palmeiras e rivais na luta pelo Brasileirão

Treinador do Palmeiras, Abel Ferreira reconhece que extracampo vai influenciar, levando em conta o que já viveu no futebol do Brasil

Agora tendo seu Palmeiras empatado em pontos com o Botafogo no topo da tabela do Campeonato Brasileiro (59 a 59), o técnico Abel Ferreira acredita que o restante do campeonato vai ser muito influenciado pela questão psicológica. Foi o que ele afirmou na entrevista coletiva após a vitória sobre o Athletico-PR.

– Vai (pesar a questão psicológica), porque é assim que funciona. Quem já ganhou títulos, pontos corridos, sabe como funciona. Agora, não sei quem vai ganhar no fim. O Grêmio também está chegando, tem o Red Bull Bragantino. O Botafogo ainda é o que está em melhores condições, se for ver pelas probabilidades. Eu também já disse: o Botafogo realmente tinha uma vantagem para poder perder ali ou aqui. E continua tendo essa vantagem. Mas vamos fazer nosso jogo – disse o treinador.

– É um mês que vai exigir muito o lado mental de todas as equipes do G-4. Vai exigir de todos uma força mental muito grande. No fim, quando chegar a última jornada, vamos ver o que vai acontecer – completou.

O treinador do Palmeiras também se queixou do público reduzido e do fato de ter sido obrigado a jogar fora do Allianz Parque por conta da agenda de shows do estádio.

Brazil Serie A 27/11/24

D

Botafogo

Botafogo

3

Palmeiras

Palmeiras

1

Brazil Serie A 23/11/24

V

Atletico GO

Atletico GO

0

Palmeiras

Palmeiras

1

Brazil Serie A 20/11/24

V

EC Bahia

EC Bahia

1

Palmeiras

Palmeiras

2

Brazil Serie A 09/11/24

V

Gremio

Gremio

0

Palmeiras

Palmeiras

1

Brazil Serie A 04/11/24

D

Corinthians

Corinthians

2

Palmeiras

Palmeiras

0

– Não é o nosso chiqueiro, não é o chiqueiro que temos em casa. Foram 17 mil aqui? Ótimo, mas lá na nossa casa seriam 40 mil, a acústica não deixa o som escapar. Não me sinto bem aqui, não é o meu banco. Mas isso é algo com que temos que lidar.

Questão física

Abel também comentou, até em certo tom conformado, que o cansaço vai e já está sendo fator determinante nesse Brasileirão. Até porque o cansaço é parte inerente do futebol brasileiro.

– Em relação ao jogo e ao cansaço, eles (o Athletico) perderam dois jogadores por lesões. A quantidade de jogos que tem seguidos, não há milagres. Claro que tem a ver com o lado físico. Viemos de uma série de jogos, dois dias, dois dias, viagens. Mas já falamos muito sobre isso. Sempre foi assim, vai continuar a ser. Quem não gostar, muda-se. É assim que tem que ser. Se pergunta se eu gosto, não, não gosto. Acho que é insano. Para todos. Profissionais, jogadores, árbitros.

– Muitos cabelos brancos, exames feitos… Tive períodos difíceis, de saúde mesmo. Física e mental. Falei nisso no último jogo, e as pessoas não querem saber disso. Resta a mim pensar muito bem o que eu quero, porque aqui o futebol não dá saúde a ninguém. Se vocês têm dúvidas, olhem para mim agora e há três anos. Alguma coisa vai ter que mudar – afirmou.

– Não imaginava que treinar na América do Sul era tão desgastante, mas imaginava que queria treinar um clube grande. Quando surgiu o convite, não hesitei. Palmeiras tem história, torcida, jogadores e recursos. Juntou-se a competência da equipe técnica com a audácia. Ficamos admirados com a organização do clube.

Por fim, o treinador deu parabéns ao Fluminense, campeão da Libertadores, e ao Brasil, medalha de ouro no Pan-Americano.

– Quero dar os parabéns ao Fluminense. Quinto ano seguido que é um campeão brasileiro da Libertadores. Na Europa, as pessoas não olham muito, mas não sabem a competição que tem. Quinto brasileiro consecutivo vencendo, mostra o nível competitivo do Brasileirão. Dar os parabéns ao treinador do Fluminense, aos jogadores, direção. É muito difícil ganhar essa competição. Juntam-se aos vencedores anteriores, muito bom ao futebol brasileiro. Bom também para toda imagem que o Brasil tem no exterior.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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