Brasileirão Série A

Diferente do torcedor, Marcelo Fernandes não vê motivo para desespero no Santos

Marcelo Fernandes afirma que o Santos está com faca nos dentes para se livrar do rebaixamento nas rodadas que restam

O Campeonato Brasileiro tem mais duas rodadas para serem disputadas. Com 43 pontos conquistados, o Santos é o 15º colocado e não está matematicamente livre do risco de rebaixamento. Com a nota de corte para escapar do Z4 entre 46 e 47 pontos, o Peixe precisa somar mais quatro pontos nos seis que restam para não sofrer. Apesar disso, o técnico Marcelo Fernandes não vê a situação como desesperadora. Em entrevista coletiva após a derrota por 3 a 0 para o Fluminense, o treinador santista afirmou que os seus comandados vão com a “faca nos dentes” para os confrontos que restam.

No próximo domingo (3), às 18h30 (horário de Brasília), o Santos visita o Athletico-PR, na Ligga Arena, pela penúltima rodada do Brasileirão e fecha a sua participação contra o Fortaleza, na próxima quarta-feira (6), às 21h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro.

– Jogamos oito partidas e só perdemos hoje. Não tem nada de desespero aqui. A nota de corte era 45 depois foi 46. Os jogadores estão bem conscientes do que aconteceu. Vamos com a faca nos dentes atrás do nosso objetivo. Nesta noite sentimos falta de jogadores importantes, como Lucas Lima, Nonato, Rincón e João Basso, que estarão à disposição, para continuar atrás do nosso objetivo – disse o técnico alvinegro.

O risco de queda, segundo Marcelo Fernandes, não irá desestabilizar a equipe psicologicamente nos dois compromissos seguintes do Brasileirão.

– A nossa psicologia para esses dois compromissos vai vir do nosso campeonato. São seis vitórias e quatro empates. Essa é a psicologia. Fomos para Salvador e ninguém acreditava em nada. Não tem ninguém de sacanagem, ninguém roubando ninguém. Vamos trabalhar, vamos para um jogo difícil, decisivo, fora de casa. Acho que o Santos tem toda a condição de conseguir – falou o treinador.

Outras respostas de Marcelo Fernandes

  • Por que o Jean Lucas está tão abaixo?
  • Por que Julio César Furch demora para entrar?
  • Marcos Leonardo está em má fase?

O que acontece com Jean Lucas?

– A gente não vai arrumar bode expiatório. O Fluminense foi melhor, conseguiu a vantagem. Na minha opinião, o Jean Lucas fez um grande jogo no segundo tempo, correu muito. Está oscilando um pouco, mas ajudou muito. Não vamos entrar nessa de quem está bem e quem está mal. Estão todos tentando ajudar o Santos. Não adianta falar de A e B. É fácil perguntar na derrota. Ninguém me perguntou do Jean Lucas na vitória contra o Flamengo. No primeiro tempo corremos errado, simples assim. Ficamos na roda quando tínhamos que avançar. No segundo tempo corrigimos e conseguimos mais oportunidades.

Furch não está pronto para jogar mais tempo?

Não tem um motivo para ele só entrar no fim dos jogos. O Furch é um grande jogador. Ele concorre com o Marcos Leonardo, que é da posição e tem 13 gols no campeonato. Tem dia que ele não está bem, como outros não estão. E o Furch tem treinado bem. É dia a dia, está buscando seu espaço. Não tem prioridade, aqui todos são importantes. Furch vai nos ajudar muito nessa continuação.

Como analisa o momento de Marcos Leonardo?

– Eu não vou analisar individualmente. A equipe coletivamente não foi bem no primeiro tempo, Marcos Leonardo vem tentando, se esforçando, mas ele oscila como qualquer jogador oscila. Aqui é um grupo que está determinado e com um primeiro tempo ruim que definiu o jogo.

 

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna
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