Brasileirão Série A

Lamento de Tite é o mesmo do torcedor do Flamengo, mas não muda resultado do clássico

Tal qual um torcedor, Tite lamentou empate do Flamengo com Fluminense, mas precisa fazer mais do que apenas reclamar

Tite lamentou o empate no Fla-Flu, pelo Campeonato Brasileiro, como um torcedor, especialmente por todo o volume apresentado pelo Flamengo no primeiro tempo. O treinador ainda comentou que está orgulhoso da caminhada do elenco, que segue em crescente na temporada. Apesar disso, o resultado não veio, e o Rubro-Negro acabou mais distante do título brasileiro.

O que Tite disse?

  • Novamente, voltou a evitar falar sobre trabalhos anteriores
  • Lamentou o resultado, pelo volume do Flamengo
  • Analisou a competitividade do Brasileirão
  • Revelou que ainda retomar confiança dos atletas

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A análise do jogo de Tite

— No contexto geral do jogo, fizemos um grande primeiro tempo. Talvez ele pudesse reproduzir no segundo, teríamos um placar mais elástico. Em jogos dessa grandeza, é natural que o adversário seja melhor. São os dois últimos campeões da Libertadores. Um grande trabalho do Diniz, do Paulo Angioni. A confiança deles está em alta. Por isso o nível do primeiro tempo foi impressionante para mim. Eles mexeram e revitalizaram.

— Quando fomos mexer, tomamos o gol. Equilibramos depois, e foi assim nos últimos 15 minutos. Metade do jogo muito superior, uma outra parte de superioridade do Fluminense, mas sem contundência. Eles precisaram de menos oportunidades para marcar. Não conseguimos aproveitar. Poderíamos ter vencido pelo desempenho da equipe.

Tite também confirmou que lamentou — e muito — o resultado que não foi dos melhores para o Flamengo. O treinador confirmou que faltou um pouco de contundência ao time, que teve mais oportunidades do que contra o Palmeiras, mas não conseguiu capitalizar.

— Claro que eu estou chateado, poderíamos ter conseguido o resultado positivo. Fizemos mais hoje do que contra o Palmeiras. Foi um jogo de altíssimo níve — concluiu.

Tite sorri antes da bola rolar para Flamengo e Fluminense, no Maracanã (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Sipa USA)

Gabigol reclama da arbitragem

No fim do jogo, Flamengo e Fluminense tiveram jogadores expulsos por confusão no meio-campo. Gabigol e Nino receberam cartão vermelho, mas o atacante não digeriu bem o lance. Apesar de não poder falar com a imprensa, Gabi mandou recado nas redes sociais: “CBF, me explica o porque eu fui expulso, por favor! Só peço isso.. Obrigado!”.

O Flamengo volta a campo no próximo dia 22 de novembro (quinta-feira), às 21h30 (de Brasília), para enfrentar o Red Bull Bragantino, em jogo atrasado da 29ª rodada do Brasileirão. Talvez o jogo mais importante para o Rubro-Negro na luta pelo título, já que se trata de um confronto direto.

Veja outros pontos abordados na coletiva

Explicações sobre o jogo

— Os jogos tem diversas etapas. A coordenação de movimentos do Fluminense empurrou para trás. Do outro lado tem qualidade, não dá para olhar sob uma ótica só. Eles tiveram méritos, mas equilibramos depois. Eu tenho jogadores de qualidade no banco, por isso lancei Gabi, Bruno Henrique. Queria velocidade, é bom usar o material humano. São situações de jogo.

— Tudo depende do adversário, nosso trabalho é uma estrutura de construção com os laterais, mas depende do adversário. Para o clássico, entendíamos que laterais e extremos ocupariam o mesmo espaço. O Fluminense ainda joga no contra-ataque, jogadores de impacto no setor ofensivo. Respeitando isso, deixamos a construção mais para os atletas do meio-campo. Ayrton e Wesley dispensam comentários, ainda vamos usar muito nessa reta final da temporada. (César Sampaio)

Boa fase de diversos nomes do Flamengo

— Eles podem jogar juntos, mas tenho que olhar o momento. Cebolinha jogando muito, Luiz Araújo bem, Pedro bem também. O campo está falando.

— O Tite tem muito orgulho, sabe que está técnico de uma extraordinária equipe, é uma responsabilidade muito grande. Não é um clichê, mas uma convicção: o mental é o físico. A projeção é de 77 jogos do Flamengo em 2023. Tudo está interligado. Essa junção de fatores determina o desempenho.

Sem falar de trabalhos anteriores

— Eu não gosto de transferir, falar do trabalho dos outros. Sabemos das adversidades desse início de trabalho. Eu estou gaguejando porque não quero falar. Não quero ser antiético, não me sinto bem falando dos outros.

Planejamento vai de jogo a jogo

— Eu não penso em 2024. Isso só vai ser planejado a partir da temporada de 2023. Estamos procurando ficar de jogo a jogo. No fim do ano posso responder com mais discernimento.

Elenco qualificado

— Temos um elenco muito qualificado, as reposições são a altura. Ainda estamos em processo de conhecimento dos atletas, daquilo que a gente viu, do que podemos extrair. Eu estou feliz com o que tenho visto até aqui. Não queremos falar de trabalhos anteriores, mas a confiança passa por você produzir dentro de campo e conseguir ajudar num resultado positivo. O Flamengo vem de um ano cheio de adversidades. Quando os títulos não vem, fica complicado. Estamos trabalhando para resolver isso, interagindo com os atletas para que eles possam recuperar o seu melhor.

Dificuldade do Campeonato Brasileiro

— Chegar nesse estágio com tantas equipes grandes disputando a Libertadores, o rebaixamento. É um campeonato muito difícil. Isso prova que o Brasileirão tem seis, sete postulantes ao título. É bastante complicado ser campeão aqui.

– No contexto geral do jogo, fizemos um grande primeiro tempo. Talvez ele pudesse reproduzir no segundo, teríamos um placar mais elástico. Em jogos dessa grandeza, é natural que o adversário seja melhor. São os dois últimos campeões da Libertadores. Um grande trabalho do Diniz, do Paulo Angioni. A confiança deles está em alta. Por isso o nível do primeiro tempo foi impressionante para mim. Eles mexeram e revitalizaram. Quando fomos mexer, tomamos o gol. Equilibramos depois, e foi assim nos últimos 15 minutos. Metade do jogo muito superior, uma outra parte de superioridade do Fluminense, mas sem contundência. Eles precisaram de menos oportunidades para marcar. Não conseguimos aproveitar. Poderíamos ter vencido pelo desempenho da equipe.

– Os jogos tem diversas etapas. A coordenação de movimentos do Fluminense empurrou para trás. Do outro lado tem qualidade, não dá para olhar sob uma ótica só. Eles tiveram méritos, mas equilibramos depois. Eu tenho jogadores de qualidade no banco, por isso lancei Gabi, Bruno Henrique. Queria velocidade, é bom usar o material humano. São situações de jogo.
– Eu não penso em 2024. Isso só vai ser planejado a partir da temporada de 2023. Estamos procurando ficar de jogo a jogo. No fim do ano posso responder com mais discernimento.
– Tudo depende do adversário, nosso trabalho é uma estrutura de construção com os laterais, mas depende do adversário. Para o clássico, entendíamos que laterais e extremos ocupariam o mesmo espaço. O Fluminense ainda joga no contra-ataque, jogadores de impacto no setor ofensivo. Respeitando isso, deixamos a construção mais para os atletas do meio-campo. Ayrton e Wesley dispensam comentários, ainda vamos usar muito nessa reta final da temporada. (César Sampaio)
– Eu não gosto de transferir, falar do trabalho dos outros. Sabemos das adversidades desse início de trabalho. Eu estou gaguejando porque não quero falar. Não quero ser antiético, não me sinto bem falando dos outros.
– Temos um elenco muito qualificado, as reposições são a altura. Ainda estamos em processo de conhecimento dos atletas, daquilo que a gente viu, do que podemos extrair. Eu estou feliz com o que tenho visto até aqui. Não queremos falar de trabalhos anteriores, mas a confiança passa por você produzir dentro de campo e conseguir ajudar num resultado positivo. O Flamengo vem de um ano cheio de adversidades. Quando os títulos não vem, fica complicado. Estamos trabalhando para resolver isso, interagindo com os atletas para que eles possam recuperar o seu melhor.
– Claro que eu estou chateado, poderíamos ter conseguido o resultado positivo. Fizemos mais hoje do que contra o Palmeiras. Foi um jogo de altíssimo nível.
– Eles podem jogar juntos, mas tenho que olhar o momento. Cebolinha jogando muito, Luiz Araújo bem, Pedro bem também. O campo está falando.
– Chegar nesse estágio com tantas equipes grandes disputando a Libertadores, o rebaixamento. É um campeonato muito difícil. Isso prova que o Brasileirão tem seis, sete postulantes ao título. É bastante complicado ser campeão aqui.
– O Tite tem muito orgulho, sabe que está técnico de uma extraordinária equipe, é uma responsabilidade muito grande. Não é um clichê, mas uma convicção: o mental é o físico. A projeção é de 77 jogos do Flamengo em 2023. Tudo está interligado. Essa junção de fatores determina o desempenho.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme XavierSetorista

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.

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