Brasileirão Série A

Renato não fala após derrota no Gre-Nal, e presidente do Grêmio demonstra insatisfação

Após a derrota no clássico Gre-Nal, Renato viajou para o Rio de Janeiro e não concedeu entrevista coletiva, o que deixou o presidente Alberto Guerra insatisfeito

Renato Portaluppi não falou após a derrota do Grêmio, por 3 a 2, no clássico Gre-Nal. Com compromisso no Rio de Janeiro na manhã de segunda-feira, o treinador rumou direto para o Aeroporto Salgado Filho e não concedeu entrevista coletiva no Beira-Rio.

A decisão deixou o presidente Alberto Guerra muito insatisfeito. O mandatário garantiu que ela partiu do próprio treinador, não contando com aprovação da diretoria.

— Do segurança ao presidente, do faxineiro ao CEO, ninguém do Grêmio concordou com essa decisão. Foi uma decisão unilateral do treinador. A gente entende, ele tem um compromisso amanhã de manhã. Mas achamos que deveria estar aqui dando suas explicações — comentou Guerra na entrevista coletiva.

Presidente já sabia

O presidente revelou que antes do jogo já sabia da decisão de Renato de não falar após a partida. Porém, esperava que o treinador mudasse de ideia.

— Soube há alguns dias. Conversamos. Mas, sinceramente, é véspera de Gre-Nal. E a gente procura, nos jogos importantes assim, evitar zonas de atrito. Vamos esperar o jogo. Eu tenho certeza que se o Grêmio tivesse saído com uma vitória, essa questão seria analisada sob outro prisma. A gente esperou o resultado, e mesmo sendo resultado negativo, esperava que ele não tomasse essa decisão. Mas ela foi tomada, e agora estou aqui — resignou-se o presidente, que também disse que não poderia simplesmente “trancar a porta” e impedir Renato de ir embora sem falar.

Punição

E qual será a punição ao treinador? Guerra afirmou que o assunto será tratado internamente na reapresentação da próxima quinta-feira (12). Devido à parada por conta da Data FIFA, o Grêmio decidiu dar três dias de folga para o grupo de atletas e a comissão técnica.

— O que se pode fazer? Demissão? Obviamente não. Não é o caso. Isso seria punir o Grêmio, punir o time. Ele está indo muito bem, fazendo um excelente trabalho. Mas tomou uma decisão contrária à que a gente achava melhor — reiterou o presidente.

Alexandre Mendes afirma que qualquer time poderia ter vencido

Além de Guerra, quem também falou na ausência de Renato foi seu auxiliar Alexandre Mendes. Ele reconheceu que o Grêmio deu muitos espaços para o Inter jogar, especialmente no primeiro tempo.

— Pelo Inter estar dentro da sua casa, prioritariamente tem que propor o jogo. Encontrou alguns espaços na nossa equipe, sim. Demos espaço quando nós atacávamos e defendíamos. Tivemos dificuldade na recomposição, principalmente na transição defensiva, quando estávamos atacando. O Renato tentou mudar um pouquinho, já que o Alan Patrick conseguiu achar espaços entre a primeira linha defensiva e a de meio-campo, principalmente no primeiro tempo. Nossa linha defensiva estava muito baixa — avaliou Alexandre.

Pela melhora no segundo tempo, o auxiliar discordou da avaliação geral, de que o Inter foi amplamente superior e poderia ter vencido com margem maior.

— Melhoramos na partida, conseguimos fazer os gols, apesar da posse de bola do Inter. O Inter estava mais encaixado que a gente. Mas acredito que foi um bom jogo, bem disputado, e qualquer um poderia ter saído vitorioso — afirmou.

Foto de Nícolas Wagner

Nícolas WagnerSetorista

Gaúcho, formado em jornalismo pela PUC-RS e especializado em análise de desempenho e mercado pelo Futebol Interativo. Antes da Trivela, passou pela Rádio Grenal e pela RDC TV. Também é coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.
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