Brasileirão Série A

Nem Diniz, nem Marcão: Fluminense não tem identidade e agoniza no Brasileirão

Flu joga mal, perde mais uma e se afunda na lanterna do Campeonato Brasileiro

O Fluminense teve uma sofrível atuação contra o Vitória, e saiu derrotado outra vez do Maracanã. Com apenas seis pontos em 12 rodadas, o Tricolor agoniza no Campeonato Brasileiro.

Quem esperava mudanças no Flu viu um time diferente. Mas não melhor. Fora a ausência de Fábio na troca de passes desde a defesa, a equipe não teve nada de Fernando Diniz nem de Marcão.

O que a Trivela viu no Maracanã foi um time sem identidade. Independente da filosofia, faltava aos jogadores em campo compreender o jogo.

— Não tivemos muito tempo, mas não vamos ter mesmo — resumiu Marcão.

Fluminense segue com problemas defensivos

Ao sofrer um gol de Janderson aos 45 minutos do segundo tempo, o Flu perdeu ainda o solitário ponto que somava até então. A equipe foi vazada em todas as rodadas do Campeonato Brasileiro.

Espaçado, o meio-campo era um deserto geográfico sem bola, e de ideias com ela. Enquanto o jogo pedia mais velocidade, Martinelli cadenciava. Ganso tentava adiantar o time, mas o camisa 8 recuava e fazia o time se desconectar.

No ataque, nada funcionou: Keno errou tudo que tentou, e Cano parou em Lucas Arcanjo na melhor chance que teve. As substituições não surtiram efeito.

Erros de uma equipe que não teve tempo de assimilar o fim da Era Fernando Diniz. Nem de se adaptar ao estilo mais vertical que pede Marcão. E o relógio seguirá como adversário enquanto o Fluminense estiver na zona de rebaixamento do Brasileirão.

— Temos que pegar algumas coisas que funcionavam agora no Fernando e pegar algumas coisas que eu acho que vai funcionar e render para sairmos o mais rápido dessa situação — disse Marcão.

Mudanças vão mal, e falta de opções preocupa Fluminense

Para piorar, muitos jogadores seguem fora, e o banco de reservas não tem ajudado. Após mudar Gabriel Pires por Alexsander no intervalo, Marcão demorou a mexer em um Fluminense que jogava mal no segundo tempo. Quando o fez, a torcida entendeu o motivo: o time piorou.

Renato Augusto, John Kennedy, Douglas Costa e Diogo Barbosa saíram do banco de reservas depois dos 30 minutos da segunda etapa. De todos, apenas o último escapou ileso de críticas.

Marcão cobra Douglas Costa, que ainda não disse a que veio no Fluminense - Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC
Marcão cobra Douglas Costa, que ainda não disse a que veio no Fluminense – Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC

Os reforços para 2024 já entraram em campo vaiados, e não fizeram bom jogo. Já o herói do título da Libertadores, por outro lado, até foi pedido e festejado ao substituir Ganso. Mas falhou no gol do Vitória. Após o lance, ainda discutiu com o camisa 20.

— A cobrança é importante entre eles. Eu vi eles cobrando uns aos outros no vestiário — revelou o treinador.

O problema é que não há outras opções disponíveis no elenco.

— Quando você mexe, pensa em melhorar. Se não funcionou, eu, que sou o treinador, preciso analisar. Precisamos tentar coisas diferentes. Isso vai ser feito. Chegamos agora. Tudo o que você pensou passa na nossa cabeça e vamos mudar — finalizou Marcão.

Foto de Caio Blois

Caio BloisSetorista

Jornalista pela UFRJ, pós-graduado em Comunicação pela Universidad de Navarra-ESP e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa-POR. Antes da Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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