Flamengo melhora, e Sampaoli ganha paz que queria antes da Copa do Brasil
Depois de algum tempo, o Flamengo voltou a colocar um sorriso no rosto do seu torcedor. Por mais que tivesse vencido algumas partidas durante o período de turbulência causado pelo episódio do soco de Pablo Fernandez em Pedro, nenhuma teve o gosto da deste sábado (02), contra o Botafogo. Com a alma lavada, Sampaoli e elenco poderão trabalhar em paz na Copa do Brasil.
Antes do clássico, existia um burburinho de que o argentino poderia ser demitido com uma derrota elástica no Nilton Santos. Para surpresa da maioria, o Flamengo quebrou a invencibilidade do rival em casa em grande estilo, com partida, de certa forma, coesa. Agora, o objetivo será tentar tirar lições do triunfo, pensando nos jogos mais importante da temporada.
O que certo na vitória do Flamengo
Sampaoli iniciou o clássico com mais mudanças, a 35ª escalação diferente desde que chegou ao Flamengo. Voltou ao esquema com três zagueiros — Pulgar compôs a linha com Léo Pereira e Fabrício Bruno —, além de promover o retorno de Pedro ao ataque, na vaga de Gabigol. Cada uma dessas escolhas teve importância para o resultado positivo, muito comemorado ao apito final.
Pulgar foi um dos melhores do Flamengo na partida, com muita qualidade na saída de bola e ajudando sempre que possível na defesa. O chileno fez um corte crucial no primeiro tempo, que impediu o gol de Eduardo. Pedro, por sua vez, fez com que o jogo do Flamengo fluísse na transição e combinou bem com Bruno Henrique, destaque absoluto do Rubro-Negro na partida.
O Rubro-Negro teve momentos ruins na partida, é verdade, especialmente no primeiro tempo. A defesa ainda cede muitos espaços e por pouco não se complicou, mas, no geral, a partida do Flamengo conseguiu ser coesa. O importante mesmo foi ver uma mudança de postura clara com relação aos últimos jogos. Por uma vez, o time foi valente e aguerrido, buscando seus objetivos com brio. Fluiu, finalmente.
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Bruno Henrique, o Rei dos Clássicos
Mesmo que Sampaoli tenha sido protagonista no clássico, o principal destaque do Flamengo, como mencionado, foi Bruno Henrique. Aberto pela esquerda e alternado com Pedro na condição de centroavante, o camisa 27 deu trabalho constante para a forte defesa do Botafogo. Ganhou todas na velocidade, teve gol anulado, outro chute defendido por Perri. O golaço que sacramentou a vitória foi apenas a cereja do bolo para uma noite mágica do Rei dos Clássicos, o principal reforço do Rubro-Negro para o segundo semestre.

Sampaoli respira, com calma
Finalmente é possível afirmar, sem medo de ser feliz, que Sampaoli terá tempos de tranquilidade no Flamengo. Não vai durar muito, é verdade, mas é o suficiente para que ele possa trabalhar em paz antes da final da Copa do Brasil que, sem dúvida, é seu grande objetivo no Rubro-Negro. O time segue devendo, mas, neste sábado, deu indícios daquilo que pode mostrar na decisão: raça, amor e paixão, como na famosa música da torcida rubro-negra.
O argentino, inclusive, teve a presença de Rodolfo Landim no vestiário nesta partida. O presidente do Flamengo já havia se reunido com o treinador durante a semana, para dar respaldo antes da decisão da Copa do Brasil. Se o Rubro-Negro tivesse sido derrotado por larga margem neste sábado, contudo, é difícil afirmar que as convicções do mandatário seguiriam as mesmas. Ponto para Sampaoli.
Veja números de Sampaoli pelo Flamengo
- 35 jogos
- 65% de aproveitamento (20 vitórias, 9 empates e 6 derrotas)
- 62 gols marcados e 36 gols sofridos
- Na final da Copa do Brasil, em terceiro no Brasileirão e eliminado da Libertadores
Sequência livre vai ser boa dessa vez?
Após vencer o clássico, o Flamengo terá dez dias livres antes do próximo compromisso, contra o Athletico Paranaense, no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica. Se antes o período “relax” para treinar era algo que causava frio na espinha do torcedor, a vitória sobre o Botafogo trouxe esperança de dias melhores. Resta saber qual Flamengo vai entrar em campo.

O duelo diante do Athletico, inclusive, é o último antes da final da Copa do Brasil, ou seja, toda boa impressão é pouco A vitória no confronto direto também pode fazer com que a equipe sonhe com o título brasileiro, por mais improvável que ele seja. Em uma temporada de fracassos, o que custa sonhar com dias melhores? Esse é o momento do Flamengo.



