Brasileirão Série A

Se não pode jogar sempre no Palmeiras, Dudu deixa claro que ainda pode jogar bem

Veterano atacante entrou aos 36 da segunda etapa e foi decisivo para a vitória do Palmeiras

Assim que Bruno Arleu de Araújo apitou o final da vitória do Palmeiras sobre o Atlético-MG (2 a 1), neste sábado, quase o time inteiro foi abraçar Dudu. E não só os jogadores. Membros da comissão técnica, inclusive Abel Ferreira, também foram na direção do veterano.

Depois de muito tempo, o camisa 7 voltou a ser decisivo. Ele entrou aos 36 do segundo tempo. E, aos 41, sofreu o pênalti que deu a vitória ao Palmeiras no Brinco de Ouro da Princesa — gol de Raphael Veiga.

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Assim como no momento do pênalti, a torcida gritou “Dudu Guerreiro” também para comemorar o resultado. Não há discussão. Qualquer ressentimento em relação à quase ida do atacante para o Cruzeiro acabou. A idolatria, se é que um dia se abalou, está novamente intacta.

A torcida e o elenco claramente já perceberam que Dudu pode ainda ser muito importante para a equipe, ainda que pese a gravidade da sua lesão no joelho direito. Agora, falta Abel se convencer de que é melhor contar com ele do que, por exemplo, com Lázaro, que raramente entra em campo inspirado.

“A alegria do Dudu é a minha alegria”

— Dudu é um ídolo de Palmeiras, eu tenho a oportunidade de jogar com ele junto já faz algum tempo, a gente se entende muito bem. Eu estava um pouco mais próximo com outros jogadores deles, num momento mais turbulento, e vi um pouco do que ele passou — disse Raphael Veiga, após a partida.

— Ele realmente mudou o jogo, não só o pênalti. Eu fico muito feliz, porque a gente não pode só olhar o jogador, a gente tem que olhar o ser humano por trás de cada pessoa. Cara, enfim, a alegria do Dudu é a minha alegria, o que eu puder fazer para ajudar o Dudu e outras pessoas, jogadores eu vou fazer. A gente está aqui para facilitar a vida do outro — completou.

Raphael Veiga comemora seu segundo gol contra o Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro, na vitória por 2 a 1
Raphael Veiga comemora seu segundo gol contra o Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro, na vitória por 2 a 1 (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

Ainda que com um pouco de ressalva, Abel Ferreira evidenciou que talvez volte a usar mais o camisa 7.

— Eu fico feliz porque ele trabalha muito e ele sabe o quanto é difícil (voltar). Eu deixei de jogar futebol por uma lesão destas. Eu digo uma coisa aos torcedores, e a nossa equipe sabe: todas as minhas decisões são sempre a pensar naquilo que é o melhor para a equipe. Se me perguntares, o Dudu está pronto para jogar 90 minutos? Não está. Mas se ele nos ajudar como ajudou hoje, é espetacular — rendeu-se o treinador, que vem relutando em usar o atacante.

— Foi preciso irmos à procura do resultado, foi preciso um desequilibrador. Ele entrou, pensei que ele sabe fazer dribles e ajudou-nos. Eu disse isso na roda, sim, fui eu que fui e fui abraçá-lo. Todos eles são jogadores do clube e ninguém vai apagar a história que ele tem no clube. Ninguém — disse o treinador.

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Abel ressalta a dedicação de Dudu

Mas se dá pistas de que o jogador pode vir a ser uma opção mais recorrente, o técnico voltou a ressaltar que sua condição física ainda inspira cuidados. Ao mesmo tempo, o português exaltou muito a dedicação do jogador.

— E vocês sabem também, os números dizem isso, é um jogador que jogou comigo imensamente. Mas nós precisávamos ter rendimento, nós precisávamos ter ritmo. Eu sei quanto a dúvida nos pautar agora. Foi preciso hoje, entrou, merece, trabalha muito. Às vezes, quando nós acabamos os treinos, ele fica sempre lá a fazer o trabalho dele suplementar, porque sabe que tem de o fazer.

— Fui muito feliz por ele, porque ele tem o carinho da comissão técnica, ele tem o carinho do grupo de trabalho, e o mais do que eu falar é nós olharmos para as atitudes e para os gestos de todo o grupo de trabalho. Isso para mim é o mais importante — finalizou.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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