Brasileirão Série A

Efetividade ofensiva vence incapacidade defensiva do Corinthians em clássico

Sensação corintiana é de vitória mesmo ao somete somente um ponto no último clássico contra o maior rival na temporada

O Corinthians tem muito mais para celebrar do que lamentar o ponto conquistado contra o Palmeiras, na noite deste domingo (31), na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro.  

Mesmo sendo envolvido pelo maior rival durante a grande maioria do jogo, o Timão foi efetivo nas poucas vezes em que chegou ao ataque adversário e segurou o empate. 

Sem Matheuzinho, Charles foi improvisado como lateral-direito e não jogou bem. 

No aspecto defensivo, o Timão foi engolido pelo Palmeiras, que finalizou 19 vezes (sete no gol) contra nove (uma no alvo), teve 58% de posse de bola e 10 escanteios (contra três). Ainda assim, o êxito da efetividade corintiana caminhou junto a incapacidade palmeirense em acertar o pé. 

Na frente, também ficou a sorte de um time que encontrou o gol de empate quando era pior e com a ajuda do adversário, que deu uma grande força. Piquerez desviou contra o próprio patrimônio o gol do empate do Corinthians. 

E esse aproveitamento positivo do Timão em âmbito ofensivo também se dá por conta da má atuação dos criativos do clube. Breno Bidon, Rodrigo Garro e Memphis Depay estiveram muito apagados. 

E no frigir dos ovos, um time que defendeu mal e criou pouco precisa celebrar o fato de não ser derrotado porque conseguiu ser oportunista.

Minutos iniciais mostra que a decisão de Dorival Júnior foi equivocada

Sem Matheuzinho, com um edema na coxa direita, o técnico Dorival Júnior fez dois testes antes da partida contra o Palmeiras. O treinador corintiano improvisou o volante na lateral e experimentou Cacá em um esquema com três zagueiros. 

A escolha por Charles, no entanto, se mostrou equivocada em poucos minutos. 

Após um ímpeto ofensivo do Timão que durou apenas os cinco primeiros minutos, o Palmeiras passou a dominar o clube alvinegro. E o mapa do tesouro palmeirense foi justamente nas costas do meio-campista improvisado na lateral. 

Primeiro, Vitor Roque recebeu sozinho e quando Charles alcançou ainda foi driblado com facilidade. O atacante palmeirense, porém, desperdiçou a chance cara a cara com o goleiro Hugo Souza. 

Charles Corinthians Palmeiras
Improvisar Charles na lateral-direita não se mostrou uma boa escolha de Dorival Júnior (Foto: Gil Guzzo/O Fotografico/Gazeta Press)

O Tigrinho, inclusive, foi, com sobras, o melhor jogador do primeiro tempo e colocou o sistema defensivo corintiano no bolso. Foi ele também que abriu o placar em uma cobrança de pênalti que o Corinthians pediu pelo amor para cometer. 

Primeiro, Gustavo Henrique agarrou Vitor Roque de todas as formas dentro da área. Na sequência, Charles calçou Flaco López. Roque encheu o pé para fazer o primeiro do Palmeiras. 

Que poderia virar o segundo e talvez até o terceiro, se dependesse da defesa corintiana. Os visitantes só não ampliaram o placar, porque a pontaria era tão precária quanto o sistema defensivo do Corinthians. 

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Só que Dérbi, amigos, não se joga… 

É muito difícil falar em meritocracia no futebol, até porque ele é feito de efetividade. E o Corinthians foi efetivo. 

Mesmo sendo dominado pelo Palmeiras por quase 30 minutos, o Timão chegou ao empate na primeira chegada ao gol adversário. 

Rodrigo Garro alçou uma cobrança de falta à área, o zagueiro Gustavo Henrique escorou e Piquerez desviou contra o próprio patrimônio. 

Mesmo após empatar, o Corinthians ainda não tomou as rédeas do jogo. O Palmeiras continuou tendo mais volume, mas com menos liberdade ofensiva para definir. 

Enquanto isso, o Timão começou a ter mais espaços e explorar os contra-ataques. De toda forma, ir para o vestiário com o placar empatado ficou muito melhor que a encomenda para a equipe alvinegra.

Segundo tempo segue na mesma toada, até o Corinthians desistir de jogar

Mesmo com uma atuação defensiva extremamente frágil, o Corinthians voltou do intervalo sem atuações. 

E a tônica do segundo tempo foi muito parecida da que terminou o primeiro. O Palmeiras tinha mais volume, mas o Timão impunha mais dificuldades em termos de marcação e tentava sair nos contra-ataques. 

Em dado momento, até pareceu que o clube alvinegro finalmente agrediria o rival. Mas isso não aconteceu. 

E em que pese a efetividade de ter marcado em uma das poucas chegadas ofensivas, a incapacidade corintiana na criação passou por uma partida bastante apagada de Breno Bidon, Rodrigo Garro e Memphis – neste sentido, principalmente dos dois últimos. 

Gui Negão até buscou muito jogo, sustentou as jogadas, mas as jogadas fatalmente morriam nos momentos em que ele duelava com os defensores palmeirenses. 

Conforme o tempo passava, o Palmeiras aumentava o volume. E o Corinthians parou de jogar. O resultado foi o time terminando o jogo com quatro zagueiros em campo.

Foto de Fábio Lázaro

Fábio LázaroSetorista

Nascido em Santos, criado em São Vicente e entregue a São Paulo. Na Trivela desde junho de 2024, como setorista do Corinthians. Passagem pelo Lance! entre fevereiro de 2020 e maio de 2024, onde cobriu Santos e Corinthians. Por lá, também coordenou pautas e estratégias digitais. Atualmente, também é comentarista no programa Esporte por Esporte, da TV Santa Cecília.

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