Maior derrota do Botafogo neste Brasileiro não pode ser minimizada por Artur Jorge
Técnico do Botafogo, Artur Jorge minimizou o 3 a 0 sofrido para o Cruzeiro e tentou resumir o resultado com a falta de eficiência do seu time
O Botafogo conheceu, na noite do último sábado (27), a sua maior derrota neste Campeonato Brasileiro. Na verdade, mais do que isso.
O 3 a 0 para o Cruzeiro, no Nilton Santos, foi a derrota com o placar mais elástico sofrida pelo Glorioso como mandante na “era SAF”. Por isso, o técnico Artur Jorge não deve ignorar ou tentar minimizar o peso deste resultado.
Mas foi praticamente isso que o treinador português fez na sua coletiva de imprensa após a derrota para o Cruzeiro. Na entrevista com os jornalistas, Artur Jorge minimizou a derrota e tentou colocar o resultado apenas na falta de eficiência da sua equipe.
– Análise difícil de fazer. Tivemos um resultado que não estava na nossa expectativa, pouca coisa ocorreu bem para o nosso lado. O outro lado foi competente e capaz de aproveitar as oportunidades. O jogo não teve a diferença que o resultado espelha. Nós tivemos um comportamento bom, as coisas não funcionaram, fomos castigados pelo futebol, aquilo que não se controla. Nos momentos ofensivos não fizemos gol, e nos momentos defensivos concedemos oportunidades e fomos mais passivos para que eles fizessem os gols – disse Artur Jorge em entrevista coletiva.
– É só um jogo, não pode ter um peso perto das 12 vitórias que já conquistamos. Claro que não queríamos perder, mas é só um jogo. Temos que levantar a cabeça rapidamente e reagir. O processo é longo e temos muitos obstáculos no caminho – completou o técnico do Botafogo.
Problema do Botafogo não foi apenas o Cássio
É claro que não se esperava que Artur Jorge fizesse muitas críticas abertas a sua própria equipe e uma super dimensionasse a derrota.
Mas, ao menos no discurso público, o técnico português aparentou querer tirar poucas lições da atuação do Botafogo contra o Cruzeiro – que mereceu, sim, o placar construído.
Artur Jorge acertou, ao menos, ao dizer que Cássio foi o melhor jogador em campo. Mas isso não quer dizer, é claro, que o Botafogo não conseguiu um resultado melhor apenas pelo goleiro adversário. O time carioca não soube parar Matheus Pereira, Lautaro Díaz, Matheus Henrique e companhia.
– Nós temos essa realidade nesse momento, perdemos o jogo e mantemos a liderança ainda. É importante quando temos o goleiro adversário como melhor em campo. Isso já pode justificar o que foi o nosso desempenho. Tivemos 20 finalizações, 60% de posse de bola. Não foi materializado o que esses números poderiam indicar. Temos que falar da realidade. Não vencemos porque não fomos eficazes nos momentos ofensivo e defensivo – resumiu Artur Jorge.
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Artur Jorge fala sobre maratona, mas dispensa time misto
O técnico também ressaltou os problemas causados pelo calendário brasileiro, mas dispensou a ideia de “time misto”, mesmo começando a partida com Alexander Barboza, Gregore e Luiz Henrique no banco de reservas.
De acordo com Artur Jorge, o Botafogo começou a partida com o que tinha de melhor em relação às condições físicas e ao que foi pensado para o duelo com o Cruzeiro.
– No Botafogo, não existe time misto. Preparamos cada um dos jogos em função daquilo que é a condição de jogadores, preparamos em função do adversário também. Priorizamos Campeonato, Copa e Libertadores. Sabemos que temos muito desse sacrifício para podermos estar capazes de dar a resposta. Jogamos há dois dias, vamos jogar daqui a dois dias. É extremamente complicado para os atletas terem o mesmo nível de performance se tiverem a mesma utilização em todos os jogos. Temos um elenco que nos dá garantias e capacidade de poder alterar sem priorizar jogo algum porque o mais importante era este que acabamos por não poder ganhar – explicou Artur Jorge.



