O Atlético-MG melhorou defensivamente, e isso é fruto de mudança imposta por Felipão
Com apenas dois gols sofridos nos últimos seis jogos, Atlético melhorou ainda mais a defesa, e Felipão tem parte nisso
O Atlético-MG demonstrou uma alta melhora defensiva nas últimas partidas, especificamente desde a primeira vitória de Felipão no comando do time. Essa evolução é fruto de uma alteração que o treinador, que tem histórico de montar times com boas defesas, fez no time atleticano, tanto taticamente quanto no comportamento.
Desde a primeira vitória de Felipão no comando do Atlético, há sete jogos, contra o São Paulo, a defesa atleticana sofreu apenas dois gols: um do Vasco, na derrota no Maracanã, e um do Athletico-PR, no empate em Curitiba. Fora isso, o Galo conseguiu passar em branco na defesa nos outros cinco jogos. Um deles foi pela Libertadores e não adiantou muito, pois culminou na eliminação do clube da competição.
No Campeonato Brasileiro, foram seis jogos nesta sequência a partir da primeira vitória. Com o baixo número de gols sofridos, o Atlético é no momento a terceira melhor defesa, tendo sido vazada 19 vezes, ficando atrás de Palmeiras (17) e Botafogo (14). Para Felipão, é importante não sofrer gols, pois o time dele não é um que tem costume de criar muitas chances claras de marcar.
– Nós entendemos que uma boa defesa nos dá condições para que, o ataque não sendo tão finalizador ou que não faça 10 situações de gol, consiga vencer. Somos a terceira melhor defesa, mas precisamos criar mais para conseguir os resultados.
O Atlético desde a primeira vitória de Felipão
- Campeonato Brasileiro: São Paulo 0x2 Atlético
- Copa Libertadores: Palmeiras 0x0 Atlético
- Campeonato Brasileiro: Atlético 1×0 Bahia
- Campeonato Brasileiro: Vasco 1×0 Atlético
- Campeonato Brasileiro: Atlético 2×0 Santos
- Campeonato Brasileiro: Athletico-PR 1×1 Atlético
- Campeonato Brasileiro: Atlético 1×0 Botafogo
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Zagueiro explica motivo de melhora defensiva no Atlético
A defesa nunca foi necessariamente um problema no Atlético. Com Coudet, o time havia sofrido apenas oito gols em 10 jogos disputados no Brasileirão. Com Felipão, a média se mantém, com 11 gols em 13 jogos na competição. A evolução nos últimos jogos, sofrendo apenas dois gols, passa por uma mudança tática e de estilo de marcação que o treinador brasileiro implementou.
O zagueiro Maurício Lemos explicou que o time atleticano trabalhava muito a defesa quando era treinado por Coudet, mas por marcar pressão, em cima da saída dos adversários, o time ficava mais exposto algumas vezes. Já com Felipão, que além de pedir pressão baixa adicionou um novo volante ao time, com a entrada de Otávio ao lado de Battaglia, a defesa fica menos exposta.
– A gente criou mais segurança. Temos um time mais compacto para defender. Nosso time ficava muito exposto nos contra-ataques. Trabalhamos para que isso não aconteça e, com Otávio e Battaglia, reforça mais a defesa. Futebol brasileiro é muito dinâmico e tem que ter muito cuidado com os contra-ataques. Você despista por dois segundos e fica no mano a mano. Com essa estratégia, estamos sofrendo menos contra-ataques e tranquilizando mais na hora de atacar, pois isso sempre tem um sobrando e isso nos beneficia.

A opção por dois jogadores com características mais defensivas não demorou a aparecer com Felipão no Atlético. Inicialmente, o treinador optou por Edenílson para fazer dupla com Battaglia. Apesar de não ser necessariamente um volante de marcação, Edenílson tem características mais defensivas que Hyoran, que é quem saiu para ele entrar.
Mas a dupla atual, Battaglia e Otávio, foi formada pela primeira vez na sétima partida de Felipão no Galo, quando enfrentou o Grêmio. Desde então, foram mais nove partidas, com a dupla só não começando como titular contra o Athletico-PR, pois Battaglia estava suspenso. Edenílson foi o escolhido para substituir o argentino.
Zaga também vai bem, mesmo com mudanças
Não é só a dupla de volantes que justifica a melhora defensiva do Atlético. A dupla de zaga também está tendo bom desempenho, independente de quem sejam os zagueiros. Desde que chegou, Felipão teve que mudar muito os zagueiros de um jogo para o outro, por conta de contusões e lesões. Igor Rabello era o titular e o principal destaque, mas se lesionou e ainda não voltou.
Nos últimos três jogos, Felipão não conseguiu repetir a dupla de zaga. Contra o Vasco, teve Maurício Lemos e Jemerson. Contra o Athletico-PR, com Lemos suspenso, foi Bruno Fuchs que completou a defesa. Já no último jogo, contra o Botafogo, foi a vez de Jemerson estar suspenso, então a dupla foi Lemos e Fuchs – que recebeu um conselho do treinador.
– Nos treinos, a gente treina com todos e isso fica mais fácil. Nos conhecemos e isso facilita. Conhecer o companheiro, a qualidade de cada um, como se posicionam, como preferem defender, isso deixa mais fácil. O que entrar vai fazer um bom jogo. Isso deixa tranquilo o clube, o treinador e também os jogadores, pois passa uma confiança de que jogue eu ou outro, vai dar certo.
Segurança e tranquilidade na defesa. Ontem foi dia de muita qualidade na minha zaga! ⚔️?#GaloPaixãoNacional pic.twitter.com/RuHq5egmy6
— Atlético (@Atletico) September 17, 2023
Para o confronto do próximo sábado (23), contra o Cuiabá, Felipão terá os três jogadores à disposição, além do experiente zagueiro Réver. Após a vitória contra o Botafogo, o treinador brincou que vai ter que quebrar a cabeça para escolher dois para jogar. Em breve, o treinador terá o retorno de Igor Rabello para aumentar mais sua “dor de cabeça boa”.



