Brasileirão Série A

Arbitragem do Brasileirão não agrada ninguém, e Coritiba é o novo incomodado

Em alta no campeonato, Coritiba ficou na bronca após anulação polêmica de gol quando empatava com o líder Botafogo

O Coritiba é mais uma equipe insatisfeita com a arbitragem da Série A do Campeonato Brasileiro em 2023. Neste domingo (30), o clube paranaense emitiu uma nota oficial repudiando a atuação da equipe de arbitragem na derrota por 4 a 1 para o Botafogo, no Nilton Santos, e anunciou que irá enviar uma reclamação formal à CBF.

A principal razão das reclamações do Coxa é a anulação do gol de Robson, aos 32 minutos do primeiro tempo. O tento foi marcado quando o placar da partida ainda estava em 1 a 1 e anulado após o VAR, comandado por Wagner Reway (Fifa-PB), chamar João Vitor Gobi (SP) para rever o lance. Na origem da jogada, Tchê Tchê perde a bola e cai no chão após disputa com Diogo Oliveira. Depois de ir ao monitor, o árbitro assinalou falta do atacante coritibano.

Em nota, o Coritiba afirmou que ao marcar falta em “lance de caráter exclusivamente interpretativo”, João Vitor Gobi alterou pontualmente o critério que utilizou durante toda a partida e anulou “um gol totalmente legal”.

Por fim, o Coxa pediu “providências urgentes e efetivas” em relação a comissão de arbitragem da CBF para evitar erros e “minimizar o enorme desequilíbrio técnico verificado no campeonato”.

Caso o gol de Robson não fosse anulado, o Coritiba passaria à frente no marcador por 2 a 1. O lance aconteceu três minutos antes do segundo gol do Botafogo, anotado por Tiquinho Soares. Se vencesse a partida, o clube paranaense deixaria a zona de rebaixamento do Brasileirão.

Thiago Kosloski também fica na bronca

Antes do Coritiba soltar a nota oficial, o técnico Thiago Kosloski já havia reclamado da arbitragem no Nilton Santos em entrevista coletiva. O treinador pontuou que João Vitor Gobi não estava marcando faltas em lances semelhantes ao de Diogo Oliveira com Tchê Tchê, além de questionar se o gol seria anulado se tivesse sido feito pelo Botafogo

— Até os 25 minutos, estávamos controlando bem e tem o lance capital. O árbitro começa com o critério de não dar qualquer tipo de falta e, no lance que o Diogo Oliveira rouba a bola, era um que ele não estava dando. Não foi falta. Aí o VAR chama. E se fosse o Botafogo, o VAR ia chamar? Não sei — reclamou.

Kosloski ainda reclamou do segundo gol marcado pelo Botafogo, o primeiro de Tiquinho Soares no jogo. Para o treinador, o atacante botafoguense empurra Bruno Gomes antes de Gustavo Sauer cobrar escanteio.

— O Tiquinho faz a falta no Bruno. A bola não estava em jogo, mas era função do árbitro parar e acalmar o jogo. O VAR deveria ter chamado o árbitro, tivemos desvantagem, porque o atacante correu livre — analisou.

Coritiba é só mais uma de tantas equipes insatisfeitas com a arbitragem

Não foi só o Coritiba que fez críticas à arbitragem neste Campeonato Brasileiro. Antes do Coxa, América-MG, Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, São Paulo e Vasco também reclamaram sobre o assunto, a maioria para própria CBF.

Recentemente, representantes do Atlético-MG foram até a sede da entidade, no Rio de Janeiro, para discutir lances polêmicos que o clube se sentiu prejudicado e uma suposta perseguição que o atacante Hulk sofre dos árbitros, além queixas ao árbitro WIlton Pereira Sampaio (Fifa-GO). Os protestos específicos do Galo foram sobre cartão vermelho não dado para jogador do Goiás e gols anulados por impedimentos milimétricos contra Red Bull Bragantino e Grêmio.

Também neste mês de julho, Renato Portaluppi, técnico do Grêmio, criticou Wilson Luiz Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF após a derrota por 2 a 0 para o Botafogo. Na ocasião, o treinador contestou um pênalti não marcado em Bitello ainda no primeiro tempo, quando o placar do jogo era 0 a 0, e o uso correto do árbitro de vídeo.

Em junho, foi a vez do Botafogo ficar na bronca. O Alvinegro reclamou de um possível cartão vermelho não dado para Thiago Galhardo por falta em Marlon Freitas na vitória por 2 a 0 sobre o Fortaleza. A queixa foi feita com uma indireta nas redes sociais que fazia referência a um possível pênalti não marcado sobre Janderson no fim da derrota por 1 a 0 para o Athletico-PR.

O América-MG reclamou na CBF sobre um “pênalti inexistente” na derrota por 3 a 1 para o próprio Coritiba, no Couto Pereira, e sobre um pênalti não marcado e uma falta na origem do segundo gol sofrido no revés por 3 a 0 para o São Paulo, no Morumbi.

Completando o trio mineiro presente na Série A, o Cruzeiro também formalizou uma reclamação à CBF, ainda na primeira rodada do Brasileirão. A Raposa questionou dois lances na derrota por 2 a 1 para o Corinthians: braço de Fagner no rosto de Bruno Rodrigues, no fim do primeiro tempo, e a validação do gol de Róger Guedes depois do tento ter sido anulado em um primeiro momento por falta em Filipe Machado.

Já o Bahia questionou a atuação do árbitro Paulo César Zanovelli (MG) na derrota por 3 a 2 para o Flamengo, reclamando das expulsões do zagueiro Kanu e do meia Rezende, de um pênalti não marcado em Biel e de uma falta não assinalada no terceiro gol rubro-negro.

O Flamengo, por sua vez, foi à CBF para contestar um possível pênalti não marcado em Éverton Ribeiro e um erro de protocolo em gol anulado de Rony no empate em 1 a 1 com o Palmeiras, no Allianz Parque. Enquanto isso, o Vasco solicitou reunião com a entidade para protestar contra três pênaltis não dados no revés por 1 a 0 para o Santos, na Vila Belmiro.

Por fim, o São Paulo enviou ofício à CBF depois do empate em 1 a 1 com o Corinthians, na Neo Química Arena. O clube do Morumbi criticou o árbitro Bruno Arleu de Araújo (Fifa-RJ) por assinalar pênalti de Rafinha no fim do primeiro tempo. Na partida anterior, o Tricolor já havia questionado a expulsão de Rodrigo Nestor contra o Fortaleza, quando o meia recebeu segundo cartão amarelo após uma disputa de bola com Titi, que caiu no chão com a mão no rosto mesmo não tendo sido atingido.

Foto de Felipe Novis

Felipe Novis

Felipe Novis nasceu em São Paulo (SP) e cursa jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Antes de escrever para a Trivela, passou pela Gazeta Esportiva.
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