Campeonato Brasileiro

Após 14 meses sem jogar, Jefferson é ovacionado e ajuda Botafogo a arrancar empate com o Galo

Jefferson passou pelo pesadelo de todo atleta profissional. Sentiu o ombro no jogo contra o Juazeirense, pela Copa do Brasil, em 12 de maio do ano passado, e nem imaginava que demoraria tanto tempo para voltar a exercer a profissão que ama. Foram quase 14 meses, mas o goleiro está de volta. Neste domingo, com o corte no joelho que Gatito sofreu no joelho esquerdo pela Libertadores, no meio de semana, defendeu as metas do Botafogo na derrota por 1 a 0 sobre o Atlético Mineiro. E, com um punhado de grandes defesas e até um pênalti evitado, contribuiu para o Fogão arrancar um empate por 1 a 1 com o Galo, nos acréscimos do segundo tempo.

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Cientes de que o ex-goleiro da seleção brasileira estava sem ritmo de jogo, os atletas do Galo começaram a partida testando os reflexos de Jefferson. Marlone e Elias arriscaram de média distância, para duas boas defesas do goleiro. Aos 22 minutos do primeiro tempo, Marlone mais uma vez bateu de fora da área, mas, desta vez, um desvio na cabeça de Emerson Silva foi fatal para Jefferson, que ficou parado debaixo das traves.

O Botafogo quase empatou, antes do intervalo, com um chute acrobático de Rodrigo Pimpão, que Víctor caiu no canto para espalmar. E o Galo teve chance de ouro para ampliar no começo da segunda etapa: Rafael Moura cruzou, pela esquerda, e o árbitro marcou toque de mão de Emerson Silva. Pênalti. Rafael Moura cobrou, e Jefferson caiu no seu canto esquerdo para defender, fazendo com que todos os botafoguenses presentes no Nilton Santos gritassem o seu nome.

O Botafogo foi para cima para tentar evitar o terceiro jogo seguido sem vitória pelo Brasileirão. E, nessa fase da partida, Jefferson foi essencial para impedir o segundo gol atleticano. Defendeu contra-ataque finalizado por Yago, saiu com precisão nos pés de Cazares e, cara a cara com Robinho, realizou outra grande defesa. Logo na sequência deste lance, o Marcos Vinícius foi derrubado por Matheus Mancini, dentro da área, e o árbitro marcou outro pênalti, agora para os cariocas. Roger também perdeu, mas pegou o rebote de Víctor e empatou a peleja.

“O que eu passei nesse ano foi bem difícil. Pensei até em parar. Muitas pessoas não acreditavam na minha volta. Estou como Lázaro (personagem bíblico): Deus me ressuscitou. Eu só queria curtir esse dia. Estou feliz no Botafogo. Quando visto esta camisa, é sangue no olho, vontade e raça. Estou aqui para ajudar a equipe e recuperar meu espaço. A torcida é nota dez”, disse Jefferson, ao SporTV, depois da partida.

O resultado não foi o ideal para o Botafogo. Esta foi a terceira partida em casa sem vitória pela liga brasileira em quatro rodadas. No entanto, o consolo para o torcedor é poder ver o retorno de um dos seus grandes ídolos recentes. O gol de empate foi de Roger, mas o pontinho que o Fogão somou na tabela precisa ser creditado a Jefferson. Ele está de volta.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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