Brasileirão Série A

A solidão de Alan Patrick explica derrota doída do Internacional para o Atlético-MG

Camisa 10 teve boa atuação, mas Colorado sentiu desfalques no ataque em revés no apagar das luzes em Criciúma

Alan Patrick bem que tentou, mas seu talento não foi suficiente para que o Internacional saísse com bom resultado na noite desta quarta-feira (26), contra o Atlético-MG, no Heriberto Hülse, em Criciúma/SC, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Depois do Galo abrir o placar, Alan Patrick empatou no rebote de cobrança de pênalti que ele mesmo desperdiçou. Porém, no apagar das luzes, aos 51 minutos do segundo tempo, Rômulo marcou o gol da vitória do Galo, por 2 a 1.

Com a derrota, o Inter tem interrompida sua sequência de duas vitórias consecutivas, e estaciona nos 17 pontos, na oitava colocação, ainda com dois jogos a menos.

Agora, o Colorado segue em Criciúma, já que enfrenta o Tigre no próximo domingo (30), às 18h30min, no próprio Heriberto Hülse.

Alan Patrick gerou jogo para o Internacional, mas faltou parceria

Sem Enner Valencia e Rafael Borré, na Copa América; Lucca, lesionado; e com Lucas Alario desgastado fisicamente, o Inter começou sem centroavante diante do Atlético-MG. Alan Patrick teve Wesley ao seu lado na dupla de ataque do 4-1-3-2 de Coudet.

No primeiro tempo, Alan Patrick pifou Bruno Henrique, que chutou fraco cara a cara com Matheus Mendes. Na segunda etapa, cortou a marcação diversas vezes, com o controle de bola e os giros que são seus diferenciais.

No entanto, faltou parceria, mesmo com a entrada de Alario na reta final. Também na defesa, faltou cobertura para o camisa 10 colorado quando ele foi driblado por Hulk no lance que decidiu o jogo.

Com forte marcação dos dois lados, chances demoraram a aparecer

Com marcação forte dos dois lados, o jogo demorou a engrenar. As melhores chances do primeiro tempo vieram na metade final. As mais claras, para o Internacional.

Bem marcado por dentro, Wesley caiu pelo lado esquerdo, aos 29 minutos, cortou a marcação e cruzou na segunda trave. Alan Patrick, livre finalizou fraco.

Aos 37, o camisa 10 e capitão colorado descolou belo passe para Bruno Henrique, que infiltrou na área e chutou cruzado, mas fraco. Com o pé, Matheus Mendes fez a defesa.

A única conclusão com perigo do Atlético-MG na primeira etapa foi aos 31 minutos. Paulo Victor, que entrou aos 23 no lugar do lesionado Zaracho, chutou cruzado de fora da área e obrigou Fabrício a espalmar.

Em segundo tempo mais aberto, os gols saíram

Se em jogadas trabalhadas estava difícil criar algo, o Atlético-MG chegou ao gol na bola parada, aos sete minutos do segundo tempo. Em cobrança de escanteio de Scarpa, Cadu testou, a bola desviou, sem querer, na cabeça de Igor Rabello, e morreu no canto esquerdo de Fabrício.

Com a vantagem no placar, o Galo voltou a levar perigo aos 13. Palacios trouxe da direita para dentro e bateu colocado, perto do ângulo direito de Fabrício.

Pouco depois da entrada de Alario, aos 17 minutos, o Inter conseguiu um pênalti. Em contra-ataque, o centroavante argentino abriu para Wesley, que cortou a marcação e foi derrubado por Igor Rabello. Chamado pelo VAR, Luiz Flávio de Oliveira confirmou a penalidade.

Alan Patrick telegrafou e desperdiçou a cobrança, que parou em grande defesa de Matheus Mendes. Mas, no rebote, o camisa 10 estufou chutou forte para as redes, que só foram balançar depois do goleiro do Galo tocar novamente na bola.

Com o desgaste das duas equipes, o jogo ficou aberto na reta final. Bem marcado até então, Hulk teve duas oportunidades de marcar. Na primeira, aos 37, após cruzamento para trás de Paulo Victor, chutou mal, para fora. Na segunda, aos 40, girou sobre Robert Renan e concluiu muito perto da trave direita.

Se o craque do Atlético-MG tentou chamar a responsabilidade de um lado, o do Inter tentou no outro. Depois de cortar vários marcadores, Alan Patrick chutou forte após sobra de bola, aos 46, mas a bola explodiu na marcação.

Aos 49, Fabrício salvou o Inter. Cara a cara com Paulinho, o experiente goleiro cresceu e fez grande defesa. Porém, aos 51, no último lance do jogo, não teve jeito. Hulk passou por Alan Patrick na direita, cruzou na segunda trave e Rômulo, de cabeça, marcou o gol da vitória atleticana.

Foto de Nícolas Wagner

Nícolas Wagner

Gaúcho, formado em jornalismo pela PUC-RS e especializado em análise de desempenho e mercado pelo Futebol Interativo. Antes da Trivela, passou pela Rádio Grenal e pela RDC TV. Também é coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.
Botão Voltar ao topo