Brasil

PM acredita que houve emboscada em briga de torcidas do Atlético-MG e Cruzeiro que deixou um morto e dois baleados

Torcedor do Cruzeiro morto por tiro no tórax não fazia parte de torcida organizada, segundo relatos

Um confronto violento entre torcidas organizadas de Atlético Mineiro e Cruzeiro terminou com um homem morto e dois outros baleados, em Belo Horizonte, neste sábado (2). Segundo as informações da Polícia Militar, as vítimas eram cruzeirenses. Vítima fatal não fazia parte de nenhuma torcida organizada, segundo relatos divulgados pelo jornal O Tempo.

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As torcidas se encontraram na região do Barreiro, por volta das 14h30, enquanto se dirigiam para as partidas de seus respectivos clubes. De acordo com a PM, cerca de 80 torcedores entraram em confronto.

Três vítimas foram baleadas, sendo uma delas o fatal, o motoboy Lucas Elias Vieira Silva, após levar um tiro no tórax. Outra pessoa foi atingida por uma pancada na cabeça. Algumas imagens do momento da confusão, que circulam nas redes sociais, mostram a ação dos policiais com balas de borracha a fim de dispersar a multidão.

De acordo com a polícia, os tiros foram disparados por integrantes da organizada do Atlético, que teria organizado uma emboscada. Dois suspeitos foram presos após serem identificados e uma arma foi apreendida.

Ainda não há informações sobre o estado de saúdo dos outros dois torcedores baleados. Eles foram encaminhados à UPA do Barreiro, no bairro Diamante.

As duas equipes mineiras entraram em campo no mesmo horário, às 16h30, pelo Campeonato Mineiro. O Atlético recebeu o Ipatinga na Arena MRV, e o Cruzeiro enfrentou o Uberlândia no Mineirão.

Torcedor morto por tiro não fazia parte de organizada

Lucas Elias Vieira Silva, 28, conhecido como “Bido”, morreu após levar um tiro na região do tórax. O motoboy chegou a ser levado com vida pela PM ao Hospital Santa Rita, no Jardim Industrial, na região metropolitana de Belo Horizonte, mas não resistiu enquanto passava por uma cirurgia.

De acordo relatos ouvidos por amigos do jornal O Tempo, de Minas Gerais, Lucas não fazia parte de nenhuma torcida organizada. Sempre que podia, ele ia aos jogos do Cruzeiro com amigos ou familiares. Ele era pai de uma menina de dois anos.

– Ele apenas estava descendo para o jogo. Não fazia parte de organizada. Era trabalhador, honesto e super tranquilo. Ele tinha uma filha de dois anos e era o menino mais tranquilo do mundo. O negócio dele era trabalhar. Não usava drogas e não tinha passagem pela polícia – revelou um amigo que não foi identificado.

Moradores relatam terror durante confronto de torcidas

A Rádio Itatiaia conversou com moradores após o confronto de torcidas . Um dos entrevistados relatou o terror que os vizinhos enfrentaram durante a briga.

– De início, foi assustador. Primeiro chegou a Máfia Azul e alguns segundos depois chegou a Galoucura (ambas torcidas organizadas de Cruzeiro e Atlético, respectivamente). Eles entraram em confronto, houve as vítimas (baleadas). Nós, moradores, ficamos assustados com a situação – disse uma pessoa à emissora.

Outro morado, que reside no bairro há cerca de 30 anos, disse que foi a primeira vez que viu um confronto violento entre torcedores na região. A testemunha não quis se identificar ao conceder entrevista para O Tempo.

– Toda vez que tem jogo assim as torcidas passam escoltadas. De brigar com tanta violência igual hoje foi a primeira vez – contou.

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