Brasil

É penta! Atlético-MG vira, cala o Mineirão e prova que estádio é seu salão de festas

Atlético saiu atrás no marcador, mas teve peito e fôlego para virar o jogo, sair com o título e calar o Mineirão, o seu salão de festa

Em uma final épica no Mineirão só com torcedores do Cruzeiro, o Atlético-MG venceu por 3 a 1, de virada, e calou o estádio, provando que a alcunha de “salão de festas” é mais do que certa para o Galo quando joga no Mineirão. Com o título, o Alvinegro chegou ao quinto título seguido do Campeonato Mineiro, algo que não acontecia desde o início dos anos 80.

O Atlético chegou a ser punido com um gol depois de ter desperdiçado duas grandes chances com Paulinho, mas conseguiu tirar forças para reverter mesmo com o Mineirão inteiro favorável ao Cruzeiro. O surpreendente Saravia e o artilheiro Hulk foram os responsáveis por calarem o Gigante da Pampulha, e quem fechou a festa foi Gustavo Scarpa, que até então não tinha feito nada de relevante pelo time atleticano.

Atlético não aproveitou quando estava melhor

Com uma formação inesperada de Milito, o Atlético entrou em campo com, teoricamente, três volantes e dois zagueiros. Mas, quando a bola rolou, o que se viu foi um esquema muito parecido com o usado em Caracas, com Saravia fazendo o zagueiro pela direita. No meio, Zaracho abriu na esquerda e Alan Franco na direita, enquanto Otávio e Battaglia eram os volantes.

Assim como no primeiro tempo do último clássico, o Atlético começou com tudo, tendo mais a posse e criando mais jogadas. A mais perigosa foi logo aos sete minutos, com Fuchs lançando Paulinho nas costas da defesa e o atacante desperdiçando uma grande oportunidade ao bater de esquerda por cima.

Depois de uma pressão maior, o Atlético claramente cansou e acabou deixando o Cruzeiro equilibrar a partida. A Raposa chegou muitas vezes aproveitando os espaços deixados pelo Galo quando subia a marcação, ou mesmo quando perdia a bola com muita gente no ataque. Apesar das oportunidades, a melhor da Raposa surgiu mesmo em uma bola parada, com Matheus Pereira batendo a lá Ronaldinho, por debaixo da barreira, mas mandando para fora.

Com três volantes e sem uma meia de criação, o Atlético claramente sentiu falta de alguém que fizesse a bola girar da defesa para o ataque com mais qualidade, como Matheus Pereira fez no Cruzeiro. A ausência de um armador fez o Galo optar por muitas jogadas longas, e nisso a defesa cruzeirenses se sobressaiu na maioria das vezes.

Virada épica quando não parecia provável e o penta do Atlético

O Atlético o segundo tempo com um dejavú. Com a mesma formação, Paulinho recebeu sozinho invadindo a área, mas, aparentemente sem confiança para bater, tentou o passe para Hulk, mas ele estava marcado por Neris, que afastou para escanteio.

Como no futebol a bola pune, a célebre frase “quem não faz, toma”, se fez presente no Mineirão. Minutos depois da chance perdida por Paulinho, Matheus Pereira deu lindo cruzamento para Mateus Vital completar e abrir o placar.

O Atlético teve fôlego para correr atrás de um empate. Aos 20 minutos, após uma sequência de tentativas pela esquerda, Otávio deu belo cruzamento para Saravia, que apareceu de surpresa por trás da defesa do goleiro e cabeceou bonito por cima de Rafael Cabral.

O gol empolgou o Atlético, e Milito fez substituições para colocar o time mais pra cima, tornando o jogo de ataque x defesa. A pressão atleticana funcionou, quando o Galo ficou girando bola até encontrar espaços, e Scarpa achou Igor Gomes na área, que cruzou, a bola resvalou na mão de Lucas Silva e, depois de revisão no VAR, o pênalti foi marcado. Na cobrança, Hulk bateu bem no cantinho, sem chances para Rafael.

Com o 2 a 1 favorável, Milito entendeu que era hora de segurar e colocou mais dois zagueiros em campo. Dessa forma, o estilo ataque x defesa inverteu de lado, e o Cruzeiro pressionou muito, mas não conseguiu o empate necessário. Com isso, o Atlético se tornou pentacampeão Mineiro. Com o Cruzeiro se lançando ao ataque, sobrou espaço na defesa e, em um belo contra-ataque, Scarpa saiu cara a cara com Rafael, driblou o goleiro e fechou a conta.

Hulk gosta de castigar o Cruzeiro

Com o gol marcado que virou o jogo, Hulk fez do Cruzeiro a sua maior vítima pelo Atlético, marcando pela 7ª vez contra o arquirrival do Galo, que agora divide a liderança desse ranking com o Fluminense, que também sofreu sete vezes com o artilheiro atleticano. O atacante já soma mais de 100 gols pelo clube.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.
Botão Voltar ao topo