Crise? Queda de sócio-torcedor, protesto e incógnitas para 2025 aumentam pressão no Atlético-MG
Moroso no mercado, o Galo ainda não definiu seu treinador e desperta revolta de torcedores atleticanos
O hiato de 18 dias sem a definição de quem será o novo treinador do Atlético-MG somado à morosidade do clube no mercado de transferências e a saída de Paulinho para o Palmeiras geraram um enorme descontentamento na torcida alvinegra.
Até a noite de sábado (21) parecia que o Galo estava praticamente certo com Luis Castro, o que sinalizava um projeto ambicioso para o próximo ano, ainda que não esteja na Libertadores. Porém, a negociação que se estendeu por praticamente 15 dias não alcançou um final feliz.
A “Itatiaia” publicou que não foi possível romper o contrato que Luis Castro tem com o Al-Nassr, da Arábia Saudita. Demitido em setembro, o treinador recebe salários até o meio de 2025.
Porém, o site “No Ataque” ouviu de fontes ligadas ao treinador que o vínculo com o Al-Nassr não foi o empecilho para o desfecho sem um acordo.
As opções que o Atlético tem no mercado são limitadas. O nome de Pedro Caixinha pintou como plano B, mas ele está em negociação com o Grêmio e pediu para dar uma resposta até este domingo (22). Sem ela, a diretoria atleticana partiu para outro nome e segue negociando.
A Trivela confirmou com Cuca, especulado no Galo, que o treinador não foi procurado pela diretoria atleticana. O mesmo vale para Renato Gaúcho, que também está livre no mercado e respondeu à reportagem que ninguém do Atlético o procurou. O nome que sobra é o de António Oliveira, que também foi vinculado ao clube mineiro nos últimos dias.
Sequência de protestos
Um dos donos da SAF do Atlético, Rafael Menin, disse ao “ge” antes da final da Libertadores que o orçamento do clube para o futebol será duro, algo distante do que a torcida gostaria de ouvir. Os dois vices no ano e o quase rebaixamento na última rodada do Brasileirão deixaram os atleticanos à flor da pele.
No último dia 6, houve um protesto em frente à sede de Lourdes e, no dia 8, uma faixa contra os 4R’s foi colocada no entorno da Arena MRV. Além disso, o muro da sede administrativa do clube foi pichado com “4 Rato$!”, em referência aos 4R’s, que comandam a SAF do Galo.
E a pressão da torcida parece aumentar. Além de novas faixas de protesto, o programa de sócio-torcedor do clube, Galo Na Veia, perdeu 2 mil sócios neste mês, caindo de 114 mil para 112 mil.
Neste domingo (22), uma faixa de protesto foi pendurada nos arredores da Arena MRV. Nela, reclama-se da ausência de técnico, contratações, acústica e gramado do estádio e recentes eventos na casa do Atlético, que inclusive contou com algumas provocações de cruzeirenses.
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Eventos na Arena MRV
A Arena MRV recebeu eventos neste final de ano, alugando seu espaço para a realização de jogos amistosos vinculados a marcas, mediante contrato e pagamento.
A Trivela apurou que o clube notificou duas empresas por descumprimentos de regras. O primeiro caso foi da utilização da logo de uma marca tampando o escudo do Atlético no estádio. O segundo foi de um influencer cruzeirense que publicou uma foto com a legenda “Salão de festas do Cruzeiro”. Ambas as publicações foram apagadas.
A Trivela procurou as duas empresas e o influencer em questão, mas, até o momento desta publicação, não recebeu resposta.
Quanto à “pelada” das torcidas organizadas, o Atlético informou que cedeu uma data para que elas pudessem realizar jogos festivos sem custos.
Soluções para o gramado e a acústica do estádio do Atlético
O gramado da Arena MRV é um problema que existe desde a sua inauguração. Com dificuldades em manter uma boa qualidade do gramado, o clube decidiu que implantará grama sintética em sua casa. O custo para a instalação gira em torno de R$ 12 milhões, de acordo com estudo feito pelo Atlético no decorrer deste ano.
Quanto à acústica, telhas capazes de aumentar a reverberação do barulho da torcida foram apontadas como solução para o problema.






