Último suspiro do Palmeiras no Brasileirão mostra o que deu certo e errado em 2025
Alviverde vence Atlético Mineiro por 3 a 0, mas não impedem título brasileiro do Flamengo
Com chances remotas de título do Brasileirão, o Palmeiras fez sua parte na Arena MRV nesta quarta-feira (3) contra o Atlético Mineiro. O Alviverde venceu por 3 a 0, mas não impediu a conquista da nona taça nacional do Flamengo, que bateu o Ceará nesta 37ª rodada. A vitória dos paulistas serviu para exibir parte das coisas boas e ruins da temporada.
Se por um lado, novamente, o lado mental e disciplinar dos comandados de Abel Ferreira pesou negativamente, pelo outro, o entrosamento do setor ofensivo teve participação decisiva.
A equipe visitante abriu o placar com oito minutos, quando, em roubada de ataque com fôlego que não se via há algum tempo, Vitor Roque chutou em cima de Everson e Flaco López completou às redes no rebote. A dupla que fez palmeirenses suspirarem e provavelmente assistirem ao melhor futebol da era Abel no período entre setembro e outubro.
Quase dez minutos depois, foi a vez de Allan, o garoto que entrou no time “bagunçando” com dribles e arrancadas, com características bem diferentes aos outros titulares, que aproveitou vacilo de Arana, ganhou a disputa física na área e chutou rasteiro bonito para marcar.
O Alviverde ampliou no segundo tempo com Luighi, em contexto complemente diferente no jogo graças a Joaquín Piquerez. Em um lance no meio-campo, sem nenhum perigo, o lateral uruguaio decidiu dar um carrinho com o pé muito alto e terminou expulso após análise do VAR. Um exemplo de como o Palmeiras desligou em certos momentos da temporada e uma falha colocou tudo a perder.

Como foi Atlético Mineiro x Palmeiras
O início fulminante do Palmeiras deu lugar a um Galo bem mais ligado antes mesmo da expulsão de Piquerez. A melhora do mandante veio a partir dos 35, quando Igor Gomes quase fez golaço de falta. Rony tentou mais duas vezes, enquanto Bernard acertou o travessão.
Na etapa final, o Galo voltou devagar, mas acordou quando Hulk entrou. A equipe mineira abusava dos chutes de fora da área, exigindo intervenções decisivas de Carlos Miguel. Foi assim que o time da casa conseguiu diminuir, com Rony em sobra de finalização do camisa 7, porém, o VAR flagrou toque na mão do atacante.
Com o desânimo atleticano pelo gol anulado, o Palmeiras ampliou e poderia ter feito o quarto com Luighi novamente, que acertou a trave em tentativa na área. Rony tentou reagir com cabeça e acertou a terceira do Atético no poste. Não era dia do time de Jorge Sampaoli.



