Brasil

António Oliveira evita críticas a Mano Menezes, mas reconhece próprio mérito em evolução do Corinthians

António Oliveira chegou em fevereiro ao Corinthians e mudou a cara de equipe, desde números até o clima do elenco

Há oito jogos no comando do Corinthians, António Oliveira já mudou a cara da equipe. Além de mais organização tática, o time também se mostra mais resiliente. O impacto do trabalho realizado pelo treinador português, que deixou o Cuiabá em fevereiro, pôde ser visto e sentido em pouquíssimo tempo, tanto pelos bons números quanto pelo novo clima no elenco alvinegro.

E ainda que António evite qualquer crítica ao projeto de seu antecessor, Mano Menezes, que deixou o comando do Timão após uma sequência de quatro derrotas, ele mesmo reconhece a evolução da equipe desde a sua chegada.

– Há um código de ética que, enquanto treinador, eu vou sempre vou seguir. Nunca vou falar de quem esteve aqui, quem esteve aqui tem sua história e eu a respeito muito. Como escolhido, cabe a mim criar uma atmosfera favorável, perceber que existe uma estrutura e forma que trago comigo, depois é trabalhado dentro de padrões comportamentais que tento instituir com e sem bola. Uma coisa que esta equipe faz e obrigatoriamente teve que fazer e é inegociável: correr mais que o adversário, competir mais que o adversário, trabalhar mais do que o adversário. Nisso os jogadores estão incansáveis — afirmou o treinador em coletiva de imprensa, logo após a classificação para a Copa do Brasil.

Aliás, a vitória por 2 a 0 sobre o São Bernardo, na última quinta-feira (14), pela segunda fase da competição, marcou a melhor apresentação do Timão nesta temporada.

– O que me deixa satisfeito é a qualidade de jogo que a equipe teve, mesmo com menos um. Em alguns momentos poderíamos ter sido mais objetivos, tivemos oportunidades para criar outro placar, mas o que me deixa satisfeito foi a capacidade de a equipe controlar o jogo sem a bola quando foi solicitada a fazer isso. A equipe começa a ser cada vez mais consistente e equilibrada, mas isso é apenas um passo num caminho longo que temos a percorrer – acrescentou o técnico.

Obviamente que cair no Campeonato Paulista não estava no planejamento do Corinthians, ainda que o péssimo início de temporada fosse um grande indicativo de que isso aconteceria. Porém, algo positivo pode ser tirado da eliminação. Com a pausa das próximas semanas, entre campeonatos, o treinador poderá usar o tempo a seu favor, para acertar pontos necessários e integrar ainda mais as suas ideias ao grupo.

Números do ataque em evolução

Desde que assumiu o comando do Corinthians, António Oliveira soma cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Além disso, o técnico quadruplicou os gols do ataque, segundo um levantamento feito pelo ge. Neste período, foram 16 gols marcados em oito partidas — ou seja, uma média de dois por jogo. Antes da chegada dele, o Timão contava com uma média bem inferior no início da temporada, com 0,5 gol por jogo.

– Tem me dado um prazer e um orgulho enorme acordar todos os dias para trabalhar no CT Joaquim Grava e ver o quanto esses jogadores querem aprender e evoluir. Mesmo aqueles que têm uma história tão grande (no clube), mas querem oferecer cada vez mais ao clube. Vamos continuar a trabalhar nesse sentido, é um longo caminho, há muita coisa a corrigir e melhorar. O primeiro passo para crescer é termos gente que ainda quer aprender. Estou aqui para ajudar, sou apenas uma peça nesse enorme quebra-cabeça que se chama Corinthians — concluiu.

Foto de Livia Camillo

Livia Camillo

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.
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