Brasil

Adriano elege último melhor ‘camisa 9’ da Seleção e relembra ausência em Copa

O Imperador relembrou bastidores da seleção brasileira nas disputas dos mundiais

Adriano revisitou o passado em entrevista ao podcast “De Cara com o Cara”, apresentado pelo campeão mundial e ex-jogador Romário. 

Em meio às lembranças, o Imperador destacou a campanha memorável na Copa América de 2004, jogo que elege como o mais importante da sua vida, além das vivências com a Canarinha em outros torneios e o momento vivido atualmente pela seleção brasileira.

O dia 25 de julho de 2004, no Estádio Nacional de Lima, no Peru, tem um significado especial não apenas para o torcedor brasileiro, mas para um dos maiores centroavantes da seleção brasileira.    

Naquele ano, especialmente, o atacante viveu um dos episódios mais marcantes da sua vida, no que ficou conhecido como a ‘Copa América de Adriano’. O título não foi em vão. Ele foi eleito o melhor jogador da competição e conquistou a chuteira de ouro, como artilheiro do torneio.  

O gol marcado aos 48 minutos do segundo tempo, para empatar o jogo em 2 a 2, mudou os rumos da competição ao levar a decisão contra os argentinos para os pênaltis, sendo superados pelos brasileiros. A atuação, segundo o jogador, fez com que novas oportunidades fossem alcançadas por ele no futebol mundial.

— A seleção brasileira sempre foi uma porta para eu mostrar o meu futebol para o povo brasileiro. Eu saí do país muito novo, [mas ali] foi a entrada para o futebol mundial. Ali realmente eu pude apresentar meu futebol, abriu a porta — comentou.

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Adriano com a taça da Copa América de 2004 (Foto: IMAGO / Newscom / GDA)

Onze anos após a sua última experiência atuando no futebol brasileiro, Adriano também analisou o momento vivido pela equipe nacional e a falta de referências em diferentes funções. Questionado se o atacante se considera o último grande camisa 9 da seleção brasileira, não hesitou em confirmar.

—  Não perdendo a humildade, mas eu acho que sim [sou o último melhor camisa 9]. O Luís Fabiano é outro que poderia estar ali junto de mim — afirmou

O atacante, inclusive, revelou que não acredita que o atual elenco — atualmente comandado por Carlo Ancelotti — seria capaz de conquistar uma Copa do Mundo, mesmo com a presença de Neymar, e ponderou que o grupo ainda ‘tem muita coisa pela frente’.

— São excelentes jogadores, mas eu acho que não. Sabendo que Neymar é diferenciado, mas o grupo ainda tem que ter muito conjunto, muita coisa pela frente — destacou.

Lembranças das Copas

Ainda sobre o Mundial, Didico analisou os erros que culminaram na derrota do Brasil para a França nas quartas de final da Copa do Mundo de 2006, e apontou os motivos que fizeram com que o grupo se sentisse ‘abalado’.

— Acho que faltou organização da própria seleção. Parece que a gente não tava com a cabeça realmente focada. Foi muita pressão porque tinham dito que a gente ia ser campeão, isso também pode ter atrapalhado. Os treinamentos foram abertos, eu não tava 100% fisicamente, como outros jogadores também — avaliou.

O encerramento do torneio marcava também o fim da junção de craques que ficou conhecido como ‘quadrado mágico’, formado por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano, e da passagem de vários jogadores históricos da seleção, como Cafu e Roberto Carlos, além do próprio Ronaldo.

Adriano na Copa do Mundo de 2006 (Foto: IMAGO / ABACAPRESS)
Adriano na Copa do Mundo de 2006 (Foto: IMAGO / ABACAPRESS)

Outro episódio marcante na carreira do jogador foi a ausência na convocação para a Copa do Mundo de 2010. Sob o comando de Dunga, o Brasil não contou com nomes como Neymar, Paulo Henrique Ganso e o próprio Adriano.

Sobre o episódio, o técnico revelou em entrevista à “ESPN” que considerou convocar o Imperador, mas explicou que uma série de faltas aos treinos do Flamengo foram decisivas para que ele não fosse chamado.

Na conversa com Romário, Adriano revelou que não se sentia preparado para disputar o Mundial e que sabia que, apesar das expectativas, não seria convocado.

— Eu realmente não estava preparado para jogar. Eu cometi muitos erros, mas eu sabia dentro de mim que eu não ia ser convocado. Mentalmente e fisicamente eu não estava preparado — declarou o jogador.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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