Ásia/OceaniaCopa do Mundo 2026Eliminatórias da Copa

Contra o novato Butão, Catar aplica a maior goleada de sua história: 15 a 0

O adversário do Catar na segunda rodada das Eliminatórias da Ásia para a Copa de 2018 não poderia ter sido mais apropriado. Depois de uma vitória inconvincente por 1 a 0 sobre as Maldivas na partida de abertura da disputa, a seleção catariana recebeu o Butão, que até alguns meses atrás era a seleção pior colocada no ranking da Fifa, e aplicou uma goleada impiedosa por 15 a 0. Embora a qualidade do oponente seja irrisória, não deixa de ser uma boa notícia para o país que, em meio ao plano de fortalecer a equipe para a Copa de 2022, da qual será sede, tenha alcançado a sua maior vitória na história.

VEJA TAMBÉM: Só agora a Fifa exigirá que candidatos a sediar a Copa respeitem os direitos humanos

Com apenas 30 minutos de jogo, os catarianos já venciam por 5 a 0, com gols de Mohammed Kasola, Ali Assadalla, Hassan Khalid e Mohammed Musa, duas vezes. Na ida para os vestiários para o intervalo, o placar apontava 8 a 0, com Mohammed Muntari, com dois gols, e Assadalla, mais uma vez, complementando o resultado na primeira etapa. Infelizmente para os butaneses, a pausa e o resultado já avassalador não serviram de desestímulo para a seleção catariana, que fez mais oito gols: Muntari completou seu hat-trick, assim como Assadalla. Afif, Khouki (duas vezes) e Mohammad também aproveitaram a fraqueza do adversário e deixaram o seu.

Apenas o resultado do segundo tempo, de 8 a 0, já igualou as maiores vitórias que o Catar tinha em sua história até então: 8 a 0 sobre o Afeganistão, em 1984, e 8 a 0 sobre o Líbano, em 1985. Para o Butão, a derrota por 15 a 0 foi a maior desde fevereiro de 2000, quando o time caiu por 20 a 1 diante do Kuwait. Embora o resultado desta quinta-feira não deixe de ser constrangedor para os butaneses, a mera participação na fase de grupos das Eliminatórias, inédita para o país de pouquíssima tradição no futebol, já é um feito.

De olho no Mundial de 2022, o Catar trabalha para não fazer feio daqui a sete anos. Tenta a classificação para a Copa de 2018, na Rússia, para evitar ser o primeiro país-sede de um Mundial que nunca participou da competição. Se a vaga na Copa de 2022 está definida, a garantia de que não passará vergonha em casa, não, e por isso o país trabalha para melhorar seu futebol neste espaço de tempo.

Criada apenas em 1970, a seleção catariana teve seus melhores resultados décadas atrás, chegando ao 54º lugar no ranking da Fifa. Hoje, ocupa a 94ª colocação, mas em 2014 teve indícios de crescimento. Venceu a Copa do Golfo de Nações pela primeira vez desde 1992, batendo a Arábia Saudita na final, e aposta na chegada de atletas estrangeiros ao seu futebol para aumentar a troca de conhecimentos e, se possível, naturalizar alguns atletas que tenham espaço na seleção. Um plano um tanto quanto incipiente, mas que foi a alternativa encontrada por um país com uma população original de apenas 300 mil pessoas e onde o futebol não é um esporte tão forte.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo