A Coreia do Sul não pode ser acusada de não tentar. Um que se dedicou até o para conseguir a vitória, suada, por 2 a 1 sobre o Catar. A do Oriente Médio surpreendeu, conseguiu um gol que complicou a situação sul-coreana, mas não foi suficiente para arrancar um ponto em Seul. E a Coreia do Sul reassumiu a liderança do Grupo A das eliminatórias asiáticas, com dez pontos em cinco jogos.

O jogo certamente foi mais difícil do que o time sul-coreana esperava. Tanto que o primeiro tempo não teve muitas chances de gol e o placar só foi aberto na segunda etapa. Em um cruzamento, Keunho Lee cabeceou e mandou para as redes, aos 15 minutos. Só que os torcedores não conseguiram nem comemorar por muito tempo. Khalfan Al Khalfan, em um chute de fora da área, empatou o jogo aos 18 minutos.

A pressão dos sul-coreanos tornou-se forte. A torcida no estádio gritava, apoiava, e o técnico colocou o time no ataque. Um dos que ele colocou em campo foi o jovem , do Hamburg. O jogador, de 20 anos, acabou sendo o nome decisivo da partida.

Depois de muita pressão, bolas na área e uma dose de desespero, com muitos jogadores ofensivos e os catarianos se defendendo atrás da linha da bola – por vezes, todos os jogadores atrás da intermediária – e com a torcida gritando incessantemente, como era em 2002. O árbitro deu cinco minutos de acréscimos. Resolveu dar mais um. E adivinhe o que aconteceu?

Depois de um chute da direita por cima do goleiro, a bola bateu na trave e sobrou, quase em cima da linha, para Son, livre, tocar para o gol e sair comemorando. Gol que dá a vitória, a liderança e a tranquilidade aos sul-coreanos nas eliminatórias. O ainda está bem, com oito pontos, em segundo lugar, atrás da Coreia do Sul. O Irã tem sete pontos, mesma pontuação do Catar. O Líbano é lanterna, com quatro. Na próxima rodada, o Coreia do Sul receberá justamente o segundo colocado, o Uzbequistão, no dia 11 de junho. No dia 18, os sul-coreanos enfrentam o Irã.