Ásia/Oceania

Como derrota para o Al-Hilal mudou planos e fez o Al-Nassr barrar a saída de Bento

Clássico escancarou problemas no elenco de Jorge Jesus e transformou acordo praticamente fechado em impasse

Uma reviravolta dramática marcou as negociações entre Al-Nassr e Genoa pelo goleiro brasileiro Bento. O cenário mudou após a derrota do time de Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus no confronto decisivo contra o arquirrival Al-Hilal — o que impactou diretamente os planos para a liberação do jogador.

O Al-Nassr, que aguardava concluir a transferência nas próximas horas — com Bento já esperado em Gênova — decidiu recuar e suspender, ao menos por ora, a liberação do ex-Athletico-PR. A mudança de postura ganhou força depois do revés no clássico, que expôs fragilidades imediatas no planejamento da equipe.

Durante a partida contra o Al-Hilal, o segundo goleiro do elenco, Nawaf Al-Aqidi, foi expulso por conduta violenta e agora corre o risco de ser suspenso por pelo menos dois jogos. O episódio agravou um cenário já delicado no setor.

Com o terceiro goleiro afastado por lesão, o Al-Nassr entendeu que não pode abrir mão de mais uma opção para a posição. Diante desse contexto, a diretoria decidiu manter Bento ao menos até segunda ordem, considerando o brasileiro peça essencial para a sequência dos próximos compromissos.

Bento queria a mudança para o Genoa

Antes da reviravolta provocada pelo clássico, o Genoa já havia alinhado os termos com o Al-Nassr para a contratação de Bento. O acordo previa a chegada do arqueiro por empréstimo, com opção de compra fixada em cerca de 9 milhões de euros (aproximadamente R$ 56,5 milhões), em uma negociação considerada encaminhada pelas partes.

Bento, que ficou fora das últimas três partidas do Al-Nassr, desejava a mudança de ares em busca de maior regularidade. A intenção do goleiro era voltar a ter minutos em campo e protagonismo, fatores considerados decisivos neste momento da carreira.

O objetivo passa também pela seleção brasileira. Com a Copa do Mundo no horizonte, o goleiro entende que precisa de sequência e visibilidade para se manter no radar da comissão técnica de Carlo Ancelotti.

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Como foi a derrota do Al-Nassr para o Al-Hilal

O clássico contra o Al-Hilal aprofundou o momento delicado vivido pelo Al-Nassr na temporada. A equipe foi derrotada por 3 a 1, de virada, e chegou ao terceiro tropeço consecutivo no Campeonato Saudita, resultado que ampliou a distância em relação à liderança e tornou a disputa pelo título ainda mais distante para Cristiano Ronaldo e seus companheiros.

O Al-Nassr até começou melhor e abriu o placar ainda no primeiro tempo, com CR7. A vantagem, no entanto, não se sustentou após o intervalo. O Al-Hilal cresceu na partida, passou a controlar as ações e conseguiu virar o confronto na etapa complementar.

Etapa essa, marcada por um ambiente tenso e por decisões que influenciaram diretamente o rumo do clássico. Dois pênaltis foram assinalados a favor da equipe de Simone Inzaghi, enquanto o goleiro Nawaf Al-Aqidi acabou expulso, deixando o Al-Nassr em situação ainda mais desfavorável até o apito final.

A atuação da arbitragem gerou forte insatisfação no time visitante. Já substituído e no banco de reservas, Cristiano Ronaldo demonstrou irritação com as decisões tomadas ao longo da partida e fez gestos que foram interpretados como acusações de “roubo”.

— O que aconteceu hoje se deve a um desequilíbrio mental. O Al Nassr é um grande clube que almeja o título, e essas partidas exigem uma excelente preparação mental. Alguns jogadores demonstraram falta de concentração, mas temos plena confiança neles para continuarem a temporada — disse Jorge Jesus após o duelo.

— Dadas as situações que ocorreram na partida entre as duas equipes, o Al-Nassr era a melhor equipe em campo antes do cartão vermelho. O cartão vermelho de Nawaf foi extremamente severo e causou um claro desequilíbrio na nossa equipe. Não havia necessidade de mostrar um cartão vermelho — concluiu.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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