América do SulLibertadores

Três bolas na trave e o Colo-Colo parece mesmo predestinado ao fiasco na Libertadores

A última vez que o Colo-Colo avançou aos mata-matas da Libertadores foi em 2007. Um ótimo time, que via a eclosão de Arturo Vidal e Alexis Sánchez, mas não passou pelo América do México nas oitavas de final. Desde então, o Cacique participou de seis edições da competição continental. E nas seis caiu justamente na última rodada da fase de grupos. Algumas eliminações foram mais frustrantes que outras, como a causada pelo golaço de Cleiton Xavier em 2009 ou a virada do Cerro Porteño no Chile em 2011. Neste ano, os Albos adicionaram mais um trauma a coleção. E de novo com requintes de crueldade, diante do empate por 0 a 0 contra o Independiente del Valle.

O Colo-Colo chegou à rodada decisiva dependendo de si. Em terceiro na chave, recebia os equatorianos, dois pontos à frente, em confronto direto. Para a “decisão”, a torcida encheu o Estádio David Arellano e empurrou o time de José Luis Sierra. Não soubessem da aptidão do Cacique ao fracasso no torneio continental, os 25 mil presentes certamente não acreditariam no que aconteceu a partir dos 43 do segundo tempo. Foram três bolas na trave dos adversários. Três vezes em que os Albos estiveram a centímetros da classificação. O placar zerado, por fim, consumou o adeus dos chilenos, enquanto o Independiente del Valle ficou com a segunda vaga, atrás do líder Atlético Mineiro.

Durante as últimas temporadas, o Colo-Colo investiu em uma equipe experiente. Paredes, Fierro, Villar e Beausejour estão entre os nomes tarimbados que atuaram nesta noite em Santiago. Nem isso serviu para ajudar. O Cacique ainda pode se gabar de ser o único clube chileno a faturar a taça continental. Porém, suas campanhas na última década só servem mesmo para motivar a chacota dos rivais.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo