Luis Suárez: ‘Depois disso, a chama do futebol foi se apagando em mim’
Atacante do Inter Miami revela como sentiu o baque após se aposentar da seleção uruguaia
A aposentadoria de Luis Suárez na seleção uruguaia, em setembro de 2024, representou um baque para o atacante do Inter Miami. “A chama do futebol foi se apagando em mim“, assumiu, enquanto se emocionava, o jogador de 39 anos em trecho de documentário sobre a Copa do Mundo de 2010 publicado pelo “El País”.
Luisito afirmou como tem sido difícil se manter motivado desde que decidiu não atuar mais pela Celeste, fechando sua trajetória iniciada em 2007 como maior artilheiro da história do selecionado, autor de 69 gols em 143 jogos.
— A gente mantém a vontade, aquela ilusão do futebol por objetivos, por sonhos, e sempre sonhava em estar na seleção. Por diferentes motivos, obviamente, tomei a decisão (de aposentar), mas, desde que saí, a chama do futebol se apagou um pouco, digamos.
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Suárez se coloca à disposição do Uruguai na Copa do Mundo
Suárez não teve receio ao dizer se aceitaria um retorno à seleção treinada por Marcelo Bielsa e que estará presente na Copa do Mundo de 2026, disputada entre junho e julho deste ano.
— É claro que a seleção é sempre o que a gente quer. Hoje você começa a pensar, a refletir. Está perto da Copa, e, se precisarem de você, o que você faz? Ao meu país eu nunca vou dizer não, jamais vou dizer não ao meu país — disse.
— Eu me aposentei da seleção para abrir caminho a outros jogadores e porque achei que chegou um momento em que já não podia ser útil, mas, se precisarem de mim, jamais vou dizer não à seleção. Isso é impossível, enquanto eu continuar jogando, enquanto estiver em atividade — finalizou.
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Atacante ainda seria útil à seleção uruguaia?
Como já visto na época em que defendia o Grêmio, em 2023, a questão física do atacante de quase 40 anos tem pesado nas últimas temporadas. A explosão, velocidade e força de Suárez já não são mais as mesmas, ainda que tenha atuado em 50 partidas no último ano nos Estados Unidos, onde foi campeão nacional pela primeira vez com 20 participações em gols na campanha.
Em jogos oficiais em 2026, o atacante só atuou como titular uma vez nos nove duelos do Inter Miami. Um retorno à seleção uruguaia partiria muito mais para ser uma liderança no vestiário e uma presença para trazer calma em momentos conturbados do que entregar novamente em campo como fez no passado.
Luisito ainda teria que superar seus problemas com Bielsa. O técnico argentino chega ao Mundial aos trancos e barrancos pelos inúmeros problemas de relacionamento com o elenco uruguaio, como afirmou o próprio centroavante.
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— Na Copa América 2024 houve situações que me magoaram e que não contei por uma questão de convivência. Muitos jogadores fizeram reunião para pedir a Bielsa que pelo menos nos desse bom dia. Ele nem sequer nos cumprimenta — disse Suárez ao “DSports Uruguay”, um mês após sua aposentadoria.
Por todo esse contexto, seria improvável um retorno, mesmo com os bônus que seu retorno poderia trazer. O Uruguai está no grupo H da Copa com a favorita Espanha, além de Cabo Verde, estreante em mundiais, e Arábia Saudita. Caso avance em segundo, cenário mais provável, a Celeste pode enfrentar a Argentina, que precisaria ser líder da chave J.